Os 50 anos do SIOANI, o sistema oficial do Regime Militar para investigar os OVNIs

No início de 1969, em plena ditadura do presidente Costa e Silva e vigência do Ato Institucional nº 5 (AI-5), o major-brigadeiro José Vaz da Silva, junto com um grupo de altas patentes da FAB, criou dentro das instalações do IV Comando Aéreo Regional (Comar), no bairro do Cambuci, em São Paulo, o Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (SIOANI), o primeiro órgão nacional e da América Latina voltado exclusiva e inteiramente para a pesquisa de casos ufológicos. Logo em março daquele mesmo ano foi lançado o primeiro boletim informativo do SIOANI, que esboçava o estatuto e as diretrizes do órgão. O segundo boletim, lançado em agosto, trazia descrições completas de dezenas de casos de vários graus de contato, 58 deles só do estado de São Paulo. No final desta matéria, você poderá conferir fac-símiles originais dos documentos confidenciais do SIOANI.

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

Em plena ditadura Costa e Silva e vigência do AI-5, um grupo de altas patentes da FAB resolveu criar, dentro das instalações do IV Comar, no bairro do Cambuci, São Paulo, o Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (SIOANI), primeiro órgão oficial latino-americano __ a Argentina só faria o mesmo alguns anos depois __ dedicado exclusivamente ao fenômeno OVNI. A exemplo dos demais órgãos surgidos durante a repressão, suas atividades foram secretas, mas bastante indiscretas. Avalizado e apoiado pela cúpula da Aeronáutica, o SIOANI organizou um staff escalando indivíduos de diversas bases aéreas, de núcleos de proteção ao vôo (NPVs) dos principais aeroportos brasileiros e, até mesmo, de aeroclubes e associações civis dedicadas a ufologia.

O documento que formalizou o SIOANI foi uma carta datada de 15 de abril de 1969, escrita pelo major-brigadeiro José Vaz da Silva, comandante do IV Comar: “Remeto-vos o primeiro boletim do SIOANI, organizado nesta IV Zona Aérea. Solicito-vos a designação urgente de um representante credenciado dessa corporação, a fim de entrar em contato imediato com esta CIOANI”. O boletim confidencial no 1, de março de 1969, esboça normas diretivas e confere  atribuições aos comandos em toda estrutura da FAB. Correspondências e expedientes diversos passaram a ser intercambiados entre o SIOANI e os postos em funcionamento.

Os resultados, extremamente positivos, não tardaram a ser colhidos. Em agosto, decorridos apenas 5 meses de operações, o SIOANI lançava seu segundo boletim, desta vez recheado com muito mais páginas e descrições minuciosas de dezenas de contatos imediatos, a maioria dos quais no interior de São Paulo. Por certo, nenhum grupo privado de ufologia no Brasil chegou a realizar algo tão completo e profundo em tão pouco tempo. Dados como temperatura e umidade do ambiente, religiões praticadas, tendências políticas, se as testemunhas possuíam aparelhos de rádio ou de televisão, constavam entre as perguntas de um alentado questionário de dezenove páginas.

A cortina de segredo em torno do SIOANI só foi rasgada quando, em maio de 1987, o ufólogo Ademar José Gevaerd, presidente do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), sediado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, decidiu publicar parte dos documentos oficiais e detalhes completos sobre a atuação, estrutura e o funcionamento da entidade.[1] O pedido de autorização para tanto já havia sido solicitada em 1984 junto ao IV Comar, cujo chefe, além de não deferir o pedido, “sugeriu” que se evitasse a divulgação massiva “de forma a evitar embaraços desnecessários”.[2]

Gevaerd não se curvou à intimidação porque achava que a população devesse saber que nossas Forças Armadas se preocupam com a questão: “Evidentemente, tentamos nos certificar de que isso não resultaria em represálias que pudessem destruir nosso trabalho. Assim, em 1984, 3 anos antes da publicação dos documentos, consultamos a base aérea mais próxima de Campo Grande mesmo […], que passou o ofício ao IV Comar, em Cambuci, onde era sediado o SIOANI, e, em 28 de novembro de 1984, recebemos a resposta do próprio Comar paulista, assinada pelo chefe interino do Estado-Maior daquela corporação. A carta, de duas páginas, explicava alguns detalhes da ‘desestruturação do órgão por falta de maiores interesses dos oficiais’ e ‘sugeria’ que não divulgássemos sua existência e o conteúdo dos documentos que possuíamos. Como o próprio coronel aviador João Bertoldo Glaser, que assinou a carta, disse, ‘de forma a evitar embaraços desnecessários’. Mas, apesar da leve ameaça, o CBPDV publicou a matéria em Temas Avançados, em sua edição no 2, de vinte e quatro mil exemplares, contendo dezenas de documentos sobre a formação e estrutura do SIOANI, vários telegramas sigilosos trocados entre bases aéreas que o auxiliavam, algumas cartas e relatórios de investigação e até a íntegra dos dois boletins editados pela entidade.”[3]

