O presépio Darth Vader do Vaticano no Natal da Covid-19

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

A Bíblia nos diz em Isaías 14 que Satanás quer perverter a ideia de Deus e apresentá-lo como um engano. Se Satanás fosse projetar um presépio, certamente seria tão macabro, perturbador, repulsivo, medonho, e estaria em total desacordo com o verdadeiro Deus, quanto o presépio que o Papa Francisco e o Vaticano deram ao mundo neste Natal de 2020, marcado pela pandemia de Covid-19, justamente quando as pessoas mais precisariam de algo que lhes trouxesse mais ânimo, inspiração, fé e esperança. Um presépio que parece saído diretamente da antiga Babilônia, que glorifica o Diabo neste ano louco de 2020, soa como o anúncio profético, mais do que um prenúncio, de que o Reino do Anticristo, a Nova Ordem Mundial, já está instalado, e que o Apocalipse já começou.

Não por acaso meus últimos posts foram quase todos exposições e análises sobre a crise pelo qual vem passando a Igreja Católica e como a Prostituta da Babilônia, mencionada em Apocalipse 17 e 18, está nela encarnada, com o total apoio e aprovação ou – depravação espiritual – de seu próprio líder, o Papa Francisco, que não é apenas o Pontifex Maximus Romano, mas também o “rei” da Santa Sé na Cidade do Vaticano. Mostrei até como o Vaticano, em contraposição total aos ensinamentos e às palavras de Jesus Cristo, cultua abertamente reptilianos e deidades demoníacas. E agora, Jorge Bergoglio, líder do “Chrislam”, leva as coisas a um nível totalmente novo com este presépio insólito que é absolutamente perfeito para este ano apocalíptico de 2020.

O Vaticano apresentou sua cena da manjedoura de 2020 na Praça de São Pedro na noite de sexta-feira, dia 11 de dezembro, deixando até os fiéis mais liberais chocados e escandalizados, que não pouparam críticas ao infeliz espetáculo, a ponto de rivalizarem entre si para encontrar os epítetos mais apropriados para descrever a cena terrível: “Maria Mumificada”, “Deuses Astronautas”, “Marcianos”, “Darth Vader”, “Rolos de Papel Higiênico”, foram algumas das comparações feitas com as figuras totêmicas cilíndricas que representariam a Sagrada Família, os Reis Magos e os pastores de Belém.

Como um irado italiano escreveu nas redes sociais sobre a cena da manjedoura do Vaticano, “A feiúra é a primeira coisa que você nota, seguida pela falta de calor familiar e pelo distanciamento das figuras cilíndricas, que evocam os pólos sagrados dos cultos satânicos condenados na Bíblia.”

“O que, em nome do Cristianismo, eles criaram no Vaticano”, tuitou A.A. Michelangelo. “Não há palavras para esta criação horrível que deve ter vindo do planeta Zog.”

O presépio futurístico composto por estátuas de cerâmica, e que inclui um astronauta e um personagem que lembra Darth Vader de Star Wars, foi feito entre 1965 e 1975 como parte de uma coleção de 54 estátuas criadas por alunos e professores do Instituto de Arte F.A. Grue em Castelli, uma cidade da região de Abbruzo, na Itália, que era conhecida por suas cerâmicas já no século 8º a.C. A figura do astronauta foi adicionada em 1969 para comemorar “o pouso do homem na Lua”, informou a ministra do turismo local Alessia Di Stefano.

Um comunicado de imprensa do Vaticano informou que o presépio é uma ode, isso mesmo, à arte contemporânea e à história cultural de Abruzzo. Ora, a arte contemporânea, como qualquer especialista reconhece, em toda sua essência é sumamente ateísta, materialista, superficial e depravada.

Ninguém, nem mesmo especialistas em arte, foram capazes de identificar ao certo se o astronauta e a figura “Darth Vader” representam os pastores ou dois dos três Reis Magos. Alguns mais benevolentes especularam que a intenção dos artistas ao criar as figuras inspiradas no espaço poderia ter sido comunicar a ideia de evangelizar qualquer ser além deste planeta, uma ideia que teria sido popular em meio à corrida espacial, em seu auge, e do subsequente pouso na lua.

A Natividade celebra a Encarnação do Deus que vem ao mundo em forma de carne, e não em uma forma totêmica. Elizabeth Lev, uma historiadora da arte norte-americana que vive e leciona em Roma, disse que “As figuras deformadas do presépio carecem de toda a graça, proporção, vulnerabilidade e luminosidade que se busca na cena da manjedoura. O ponto principal deste feriado é a segunda pessoa da Santíssima Trindade assumindo a forma humana, nascida como um bebê de carne e osso, e não há nada de particularmente humano nas formas que vemos diante de nós.”

Montar um presépio que convida a uma falta de seriedade, não é só uma falta de respeito para com o cristianismo, para não dizer uma blasfêmia, mas vai contra o objetivo da evangelização e atua mesmo contra. Não se brinca com figuras sagradas, e debochar da Sagrada Família e do próprio Cristo em um ano cheio de dificuldades e perdas, beira o satânico. Tradicionalmente, uma cena de manjedoura tem como objetivo evocar sentimentos de piedade e devoção – não piedade e repulsa – pelo nascimento de Jesus em Belém, e, portanto, esta obra particularmente lamentável ofende não apenas a sensibilidade estética, mas também a reverência religiosa dos fiéis.

Não poderia haver ocasião menos propícia para o Vaticano querer ousar e se pretender “modernoso” do que agora, quando o mundo, obscurecido pela pandemia e passando por enormes dificuldades, carece de beleza e inspiração, de uma mensagem clara e retumbante, de coragem e força cristãs, de algo que o eleve, e não de mais confusão e controvérsias demoníacas. Como bem disse à Reuters o vendedor de artigos religiosos na Praça São Pedro há 30 anos, Alfredo Chiarelli, de 65 anos, “Com essa pandemia global e tudo o mais, o povo cristão, ou qualquer outra pessoa, esperava um sinal de renascimento. Isso confundiu e entristeceu muitas pessoas”.

O tenebroso e lamentável presépio do Vaticano de 2020 permanecerá em exibição na Praça de São Pedro até a Festa do Batismo do Senhor em 10 de janeiro de 2021.

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