Os 70 anos do disco voador fotografado pelo casal Paul & Evelyn Trent

As clássicas fotos do disco voador tiradas pelo casal Paul & Evelyn Trent em Sheridan, próximo da cidade de McMinnville, no Oregon, em 1950, foram submetidas nos últimos 70 anos a intensos escrutínios e análises e nunca se conseguiu provar de maneira cabal e peremptória que tivessem sido falsificadas, sendo por isso consideradas por muitos como as imagens mais confiáveis e significativas da história dos OVNIs. Testes por computador comprovaram a inexistência de fios e que o disco estava a pelo menos um quilômetro de distância e tinha um diâmetro aproximado de 20 a 30 metros. Ou seja, se o disco não era um veículo extraterrestre, só restaria a possibilidade de se tratar de um protótipo secreto militar. Os cépticos, por sua vez, insistem que tudo não passou de uma fraude e que as novas tecnologias fornecem recursos para refutar os “falsos positivos” que os computadores deram no passado. Você vai saber de todos os detalhes atualizados desse famoso caso a partir de agora.

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

A Era Moderna dos Discos Voadores havia sido inaugurada há quase três anos, mas ainda faltava uma boa fotografia. Esse feito coube a Paul e Evelyn Trent, um casal de fazendeiros dos arredores de Sheridan, cidade a aproximadamente 15 km a sudoeste de McMinnville, na confluência do rio Yamhill, estado do Oregon, daí que as fotografias ficassem conhecidas como as “Fotografias de OVNIs de McMinnville”. A pequena fazenda dos Trent, próximo à rodovia Salmon River, ficava em uma comunidade madeireira e agrícola a uma curta distância de carro do fértil Vale Willamette.

Há muitas versões circulantes e contraditórias espalhadas em jornais, revistas, livros e sites do incidente com o casal Trent. Comumente se conta que na noite de quinta-feira, 11 de maio de 1950, às 19h30, Evelyn Trent estava voltando para sua casa na fazenda após alimentar seus coelhos enjaulados. Antes de chegar a casa, ela notou no céu encoberto um objeto em forma de um “pára-quedas de bom tamanho mas sem as cordas”, de aparência “metálica prata brilhante misturado com bronze”, conforme suas palavras, deslizando lenta e suavemente em sua direção, vindo do nordeste. Ela diria mais tarde: “Era mais bonito do qualquer coisa que eu já tinha visto”. Ela gritou ao seu marido, Paul, de 43 anos, que estava dentro de casa e que ao sair, também viu o objeto. Depois de observar o objeto por um curto período, Paul voltou para dentro de sua casa para pegar a sua câmera ROAMER 1, equipado com um filme de 120 (ou 620), no que conseguiu tirar duas fotos em preto e branco (tempo de exposição de 1/50s) do objeto antes que ele desaparecesse a oeste. O pai de Paul Trent também viu brevemente o objeto. Paul descreveu o objeto, que “parecia estar um pouco inclinado”, como sendo “redondo, brilhante – quase prateado -, sem asas e silencioso”.

A primeira das fotos tiradas por Paul Trent mostra a forma do OVNI, com uma torre central. O realce das bordas mostra essa forma nitidamente, enquanto o contorno confirma a natureza tridimensional do objeto. A segunda foto mostra um OVNI em seu formato clássico, de disco. Os testes por computador comprovaram a inexistência de suportes e mostraram claramente a base chata do objeto. Comparações posteriores também confirmaram que o disco estava a pelo menos um quilômetro de distância e que tinha um diâmetro aproximado de 20 a 30 metros. Ou seja, se o disco não era uma verdadeira nave espacial, só restaria a possibilidade de se tratar de um protótipo secreto militar. Durante décadas as fotografias foram submetidas a exames detalhados por especialistas diversos, desde oficiais da USAF a ufólogos, passando por fotógrafos profissionais das revistas Life, Look e Popular Mechanics. William Spaulding, do grupo Observadores Terrestres de Discos [Ground Saucer Watch (GSW)], pioneiro na análise de fotos por computador, reafirmou sua autenticidade.
Essa versão que é quase a mesma recolhida pelo astrônomo William Kenneth Hartmann (1939-), o primeiro a propor a teoria de que a Terra havia sido atingida por um corpo do tamanho de um planeta, criando a Lua e a inclinação de 23,5° da Terra, remonta a uma entrevista que os Trent concederam a Lou Gillette, apresentador da estação de rádio KMCM (mais tarde KLYC), e citada no jornal The Oregonian em 10 de junho de 1950. No entanto, os Trents deram uma versão ligeiramente diferente do incidente ao jornal local de McMinnville, o Telephone Register, dois dias antes, em 8 de junho. Nessa versão, Evelyn Trent declarou: “Estávamos no quintal. Ambas vimos o objeto ao mesmo tempo. Paul pensou que a câmera estava no carro, mas eu tinha certeza que estava dentro de casa. Eu estava certa, e a câmera estava carregada com filme Kodak.”