Aliás, a preocupação do governo, como bem lembrou,  vinha “…de pelo menos 15 anos antes que o major-brigadeiro José Vaz da Silva oficializasse o SIOANI. Em 1954, o Estado Maior Brasileiro (EMFA) reuniu-se em diversas sessões para estudar, debater e decidir o que fazer em relação ao assunto. Nessa ocasião, no entanto, houve mais bom senso por parte de nossas autoridades militares __ encabeçadas pelo coronel-aviador João Adil de Oliveira __[4] e o assunto foi, até um nível desejado, colocado ao público, principalmente através de edições especiais da revista O Cruzeiro”.[5]

O primeiro Boletim do SIOANI, datilografado e com vinte e duas páginas no total, dividia-se em seis tópicos: “1) O fenômeno dos ‘Objetos Aéreos Não Identificados’ (OANI) __ síntese histórica; 2) A atenção do mundo científico __ as controvérsias; 3) A ocorrência dos OANIs no Brasil e em São Paulo __ suas peculiaridades; 4) A atenção da IV Zona Aérea para o fenômeno e a ideia de estudá-lo; 5) A criação e organização da SIOANI e a doutrina que preside o seu funcionamento; 6) Considerações gerais.”

No tópico 4, dizia-se: “É evidente que a onda de notícias sobre o aparecimento de OANIs no Estado de São Paulo tem aumentado gradativamente; esse fato chamou a atenção da FAB e em particular da IV Zona Aérea. Resolvemos, então, criar um Sistema de Investigação que oriente normativa e cientificamente a pesquisa do fenômeno, objetivando sua explicação; suas peculiaridades ditaram os princípios da organização e do funcionamento. Entendemos que o fator mais importante do problema seja o observador do fenômeno, aquele ou aqueles que dizem ter tomado contato com o OANI; essa importância é diretamente proporcional à intimidade da anunciada observação.”[6]

Apontaram-se três fatores que possibilitariam uma melhor abordagem do problema: “a) instantaneidade da comunicação; b) pronta movimentação da nossa equipe; c) precisão de nossa avaliação.” O que os obrigava a “possuir uma rede de observadores, um sistema de comunicações, de transporte e uma organização técnico-científica capaz de examinar e avaliar o grau de confiabilidade do observador e do fenômeno.” Prossegue o major Vaz: “Ora, a FAB já possui respectivamente a rede, o sistema e a organização. Bastará, pois, superpor o sistema proposto ao já existente da FAB para que entre em funcionamento, desde que a ideia da IV Zona Aérea sobre o assunto seja divulgada aos diversos órgãos, bem como processos, normas e regulamentos transmitidos em tempo útil. Para o estudo do fenômeno em si, necessitamos de laboratórios, cientistas, aparelhagem adequada e equipamentos apropriados.”[7]

Não se pretendia circunscrever o trabalho ao âmbito da FAB: “É nossa ideia, e isso já vem acontecendo com esplêndidos resultados, levar tal interesse às demais Forças Armadas e ao meio civil. Algumas organizações civis idôneas já estão em contato conosco, aguardando nossa orientação para se integrarem no Sistema. A juventude será mobilizada em torno desse assunto, que poderá dar origem a uma verdadeira cruzada. Universitários e colegiais, com quem estabelecemos contato, sentiram a responsabilidade com que estamos tratando o assunto e se entusiasmaram com a ideia de integração ao Sistema. É nosso pensamento recrutar os observadores e pesquisadores no meio estudantil, aproveitando preferencialmente organizações já existentes. Vale lembrar que já começamos a agir e ótimos estão sendo os resultados. […] Assim, ao criar e ativar o nosso Sistema, estaremos também mobilizando a nossa juventude para o interesse, o estudo e o trabalho de conquista desse mundo maravilhoso que só os homens poderão possuir, restando aos demais apenas tomar conhecimento por ‘ouvir dizer’. É essa nossa idéia, nossa doutrina, o nosso escopo, a nossa intenção, a nossa diretiva. É esse o objetivo de nosso trabalho. Haveremos de alcançá-lo.”[8]

Publicou-se no boletim no 2 a relação dos Núcleos de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (NIOANIs)[9] e encetou-se o relato dos casos que, desde outubro de 1968, vinham chamando a atenção dos militares. Vinte e três gráficos de controle e observação foram incluídos.[10]

O SIOANI atuou ativa e camufladamente até 1972, ano em que ganhou novo nome, nova estrutura, diretoria e sede em Brasília, passando a funcionar como um departamento do EMA. Cabe-nos, pois, indagar: por que tanta preocupação com os OVNIs? A resposta é simples, segundo Gevaerd: “O Brasil, assim como outras nações terceiro-mundistas da época (e até hoje) rezava pela cartilha geopolítica dos EUA. Foi nesse período que se convencionou dizer __ e as autoridades tupiniquins pareciam concordar __ que o que era bom para o Big Brother tinha que ser bom para nós. Oras, com a evolução da questão ufológica em todo o mundo, logo no fim da década de 40 e começo da de 50, as grandes potências passaram a dedicar-se à questão, e por razões óbvias! Com isso, tais nações, e principalmente os EUA, armaram suas redes de coleta de informação ufológica ao longo do mundo, nos países alinhados com sua ideologia. Nesse esquema, o Brasil, o quinto maior país do globo terrestre, evidentemente não poderia ficar de fora __ principalmente, por um lado, era alvo de maciça incidência ufológica e, por outro, era um aliado manso dos EUA! Oficiais brasileiros começaram a frequentar determinadas bases aéreas e quartéis norte-americanos, onde aprendiam ufologia ‘política’ e conheciam os sistemas que usariam para coletar e transferir informações para o Big Brother. Assim, após as peripécias do EMFA e do coronel Adil, lá nos idos de 1954, a posição brasileira foi mudando de cor, sempre influenciada pelos EUA […] A questão ufológica virou top secret no Brasil…”[11]

Gevaerd acrescentou que “quando o SIOANI estava no auge de suas atividades trabalhando sigilosamente por este imenso Brasil afora, as captações de radar e perseguições com caças passaram a ser sistemáticas, partes da mesmíssima ‘metodologia de trabalho’ com a questão ufológica que os EUA mantinham: primeiro, se aparecer um OVNI, confirmá-lo visualmente e pelo radar; segundo, caso possível, designar um caça para identificá-lo de perto; terceiro, constatado ser não identificado, o caça deve forçar o pouso da nave; quarto, não havendo resposta, atirar para derrubar! Essa era a sistemática que, nos EUA, foi empregada e não funcionou muito bem; mas, mesmo assim, foi ‘incentivada’ e praticada em vários países do lado pobre do mundo. Nessa época, quando ocorreram as grandes ondas ufológicas no interior de Minas Gerais e São Paulo, as testemunhas frequentemente recebiam oficiais da FAB juntos de oficiais da USAF, para conversas, cafezinhos e averiguação.”[12]

“Certa vez”, ainda de acordo com Gevaerd, “um indignado senhor de 68 anos, testemunha se vários OVNIs em Lins, no interior de São Paulo, disse-me que recebeu a visita de dois sargentos da FAB que carregavam a bagagem de um oficial norte-americano. ‘Era um americanão branco de 2 m de altura que fuçou tudo o que podia na minha chácara’, segundo ele. Disse ainda que seus equipamentos eram grandes caixas que ‘ele abria e tinham um monte de relógios e ponteiros’ e que ‘pesavam uma barbaridade, e o gringo ainda fazia a gente carregar aquilo pra todo canto, como se eu e o pessoal que ele trouxe fôssemos seus empregados’. […] Como se vê, o Brasil tem tradição ufológica: sempre esteve de alguma forma envolvido em atividades de pesquisa e reconhecimento ufológico, e naturalmente, sempre sob a proteção dos EUA. Assim, é óbvio que foi só começarem a ser instalados os primeiros radares em nosso país, na época da ditadura, para que entrássemos na era da eletrônica e passássemos a ter o privilégio de ver OVNIs cortando os scopes (telas) esverdeados das máquinas bisbilhoteiras, desnorteando logo de cara os provavelmente assustados controladores. Foi quando os primeiros caças a jato chegaram às nossas bases aéreas, logo passando a perseguir os intrusos que desafiavam nossas altas-patentes. De lá para cá não houve novidade significativa; o sigilo aumentou, os caças e radares se sofisticaram, os oficiais receberam melhor treinamento e a nação continuou acreditando que os EUA mereciam nossas informações”.[13]

Notas:

[1] Na edição no 2 da coleção Temas Avançados, vinculada à revista PSI-UFO. O CBPDV também colocou à disposição fotocópias dos documentos originais em forma de “material bibliográfico especializado”. O material foi publicado na íntegra na Coleção Biblioteca UFO: “Os documentos oficiais da Força Aérea Brasileira”, Campo Grande, CBPDV, março de 1991, ano 1, no 2.

[2] Eis o conteúdo eloquente da carta: “I) Incumbiu-me o exmo. sr. comandante de, em atenção à sua carta supra referenciada, servir-me deste ofício para historiar e em seguida responder às principais indagações dessa entidade discológica, da forma que se segue: 1) A atividade de pesquisa de objetos aéreos não identificados, nesta organização, se reporta ao ano de 1969 na IV Zona Aérea e foi fruto do interesse pelo assunto por parte do então comandante ten.- brig. R/R José Vaz da Silva e de alguns oficiais que aqui serviam; 2) De 1969 a 1972, as atividades ufológicas nesta Organização foram as mais variadas, incluindo elaboração de boletins informativos, esboço de regulamento do SIOANI, contatos com interessados, palestras, catalogação de contatos e outras, sempre visando contribuir neste campo de pesquisa que já era bem conhecido no Brasil; 3) De 1973, com a criação do IV Comar, para cá, essas atividades foram diminuindo não pelo desinteresse dos Comandos que se sucederam, mas sim, pelo aumento dos encargos administrativos que foram atribuídos ao novo Comando que se criava; 4) Ao mesmo tempo, essas atividades foram sendo centralizadas pelo EMA (4a Subchefia), o qual hoje detém um acervo mais consistente e que, segundo nosso julgamento, seria a Organização ideal para contatos futuros e cujo endereço segue ao pé do ofício; 5) Também é do conhecimento do Comandante a carta no 255/84 datada de 5 de setembro de 84, expedida por essa coordenadoria e enviada à Base Aérea de Campo Grande. Nela, v. sa acusa a posse de dois boletins (1 e 2) do SIOANI, bem como nos consulta sobre a utilização do referido material para divulgação junto à comunidade pesquisadora brasileira; 6) É entendimento do Comando, que, dado o caráter apenas ilustrativo e informativo da documentação em seu poder bem como da classificação ostensiva quanto ao sigilo atribuído, não haver inconveniente em que o mesmo seja divulgado única e exclusivamente junto ao público citado anteriormente. Aproveito a oportunidade para lembrá-lo que deve ser evitado a sua divulgação à imprensa, de forma a evitar embaraços desnecessários. II) Sendo só para o momento, valho-me desta oportunidade para renovar os protestos de alta estima e distinta consideração” (Of. no 19/EM-4/4035).

[3] “Os documentos oficiais da Força Aérea Brasileira”, Campo Grande, CBPDV, março de 1991, ano 1, no 2, p.31.

[4] Então chefe do Serviço de Informações da FAB.

[5] Gevaerd, A. J. “FAB capta e persegue UFOs em Goiás”, in UFO, Campo Grande, CBPDV, janeiro-fevereiro 1991, no 14, p.28.

[6] Boletim do SIOANI, São Paulo, Força Aérea Brasileira/IV Zona Aérea, março de 1969, no 1, p.7-8.

[7] Ibid., p.8.

[8] Ibid., p.9-10.

[9] Órgãos executores de observações, investigações e coleta de materiais para pesquisa de OANIs. Sua função era exercida por pessoas e corporações recrutadas em cidades de sete estados brasileiros. São Paulo: São Paulo, Cumbica, Birigüi, Bauru, Botucatu, Presidente Prudente, Guaratinguetá, Ibiúna, Jales, Campinas, Lins, Mineiros do Tietê, Marília, Matão, São José dos Campos, Congonhas, Serra Negra, Santos, Tatuí, Urubupungá, Votuporanga, Pirassununga e Alfa Centauro. Mato Grosso: Campo Grande, Corumbá, Ponta Porá, Cuiabá, Xingu e Xavantina. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro, Guanabara, Parque dos Afonsos, Base dos Afonsos e Santa Cruz. Distrito Federal: Brasília. Minas Gerais: Belo Horizonte, Passatempo. Santa Catarina: Florianópolis.  Rio Grande do Norte: Natal. Pernambuco: Recife e Petrolina. Bahia: Salvador. Até em Paris, na França, havia um NIOANI ativado até julho 1969. Os pesquisadores eram: Acassil J. O. Camargo (Tatuí-SP), Edgard C. Rosa (Ibiúna-SP), sr. Madalena (SP), Tarcísio E. Filho (Alfa-Centauro-SP), Waldir A. Nothio (Alfa Centauro-SP), Hélio R. Júnior (Alfa Centauro-SP), Edson M. de Aguiar (Alfa Centauro-SP), Mauro G. de Assunção (Alfa Centauro-SP), Marco Aurélio S. Rodrigues (SP), tenente R. Francisco Soares (Ibiúna-SP), Miguel Ward (SP), Antônio Faleiro (MG) e Antônio P. S. Faleiro (MG).

[10] Versavam sobre os seguintes aspectos, nesta ordem: possuidores de tevê (sim 29, não 49), área de observação (sítio 12, fazenda 10, vila 10 e cidade 38), características dos locais de observação (planície 12, planalto 17, montanhosa 19, litorânea 24 e hidrográfica 3), vegetação (rasteira 39, caatinga 2, mata 9, floresta 1, culturas 26, jardins 8, pedreiras 1 e minas e jazidas 1), momento da observação (alvorada 9, dia 10, anoitecer 9 e noite 42), temperatura (frio 14, morno 28, quente 28), umidade (seco 48, bruma seca 2, úmido 9, nevoeiro 3 e chuva 1), local (ermo 25, habitado 38, iluminado 34, não iluminado 11, presença de grupos de pessoas (48 sim e 12 não), idade (infância 5, puberdade 2, juventude 4, maturidade 55 e velhice 20), sexo das testemunhas (masculino 24 e feminino 19), estado civil (casados 64, solteiros 11 e viúvos 2), tipo físico (atlético 39, pícnico 12, leptossomático 17, displássico 1), religião (católica 45, católica brasileira 1, israelita 1, nenhuma declarada 2), grau de escolaridade (analfabeto 8, grupo escolar 25, ginasial 13, superior 6 e universitário 11), condições das testemunhas (fracas 24, razoáveis 6, média 12, boas 18, muito boas 9), condições psicofísicas (jejum 10, alimentado 46, com teor alcoólico 1, cansado 6, trabalhando 24, distraído 23), subtaneidade ou não no momento da ocorrência (sim 27, não 29), tensões familiares, políticas, etc. (sim 2, não 68), porte ou não arma no momento do fato (sim 12, não 58), observação feita com (olho nu 56, óculos 7 e binóculos 3), interferência em circuitos elétricos (ruídos parasitas 2, interrupções de corrente 4), pontos de ocorrência (casas 40, fábricas 11, escolas 20, hospitais 4, quartéis 6, antenas de emissoras de rádio 7, antenas repetidoras de tevê 6, subestações de energia elétrica 13, usinas elétricas 3, linhas de baixa tensão 34, linhas de alta tensão 26, transformadores 20, rodovias 26, ferrovias 13, oleodutos 1, adutoras de água 2 e outros 27), colorações dos OANIs (alaranjado 18, vermelho 17, amarelo 13, verde 6, azul 9, aluminizado 14). Algumas testemunhas também foram submetidos a exames psiquiátricos (sem psicopatologia definida 13, sujeitos a delírios 4, a alucinações 3, a sugestionamentos 1, com desvios de personalidade 4, com tendências a mitomania 4).

[11] Gevaerd, A. J. “FAB capta e persegue UFOs em Goiás”, in UFO, Campo Grande, CBPDV, janeiro-fevereiro 1991, no 14, p. 28.

[12] Ibid., p. 28.

[13] Ibid., p. 28-29.

Fac-símiles dos boletins originais do SIOANI: