Sociedades secretas e illuminati no Japão

O massivo Terremoto e Tsunami de Sendai, o Grande Terremoto do Leste do Japão em 11 de março de 2011, abalou não só as finanças, mas coisas profundas na arena mística da política, do governo, da máfia e das antigas linhagens nobres e sociedades secretas do Japão, trazendo à tona segredos nunca antes revelados.

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

O Japão, refiro-me ao Japão real, e não ao virtual, mesmo nesta era digital ainda permanece quase que completamente desconhecido do Ocidente e de seu próprio povo. Há quase 30 anos, Alfred Smoular (1911-1994), etnólogo, jornalista, escritor e correspondente francês em Tóquio, disse ao jornalista e escritor Marco Lacerda que “não é só o mundo que sabe pouco a respeito do Japão, o Japão sabe muito pouco a respeito de si próprio”. O diagnóstico de Smoular, reproduzido por Lacerda em seu categórico livro Favela high-tech (São Paulo, Scritta Editorial, 1993, p.101), um dos poucos, senão o único a desentranhar o Japão desde o seu submundo, em toda a sua aspereza e crueza, continua perfeitamente válido.

Há não só uma negação, mas uma falsificação da história, um ocultamento propositado, como bem atinou Lacerda: “A história mundial, como é ensinada no Japão, começa com a explosão das bombas de Hiroshima e Nagasaki e todo o sofrimento que causaram ao povo japonês. As bombas são consideradas o pior ato da guerra e entraram para a história como ‘o crime do século’. O Museu de Hiroshima […] não oferece […] qualquer informação elucidativa de que a história da guerra na verdade começou bem antes das bombas serem despejadas e que o seu uso – por mais deplorável que tenha sido – foi para conter as atrocidades que vinham sendo cometidas pelos japoneses em todo o continente asiático e para deter as ações imperialistas do Japão. Àquela altura, os japoneses já tinham […] causado a morte de 23 milhões de pessoas.”

O pouco que se sabe sobre o Japão moderno e atual – um país que não é tão tecnológico, produtivo, eficiente e futurista como as pessoas pensam – ainda é muito perto do que se sabe e se fala sobre o Japão antigo, e é aí que devemos começar. Não me refiro, é claro, aos imperadores, xoguns, ninjas, samurais, monges, gueixas, etc., mas à presença de judeus, maçons e iIlluminati no Japão, presença essa estabelecida via intercâmbios marítimos e que remonta aos tempos das antigas Suméria, Babilônia, Mesopotâmia e Egito.

Projetado por um grupo de arquitetos do Ministério da Casa Imperial e construído entre 1920 e 1936, o Prédio da Dieta Nacional (Kokkai-gijidō), Casa dos Representantes do Japão ou Câmara dos Conselheiros em Tóquio, tem 65,45 metros de altura e ocupa uma área de 53.466 metros quadrados. O centro decisório da política japonesa possui a forma de um zigurate ou pirâmide escalonada em degraus no topo, um típico e antiquíssimo símbolo maçônico-illuminati e uma referência direta às origens do poder na Suméria, comum para os babilônios e assírios, pertinente à época do antigo vale da Mesopotâmia.

No século VII a.C., imediatamente após a queda do reino do norte de Israel, o profeta Isaías e um grupo de judeus, incluindo algumas das tribos de Levi, Judá e Benjamin, vieram do Reino de Judá ao Japão. Esses hebreus, dotados da arte da navegação marítima, chegaram à ilha de Shikoku, ao sul da ilha de Honshu e a leste da ilha de Kyushu, e foram para a província de Tokushima, sul do Japão, a 150 km de Osaka, levando consigo os tesouros do Rei Salomão. Ali se estabeleceram no alto das montanhas ao redor do Monte Tsurugi, cuja configuração do terreno era muito semelhante à sua terra natal Palestina, e fundaram um pequeno reino hebreu a fim de preservaram sua língua e cultura. Mais tarde estenderam seu território partindo do sul e nordeste de Shikoku.

O Monte Tsurugi

A tradição diz que a Arca da Aliança ainda está escondida no Monte Tsurugi (que significa “espada”), uma montanha de 1.954 metros de altura na fronteira entre Miyoshi, Mima e Naka, cercada por mais de 88 templos budistas, cada um deles adequadamente localizado de modo que a montanha esteja fora do ângulo visual. Os templos teriam sido construídos justamente com a intenção de obstruir a visão da montanha onde estão escondidos os tesouros do rei Salomão e estabelecer limites para afastar as pessoas do entorno.

Santuário de Tsurugi no topo do Monte Tsurugi

No alto das montanhas de Shikoku estão as ruínas de um local de culto feito de paredes de pedra chamadas “Iyasaka”, que é muito semelhante as da antiga Israel. “Iyasaka” pode ser traduzido como “Louvado seja Deus” em hebraico. Numerosas ruínas e relíquias atestam que os antigos israelitas viviam lá.

Em Higashiiyamura, chamada de “Tibete do Japão”, no Monte Tsurugi, ilha de Shikoku, cidade de Miyoshi, província de Tokushima, está localizado o santuário xintoísta original “Kurishito Jinja”. É um templo sem “torii” (arco de entrada para o santuário xintoísta) que foi originalmente chamado de “Kuristo Jinja”, pois segundo a tradição está relacionado aos três Reis Magos que teriam saído da cidade de Higashiiyamura para Belém, onde visitaram o Menino Jesus e depois retornaram à aldeia. O santuário foi chamado “Kuristo” em memória de Cristo, em aramaico “Khristos”. Na cidade de Iya, em Shikoku, muitos têm ancestrais com características totalmente hebraicas.

O Japão é originalmente uma nação multi-étnica em que os israelitas gradualmente passaram a ter uma grande influência sobre os nativos japoneses. Além de descendentes judeus na Família Imperial japonesa, remanescem vários traços da cultura judaica. A estrutura dos santuários xintoístas é muito semelhante ao Templo de Jerusalém, e a Estrela de Davi pode ser vista em santuários milenares no Japão. O mikoshi (santuário xintoísta portátil transportado em festas) é assaz parecido com a Arca da Aliança em tamanho e forma. Além disso, na língua japonesa existem várias palavras hebraicas com a mesma pronúncia e o mesmo significado, o que indica que a cultura japonesa foi consideravelmente influenciada pelo antigo Israel. Provavelmente alguns japoneses têm sangue hebreu em suas veias. E não é à toa, portanto, que muitos judeus têm discretamente adquirido terras em várias partes do Japão.

Os paralelismos entre as culturas judaica e japonesa são visíveis, notórios e abundantes, como podemos ver nas imagens abaixo:

Há cerca de mil anos, judeus russos que tiveram de buscar refúgio na China, vieram ao Japão conforme os exércitos mongóis de Kublai Khan conquistavam aquele país. Assimilados pela elite japonesa pelos séculos seguintes, certas influências maçônicas se tornaram parte permanente da cultura nipônica.

Houve uma divisão entre a autoridade real e a autoridade que ocupa o poder, em disputa da regalia “Saishu” ou do supremo sacerdote xintoísta (ou seja, do legítimo Mikado). Em oposição à linhagem imperial nacional Go-Daigo pertencente à linha Daikaku-ji (também chamada de Corte Imperial do Sul), o Imperador Kogen, da linhagem imperial política pertencente ao Jimyo-in line (também chamada de Corte Imperial do Norte), foi sustentado por Ashikaga Takauji (1305-1358), primeiro shogun do xogunato Ashikaga, da Era de Muromachi (1338-1573). Tal ato hegemônico causou conflitos pela soberania do Supremo Sacerdote “Saishu” entre o Imperador Nacional e o Imperador Político, conflito esse que continua até hoje (os Tesouros Sagrados devem pertencer ao supremo sacerdote xintoísta).

Quando os primeiros exploradores portugueses entraram em contato com os japoneses em 1543, dando início ao Período Nanban (que vai até a exclusão total dos estrangeiros do arquipélago em 1641), estes compararam o Imperador ao Papa, que possuía grande autoridade simbólica mas pouco poder político e, os xoguns aos governantes europeus seculares do Império Romano. Os xoguns, nomeados pelo Imperador, eram os governantes de fato do país, ditadores militares que exerceram seu domínio de 1185 até o início da Era Meiji, em 1868.

Até há um século e meio atrás, o Japão era um país predominantemente agrário com uma estrutura social dominada pelo feudalismo. Com a Era Meiji começa o processo de industrialização aos moldes do sistema europeu. Assim, para empreender a industrialização foi necessário abolir o poder dos senhores feudais e fortalecer o Estado. Portanto, desde o seu início, a economia japonesa já se caracterizava por uma alta concentração monopolista, controlada por um pequeno número de grupos econômicos chamados de zaibatsus.

Estátua de Thomas Blake Glover no Jardim Glover, Nagasaki.

Depois que o comodoro norte-americano Matthew Calbraith Perry (1794-1858) retornou pela segunda vez ao Japão em 1854, obtendo a assinatura dum tratado, a que se seguiu a abertura da economia japonesa, o homem dos banqueiros Rothschild na Ásia, Jardine Matheson, enviou um agente para o Japão, o comerciante escocês Thomas Blake Glover (1838-1911), incumbido de criar um novo mercado de armas iniciando a guerra civil e a desintegração do Japão. O objetivo final dessa guerra era preparar o Japão para a colonização. Ele montou uma empresa em Nagasaki e manobrou para vender alguns navios de guerra, armas e pólvora aos clãs rebeldes Satsuma, Choshu e Tosa na década de 1860, mas no fim, o complô de Glover foi descoberto e ele foi levado à falência. Aliás, foi em Nagasaki que Glover construiu aquele foi o primeiro edifício de estilo ocidental no Japão.

Ele também foi responsável em 1865 por trazer para o Japão a primeira locomotiva a vapor, chamada “Iron Duke”. Glover assistiu a queda do Shogunato Tokugawa durante a Restauração Meiji em 1868 e que, como ele, tinham relações cordiais com o novo governo. Tais ligações o levaram a ser o responsável por encomendar a construção do primeiro navio da Marinha Imperial Japonesa, o Jho Sho Maru, mais tarde chamado Ryujo Maru, construído por Alexander Hall & Co. em Aberdeen, e lançado no dia 27 de março de 1869.

Em 1868, Glover fez um contrato com o clã Hizen (Saga) e começou a desenvolver a primeira mina de carvão do Japão em Takashima. Ele também trouxe a primeira doca seca para o Japão.

Glover com Iwasaki Yanosuke, filho do fundador da Mitsubishi.

Glover foi uma figura chave na industrialização do Japão, fundador de uma empresa naval que mais tarde se tornou a Mitsubishi. Ele também ajudou a fundar a Japan Brewery Company, que mais tarde se tornou a Kirin Brewery Company, Ltd.  Os rumores dizem que os rótulos da cerveja Kirin baseados na mítica criatura são na verdade uma homenagem a Glover, que tinha um bigode semelhante.

Em reconhecimento à suas realizações, foi-lhe atribuída a Ordem do Sol Nascente (segunda classe).

Um agente especial franco-maçom de Rothschild, o holandês Guido Herman Fridolin Verbeck (1830-1898), conselheiro político, educador e missionário ativo no período Bakumatsu e Meiji no Japão, iniciou uma bem sucedida franquia Japonesa ao se associar com os pais fundadores do Japão moderno e os membros veteranos da moderna loja franco-maçônica. Aos maçons japoneses foi dada ampla assistência pelas suas contrapartes judaica-inglesa e judaicas-européias. Anos mais tarde, confrontados pelo racismo ocidental, os franco-maçons japoneses decidiram que precisavam conquistar e modernizar toda a Ásia. Seu objetivo final era tornar Tóquio a capital de um império da Ásia Oriental.

Guido Verbeck, no centro da foto, com um grupo de samurais em 1868.

Para atingir o intento, eles se aliaram aos Rothschilds, mas foram derrotados pelos Rockefellers. Depois da guerra, os vitoriosos Rockefellers chegaram ao Japão para inspecionar sua nova possessão. Negociações sobre a nova ordem pós-guerra tomaram lugar principalmente no interior da Grande Loja Maçônica Japonesa, uma instalação subterrânea oculta próxima à Torre de Tóquio.

Maçons japoneses da Grande Loja Maçônica Japonesa de Tóquio.

Desde o final da Segunda Guerra, por imposição dos Estados Unidos, os governantes têm respeitado a Constituição elaborada por aquele país para gerir a política nacional, a qual reduz a outrora toda poderosa figura do Imperador a algo meramente decorativo e simbólico, privando-o de seus poderes, como se fosse no entanto o Mikado Nacional, o que na verdade acaba por ser uma fraude para o Japão, que fica impedido de adquirir a confiança e a força necessárias para vir a ocupar a liderança na política internacional.

A política japonesa transformou-se num arremedo de democracia para “inglês ver”, manipulada pela máfia, pelas altas finanças e corporações que controlam a mídia e todo o sistema por meio de uma combinação de mentiras, chantagens, subornos, assassinatos, lavagem cerebral, etc.

De acordo com o jornalista investigativo, escritor e conspiracionista canadense Benjamin Fulford, o Japão permanece um estado vassalo, sendo obrigado a fazer imensos pagamentos anuais aos seus mestres. Em teoria, os Illuminati podem receber US$ 35 trilhões em papéis sem valor que têm sido dados em troca para suprir os norte-americanos com eletroeletrônicos, automóveis, etc. Ainda segundo Fulford, o governo japonês recentemente proveu os Illuminati com cerca de US$ 800 bilhões que foram usados para financiar as guerras e dívidas públicas dos Estados Unidos, que por sua vez compram ações de outras companhias e bens imobiliários. Mais recentemente, os japoneses têm sido ameaçados com poderosas armas secretas como o HAARP.

O sistema bancário-comercial japonês vem sendo controlado pelos Illuminati. O logo do Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ, o maior sistema de poupança do mundo, é um olho Maçônico-Illuminati.

Bancos japoneses fazem vultosos empréstimos a outros países, sobretudo aos ditos países subdesenvolvidos como o Brasil, sob a condição de que o dinheiro emprestado seja utilizado para compra de equipamentos e implementos. Por que fazem isto? É simples. Os maiores fabricantes desses produtos tem suas contas e parcerias coligadas a esses bancos onde é óbvio que se faça necessário que se tenha uma política de empréstimo conjuntamente com a aquisição de equipamentos dos grandes grupos comerciais do Japão. Um dos maiores bancos do mundo é justamente o Banco de Tóquio, um banco privado que se beneficiou e enriqueceu com estes empréstimos em todas as partes do mundo.

Apesar dos pesares, de estar sendo cada vez mais deixado para trás por países como a China e a Coreia do Sul, de tantas crises e catástrofes, o Japão se mantém no mercado mundial como uma grande potência, embora enfraquecida. Sua grande vantagem é a da população ser uma das mais bem educadas e disciplinadas do mundo. Mas diante de tantos desafios e incertezas, fica a dúvida se os japoneses continuarão tendo ânimo, aquele velho espírito de sempre, para continuar combatendo no mercado global em marcha.

Típica pirâmide illuminati defronte a Subprefeitura de Osaka. Fotos de Cláudio Suenaga.