O rolo de filme na câmera dos Trent não foi totalmente usado, então os Trent não revelaram o filme imediatamente. O filme não foi revelado até que os quadros restantes fossem usados ​​para tirar fotos de família no Dia das Mães, domingo, 14 de maio de 1950. Os Trent não tentaram vender as fotos, mas apenas mostraram-nas aos amigos. Paul mencionou seu avistamento e as fotos para seu banqueiro, Frank Wortmann, que ficou intrigado o suficiente para exibi-las na janela de seu banco em McMinnville.

Pouco depois, Bill Powell, um repórter de um jornal de McMinnville, convenceu Trent a emprestar-lhe os negativos. Powell examinou os negativos e não encontrou evidências de que foram adulterados ou falsificados. Em 8 de junho de 1950, a história de Powell sobre o incidente – acompanhada pelas duas fotos – foi publicada na primeira página do Telephone-Register. A manchete dizia: “At Long Last – Authentic Photographs Of Flying Saucer”[?] (“Finalmente – Fotografias Autênticas de um Disco Voador [?]”). Dois dias depois, em 10 de junho, elas foram publicadas em vários jornais do país.

A história e as fotos foram posteriormente distribuídas pela agência noticiosa International News Service (INS) a outros jornais de todo o país, o que lhes proporcionou ampla publicidade. A revista Life publicou versões cortadas das fotos do OVNI em sua edição de 26 de junho de 1950, junto com uma foto de Paul Trent segurando sua câmera. Foi prometido aos Trent que os negativos seriam devolvidos a eles, no entanto, eles não foram devolvidos – a revista Life disse aos Trent que havia remetido os negativos ao endereço errado…

A sessão de fotos dos Trent para a revista Life

O fotógrafo Loomis Dean, da Life, visitou os Trent em meados de junho de 1950 e tirou dezenas de fotos da família e da fazenda, e de quebra do repórter Bill Powell do Telephone-Register.

A maior parte dessa sessão de fotos do fotógrafo Loomis Dean foi colocada no Google Images em outubro ou novembro de 2008. As fotos e as explicações para elas a seguir, retirei do site Roswell Proof.

As fotos de Trent na Life estão bastante cortadas, incluindo a exclusão das linhas de alta tensão. O fotógrafo da Life obviamente tentou reproduzir aproximadamente o ponto de vista das fotos dos Trent nas duas fotos a seguir (observe as linhas de energia e a escada no chão). O carro que aparece estacionado não pertencia aos Trent, mas ao fotógrafo.

Esta foto mostra o filho dos Trent trepado na escada armada diante do mesmo cenário onde apareceu o OVNI. Certamente foi tirada para dar uma ideia da proporção e da distância do objeto em relação ao local.

De acordo com os Trent, Evelyn foi a primeira a ver o OVNI quando ela estava alimentando os coelhos em seus criadouros nos fundos da propriedade. Parece que aqui o fotógrafo a fez apontar na direção onde ela avistou o OVNI pela primeira vez.


Nesta outra foto, a senhora Trent parece estar apontando para a direção onde o OVNI desapareceu.

Mais fotos da senhora Trent, de seu filho e do cachorro na frente do criadouro de coelhos.

Nesta foto, Evelyn, observada pelo cachorro, mostra como protegeu seus olhos do brilho do OVNI enquanto tentava vê-lo melhor. As jaulas dos coelhos ficam à esquerda, na parte de trás do galpão ao fundo.

