Sobre o autor

Cláudio Tsuyoshi Suenaga é mestre em História pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e especialista em história cultural, das mentalidades e do imaginário. Primeiro pesquisador no Brasil a defender uma dissertação sobre o Fenômeno OVNI em âmbito acadêmico, há mais de três décadas tem se dedicado a investigar sociedades secretas e movimentos religiosos do tipo gnósticos, messiânicos, milenaristas, apocalípticos, satânicos e ufológicos, bem como fenômenos sobrenaturais, paranormais e milagrosos. Realiza ainda pesquisas arqueológicas em torno de cidades perdidas e civilizações desaparecidas e procura desvendar estratégias políticas contemporâneas relacionadas a projetos totalitários de abrangências globais que visam à instalação de um Governo Único Mundial.

Possui vasta experiência na área jornalística, havendo colaborado com inúmeros veículos do Brasil e do exterior e publicado centenas de artigos e matérias em revistas como UFO, Sexto Sentido, Enigmas, Revista das Religiões e Aventuras na História.

Em 2007 lançou seu primeiro livro, Contatados: Emissários das Estrelas, Arautos de uma Nova Era ou a Quinta Coluna da Invasão Extraterrestre? (Campo Grande, CBPDV, Biblioteca UFO) [do qual produziu uma segunda edição revista e ampliada com o novo subtítulo, mais condizente, de Embaixadores das Estrelas, Arautos de Uma Nova Era ou a Quinta Coluna do Governo Mundial?, o primeiro da tetralogia religiosa que se completa com os ainda inéditos O Brasileiro que Queria Governar o Mundo: A História Oculta de Aladino Félix (Sábado Dinotos), o Terrorista que Abalou o Regime Militar [ou A História Oculta do Regime Militar: Verdades Suprimidas pela Comissão da Verdade – O Terrorismo Messiânico de Aladino Félix (Sábado Dinotos), o Brasileiro que Queria Governar o Mundo]; Sangue no Céu: A Agenda Apocalíptica das Religiões e Seitas Messiânicas e Milenaristas; e A Mãe de Todos os Povos: Aparições, Mensagens, Milagres e Profecias da Virgem Co-Redentora e Medianeira de Todas as Graças. A tetralogia ufológica, que se fecha com o livro 50 Tons de Greys: Casos de Abduções com Relações Sexuais: Experiências Genéticas, Rituais de Fertilidade ou Cultos Satânicos? (Campo Grande, CBPDV, Biblioteca UFO, 2018), está em grande parte reunida no compêndio Evidências: A História do Fenômeno OVNI.

Em 2020, Suenaga lançou seu terceiro livro, Illuminati: A Genealogia do Mal, pela Bira Câmara Editor, uma versão sintetizada de sua obra maior Ordem que Vem do Caos: O Poder Secular das Sociedades Secretas.

Desde 2016, Suenaga trabalha, pesquisa e reside na cidade de Osaka, Japão.

E-mail: [email protected]

Site oficial: http://www.claudiosuenaga.com.br

Blog oficial: https://claudiosuenaga.tumblr.com/

Facebook: https://www.facebook.com/ctsuenaga

Facebook (página oficial do site): https://www.facebook.com/clasuenaga/

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7754400221890153

Mais sobre Cláudio Suenaga:

Nascido em 26 de abril de 1971 no Ipiranga, tradicional bairro da zona sul da capital paulista, desde cedo se sentiu instigado a questionar o sistema estabelecido vigente e a desvendar conspirações que visam iludir e manipular a massa, relegando-a à mais estreita alienação e ignorância. Atraído e aficionado por tudo o que se relacionasse à ciência, ao oculto, ao insólito, ao paranormal e ao sobrenatural, foi apresentando, na adolescência, às primeiras revistas de Ufologia, despertando para o assunto em que foi se aprofundando na mesma medida de outros interesses, tais como a história, a arqueologia, a sociologia, a antropologia, a mitologia, o folclore, a filosofia, a psicologia, a literatura e o cinema.

Aos 18 anos de idade já publicava seus primeiros artigos em jornais e ingressava na Faculdade de História, formando-se aos 21 anos com um projeto delineado em mente: trazer a questão ufológica ao âmbito acadêmico de modo a romper as barreiras que separavam esse tema de outros mais tradicionais, abordando-a à luz dos conhecimentos das mais variadas disciplinas com o máximo de critério e rigor metodológicos.

Enfrentando todo tipo de preconceitos, obstáculos e incompreensões, logrou a proeza de convencer um grupo de professores da viabilidade de seus propósitos e da seriedade de suas intenções e em 1994 ingressou no curso de pós-graduação de História da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Assis, obtendo no ano seguinte uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Em 1999, Suenaga defendeu sua dissertação intitulada A Dialética do Real e do Imaginário: Uma Proposta de Interpretação do Fenômeno OVNI, sendo aprovado com distinção pela banca examinadora constituída pelos professores doutores Benedito Miguel Angelo Perrini Gil – que foi seu orientador –, Milton Carlos Costa, ambos da Unesp, e Lísias Nogueira Negrão – um dos maiores especialistas em messianismo no Brasil, titular da cadeira de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) –, tornando-se assim mestre em História pela Unesp e o primeiro no Brasil a desenvolver um trabalho sobre Ufologia nesse patamar acadêmico.

O envolvimento do governo brasileiro com os OVNIs sempre foi uma de suas preocupações centrais, tendo logrado acesso a uma farta documentação a respeito. O jornal Folha de S. Paulo entrevistou-o em 1997 a propósito dos documentos do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) que descobriu no Arquivo do Estado de São Paulo, os quais atestam a perseguição movida por agentes do aparato repressivo contra um alegado abduzido por extraterrestres e membros da Associação de Pesquisas Exológicas (Apex). A reportagem publicada na edição de 11 de maio mereceu chamada na primeira página e ocupou uma página e meia sob o título “Regime Militar investigou óvnis e ETs”.

No campo da religiosidade e da crença, jamais se cansou de alertar para o perigo representado pelo fanatismo das seitas messiânicas, milenaristas, apocalípticas e satânicas que se valem de técnicas publicitárias, de psicologia de massa, hipnose e lavagem cerebral e não hesitam em se infiltrar nos meios culturais e políticos para disseminar o terror, a destruição e a violência e assim apressar o cumprimento de velhas profecias e o advento do milênio.

Contra a opinião dos bem-pensantes, antecipou, em meados da década de 90, o crescimento exponencial dessas seitas sob os auspícios de ufólogos místicos e espiritualistas que se arvoravam como os detentores do monopólio da “ética” e da “verdade”. O espantoso não é que tenha previsto tudo isso, já que, como fez questão de ressalvar, não era preciso possuir o dom da vidência ou da profecia, bastando uma reflexão histórica e sociológica para que se inferisse as mesmas conclusões. O espantoso é que muitos tenham saído em defesa do “direito legítimo” dessas seitas agirem livremente iludindo, enganando, roubando, extorquindo, destruindo famílias, lavando mentes, sacrificando crianças, assassinando e induzindo suicídios coletivos e ataques terroristas. Mais indecoroso ainda é o parcimonioso silêncio de muitos daqueles que na época se proclamavam fervorosos e incondicionais adeptos dessas seitas.

Resgatou e reabriu inúmeros casos clássicos, entre eles os de João Prestes Filho (lavrador que num fatídico dia de Carnaval de 1946, morreu queimado com as carnes se soltando do corpo depois de ter sido atingido por uma luz misteriosa que veio do céu na cidade de Araçariguama, interior de São Paulo), Antonio Villas Boas (lavrador que na madrugada de 16 de outubro de 1957 manteve relações sexuais com uma mulher extraterrestre a bordo de um disco voador no distrito de São Francisco de Sales, Minas Gerais) e Rivalino Mafra (garimpeiro da cidade de Diamantina, Minas Gerais, que desapareceu na manhã de 19 de agosto de 1962 alegadamente raptado por duas esferas em meio a um redemoinho, mas que na verdade foi covardemente assassinado por ter encontrado um diamante).

Ao revisar esses casos, tidos como “irrefutáveis”, constatou que alguns não passavam de farsas cuidadosamente engendradas e que todos, sem exceção, foram, de uma forma ou de outra, distorcidos pelos pesquisadores originais como que para espalhar mentiras e boatos sinistros ao seu redor de modo e arregimentar contingentes cada vez maiores de público que neles acreditassem ou ainda para encobrir e censurar certos detalhes com vistas ao controle do poder pelas diversas sociedades secretas por detrás das cortinas.

Na mesma linha do astrofísico e ufólogo francês Jacques Vallée, de quem não esconde a admiração, tem procurado, enfim, desmistificar todos os sensacionalismos, enquadrando-os devidamente na categoria de cultos, mitologias e folclores e separando-os do Fenômeno OVNI autêntico, este sim inexplicado, incompreendido e tão antigo quanto a humanidade.

Outro trabalho de grande importância é o resgate que procedeu da trajetória do contatado, escritor, líder messiânico e terrorista Aladino Félix, um dos personagens mais complexos e multifacetados da História do Brasil. Aladino, que alegava estar em contato permanente com ETs de Júpiter e se auto-intitulava o “Messias” do povo judaico, valeu-se de múltiplos heterônimos para levar adiante seu projeto de dominação mundial em cumprimento às profecias bíblicas e de Nostradamus, que ele mesmo traduziu. Ocultando-se sob os pseudônimos Dino Kraspedon, Sábado Dinotos e Dunatos Menorá, Aladino escreveu livros como Contato com os Discos Voadores, A Antiguidade dos Discos Voadores, O Hebreu e Mensagens aos Judeus, além de chefiar, no final da década de 60, um grupo terrorista sui generis, de cunho sectário, milenarista e messiânico, responsável por cerca da metade de todos os principais atentados políticos ocorridos em São Paulo em 1968, e que contribuíram sobremaneira para disseminar o clima de agitação e desordem que abriria o leque de justificativas para o fechamento total do Regime Militar por meio da decretação do Ato Institucional Nº 5 (AI-5), em dezembro daquele ano. Quando em meados dos anos 90 surgiu um tripudiador assumindo a identidade de Kraspedon, fazendo-se passar por ele até mesmo em congressos de Ufologia e convencendo a todos com seu singelo discurso, Suenaga foi um dos únicos que não se deixou enganar e tentou alertar a comunidade ufológica quanto à farsa, mas em meio ao consenso imponderado que se formou, não foi ouvido. Somente em junho de 2007, quando a revista UFO publicou seu artigo “A verdadeira história de Dino Kraspedon e Aladino Félix”, é que a verdade foi finalmente restabelecida.

A essência da luta de Suenaga se expressa em seu engajamento pessoal, intelectual e espiritual pela reabilitação do pensamento crítico-filosófico e autonomia da consciência individual contra quaisquer tipos de dogmas, ideologias e totalitarismos, que, no seu entender, afrontam e ultrajam o ser humano, pondo em perigo essa própria condição. Para Suenaga, há séculos a humanidade se encontra sob a égide de poderes monolíticos, discricionários e totalitários que se valem dos meios políticos, religiosos e culturais para assumirem o controle sobre tudo e todos não apenas como um “Estado dentro do Estado”, e sim como um “Estado acima do Estado”.

Ou seja, o esquema não apenas transcendeu e absorveu o Estado: ele abarcou e dominou a própria estrutura da sociedade, de alto a baixo, colocando a seu serviço todas as classes, todos os grupos, todos os interesses mais heterogêneos. O objetivo final, o de um gerenciamento político que se aproxima do controle total da vida de todas as pessoas, vem se realizando plenamente. Por toda parte a rede de controles vai se estendendo, lenta e inexoravelmente, engolfando desde a economia até os últimos recintos da vida privada, ao mesmo tempo em que os mecanismos da democracia continuam em vigor, mas apenas formalmente, sem a mínima possibilidade de serem usados contra a máquina ideológica que nos esmaga. Enquanto isso, em macro escala, a soberania das nações vai sendo paulatinamente destruída e substituída por um governo global, de cuja sede, a Organização das Nações Unidas (ONU), partem as resoluções, as ordens e os programas dos quais a maioria dos países são meros executores.

Seja enveredando por temas antes interditados nos meios acadêmicos, seja revigorando velhos temas conferindo-lhes novas interpretações ou ampliando referências culturais, Suenaga tem se destacado como um dos mais originais e audaciosos historiadores brasileiros. O impensável, isto é, a especulação em torno do impossível, é seu campo de ação que ele procura documentar com serenidade, coragem e objetividade. Onde os demais acadêmicos, por desinteresse, receio, presunção, compromisso ideológico ou falta de cabedal estatelaram, Suenaga segue adiante e encontra admiráveis e convincentes interpretações e explicações, sem jamais descambar para o inverossímil. Pessoas de formações e orientações as mais diversas já expressaram admiração pela sua pessoa e pela sua obra.