As duas fotos a seguir foram tiradas no quintal voltado para o leste, na área onde Paul Trent teria tirado suas duas fotos. O prédio de tijolos à esquerda ficava nos fundos da casa e era usado como banheiro. O homem alto com quem Evelyn está falando é Bill Powell, o repórter do Telephone-Register que decidiu publicar as fotos de Paul Trent após examiná-las cuidadosamente.

Nas duas fotos abaixo, a senhora Trent aparece junto com o seu filho na frente da casa. A segunda foto mostra a escada vertical bem à direita, abaixo das linhas de força. Supostamente, Trent falsificou as fotos amarrando um modelo a essas linhas de energia (provavelmente a inferior). No entanto, a escada de 6 pés (1,83 m) fornece uma escala para determinar a altura de ambos os fios. O fio inferior ficaria a cerca de 11 pés (3,35 m) acima do solo. Isso impunha sérias restrições ao comprimento de qualquer fio de suspensão. Dadas essas restrições, torna-se muito difícil criar um cenário de embuste que funcione sem usar um número razoável de suposições questionáveis.

Paul Trent aparece nas duas fotos abaixo mostrando como tirou as fotos através do visor direito.

A foto abaixo de Paul Trent foi a única da sessão de fotos que foi aproveitada pela revista Life em sua edição de 26 de junho de 1950.

A análise de William Kenneth Hartmann

Em 1967, os negativos das fotos dos Trent foram encontrados nos arquivos da United Press International (UPI), o serviço de notícias que havia se fundido com a INS anos antes. Os negativos foram então emprestados ao já citado astrônomo William Kenneth Hartmann, que na ocasião era membro do Comitê Condon (1966-1968), um projeto de pesquisa de OVNIs financiado pelo governo e baseado na Universidade do Colorado. Os Trent não foram informados imediatametne de que os seus negativos “perdidos” haviam sido encontrados. Hartmann entrevistou os Trent e ficou impressionado com a sinceridade do casal, atestando que nunca pediram dinheiro por suas fotos ou buscaram qualquer tipo de notoriedade.

Em sua análise para o Comitê Condon, Hartmann escreveu: “Este é um dos poucos relatos de OVNIs em que todos os fatores investigados, geométricos, psicológicos e físicos, parecem ser consistentes com a afirmação de que um objeto voador extraordinário, prateado, metálico, em forma de disco, com dezenas de metros de diâmetro e evidentemente artificial, voou à vista de duas testemunhas.”

A sua impressão foi reforçada pela análise fotométrica das imagens. Hartmann notou que o brilho do lado inferior do objeto parecia ser mais claro do que o lado inferior do tanque de óleo visto nas imagens. Isso podia ser devido aos efeitos de dispersão atmosférica, os mesmos efeitos que fazem montanhas distantes parecerem “desbotadas” e azuis. Esse efeito sugeriu que o objeto estava mais longe da câmera do que o tanque.

Hartmann, entretanto, apontou a possibilidade de as imagens terem sido fabricadas. Ele observou que “O objeto aparece sob um par de fios. Podemos questionar, portanto, se poderia ter sido um modelo suspenso por um dos fios. Essa possibilidade é reforçada pela observação de que o objeto aparece abaixo de aproximadamente o mesmo ponto nas duas fotos, apesar de terem sido tiradas de duas posições.” E conclui: “Esses testes não descartam a possibilidade de que o objeto fosse um pequeno modelo suspenso por um fio.”

Hartmann também notou uma discrepância que mais tarde se tornaria o principal ponto de objeção para os cépticos. Ele notou que a iluminação geral da imagem era consistente com a iluminação que seria esperada perto do pôr do sol, mas “o poste telefônico, a garagem à esquerda e especialmente os frontões das casas distantes (à esquerda do celeiro) são iluminados da direita ou do leste. A casa, em particular, parece ter uma sombra sob o telhado que sugere uma foto tirada de dia, e combinada com a incidência para o leste, pode-se argumentar que as fotos foram tiradas em um dia nublado, digamos, às 10 horas.”

Depois que Hartmann concluiu sua investigação, ele devolveu os negativos à UPI, que então informou os Trent. Em 1970, os Trent pediram a Philip Bladine, editor do News-Register (o sucessor do Telephone-Register), a devolução dos negativos. Bladine pediu à UPI que devolvesse os negativos, o que ela fez. No entanto, por algum motivo, Bladine não informou aos Trent que os negativos haviam sido devolvidos.

A análise de Bruce Maccabee

Bruce Maccabee

Em 1975, os negativos foram encontrados nos arquivos do News-Register pelo físico e ufólogo Bruce Maccabee (1942-), presidente do Fundo para Pesquisa de OVNI (Fund for UFO Research), consultor científico da MUFON (Mutual UFO Network ou Rede Mútua de OVNIs) e físico da Marinha dos Estados Unidos.  Depois de concluir seu próprio estudo das fotos, Maccabee garantiu que os negativos originais fossem finalmente devolvidos aos Trent.

Maccabee analisou as fotos e concluiu que elas não eram falsas e mostravam um objeto “real e físico” no céu acima da fazenda dos Trent. Muitas de suas análises são baseadas em medidas densitométricas, semelhantes à análise fotométrica feita por Hartmann. Maccabee argumentou que o brilho da parte inferior do objeto sugeria que ele estava a alguma distância da câmera, e não era, portanto, um objeto pequeno próximo a ela.

Maccabee também analisou a posição de vários objetos na imagem, bem como uma imagem preparada por Hartmann quando ele visitou o local em junho de 1967. Com base nisso, Maccabee argumentou que a linha de visão das duas imagens se cruzava a alguma distância atrás das linhas de energia vistas nas fotos, o que reforçava, em sua opinião, de que não se tratava de um pequeno modelo. Maccabee afirmou que sua análise não encontrou nenhuma evidência de um fio suspendendo-o nas linhas de força.

Em resposta aos argumentos dos cépticos de que sombras em objetos nas fotos provaram que foram tiradas de manhã e não no início da noite, como os Trent alegaram, Maccabee argumentou que as condições das nuvens na área de McMinnville na noite do avistamento poderiam causar as sombras na garagem. Ele também afirmou, em resposta à análise de 2013 do IPACO (um software francês de análise de fotos ufológicas projetado e mantido por François Louange e Antoine Cousyn, com o apoio de Geoffrey Quick) que concluiu que as fotos eram uma farsa, que “em relação a (sua) análise fotogramétrica, mostrei que as linhas de mira não cruzavam sob os fios e eles não refutaram isso.”

Cépticos apontam que o objeto estava suspenso por um fio

Robert Sheaffer

Na década de 1980, jornalistas e cépticos como Philip J. Klass e Robert Sheaffer afirmaram categoricamente que as fotos eram falsas e que todo o evento tinha sido uma fraude. O principal argumento era que as sombras na garagem no lado esquerdo das fotos provavam que as fotos haviam sido tiradas de manhã, e não no início da noite, como os Trent alegaram. Klass e Sheaffer argumentaram que, como os Trent aparentemente mentiram sobre a hora do dia em que as fotos foram tiradas, toda a história deles era suspeita. Eles também alegaram que os Trent mostraram interesse em OVNIs antes de seu alegado avistamento.

Além disso, a análise das fotos sugeriu que o objeto fotografado era pequeno e provavelmente se tratava de um modelo pendurado em linhas de energia visíveis na parte superior das fotos. Eles também acreditavam que o objeto podia ter sido nada mais do que o espelho retrovisor lateral de um veículo. O objeto tem uma forma que é muito semelhante aos espelhos retrovisores redondos que foram usados ​​nos veículos Ford por décadas, ou modelos semelhantes em quase todos os veículos da época.

O espelho retrovisor deste Ford F-100 de 1961 tem uma forte semelhança com o objeto visto nas fotos. Observe o ligeiro deslocamento do parafuso de montagem, que corresponde ao deslocamento do detalhe da “antena” nas imagens. Espelhos semelhantes foram usados por décadas em muitos veículos.
Philip J. Klass

Em março e junho de 2013, Antoine Cousyn, François Louange e Geoff Quick, do IPACO, postaram dois estudos em seu site intitulados “De volta às imagens de McMinnville” e “Evidências de estarem suspensos por um fio”. Eles argumentaram que a geometria das fotografias é mais consistente com um pequeno modelo com um fundo oco pendurado em um fio suspenso nas linhas de força acima, e afirmaram que detectaram a presença de um fio acima do objeto. A conclusão deles foi que “o resultado claro deste estudo foi que o OVNI de McMinnville era um modelo pendurado por um fio.”

As fotos de Loomis Dean, da Life, no entanto, mostram que os dois fios se torcem no ar gradualmente para se prenderem quase horizontalmente (não verticalmente) à borda do telhado da garagem na extremidade sul. O fio inferior é preso a cerca de 30 centímetros para baixo e a leste do pico do telhado da garagem, onde o fio superior está preso. Isso significa que no meio da lacuna entre a casa e a garagem os fios não estão situados diretamente acima uns dos outros em um “plano vertical”, mas são rodados e deslocados cerca de 30° da vertical. Isso torna o fio inferior mais próximo da câmera e ainda mais distante do ponto de cruzamento da linha de visão e, portanto, torna um modelo fraudulento ainda mais difícil.

Klass também afirmou ter encontrado uma série de contradições na história do avistamento dos Trent, e notou que sua versão do incidente mudou ao longo dos anos. Sua conclusão foi que os Trents inventaram tudo. Depois que Sheaffer enviou sua pesquisa e conclusões a William Hartmann, este retirou sua avaliação positiva anterior do caso que havia sido encaminhada ao Comitê Condon.

Conclusão

A despeito das refutações e acusações dos cépticos, as fotografias de OVNIs de McMinnville permanecem entre as mais divulgadas e consideradas como autênticas na história dos OVNIs, a indicar que o Fenômeno OVNI é um fenômeno físico e real.  Os Trent têm sido consistentemente descritos como agricultores simples e honestos que nunca tentaram lucrar com suas fotos, nem com a notoriedade que elas lhes trouxeram, o que é verdade. Evelyn Trent morreu em 1997 e Paul Trent no ano seguinte, em 1998. Ambos insistiram até o fim de suas vidas que o avistamento e as fotos eram genuínos. O interesse em torno das fotos de OVNIs dos Trent os levou a um “Festival UFO” anual realizado em McMinnville, e que agora é o maior encontro desse tipo no noroeste do Pacífico e é o segundo maior festival de OVNIs do país depois do de Roswell, no Novo México.

Em uma entrevista que concederam em 1997, pouco antes de falecer, os Trent admitiram que inicialmente pensaram que o objeto que haviam fotografado fosse uma aeronave militar secreta e temiam que “as fotos pudessem lhes trazer problemas”.

Investigadores do FBI e da USAF estiveram xeretando na fazenda dos Trent em mais de uma ocasião.

Uma foto que bem poderia ser a terceira da sequência dos Trent, mas que não foi batida pelos Trent, nem tampouco na região de McMinnville, mas por Walter Schilling perto do rio Wedel em Hamburgo, na Alemanha, por volta de 14 horas do dia 3 de março de 1977, mostra um objeto idêntico – no clássico formato discoide – ao que aparece nas fotos dos Trent.

A legenda padrão oferecida por vários sites que apresentam a imagem diz: “Herr Walter Schilling observou e fotografou este disco voador com um curioso mastro giratório, semelhante a um periscópio fluorescente. O objeto estava muito próximo ao solo e inclinado em um ângulo que projetava uma sombra de 9 metros na grama à sua direita.”

Porque o close up indica pelo menos alguma semelhança com as famosas fotografias de Paul Trent em McMinnville, essa semelhança é às vezes citada como razão para acreditar que a foto é verídica, ou, pelo contrário, que é uma farsa.

Pois se trata mesmo de uma farsa. O Ground Saucers Watch já havia analisado a fotografia e concluído que o objeto não passa de um pequeno modelo, o que foi admitido por Schilling ao jornalista Michael Hesemann em 11 de agosto de 1983. Schilling, que no ano seguinte foi internado em um hospital psiquiátrico após ser acusado de comportamento sexual inadequado, ainda acrescentou, em tom de galhofa: “Foi uma piada muito boa, meu amigo”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *