Os 40 anos das Pedras Guia da Geórgia com os Dez Mandamentos da Nova Ordem Mundial

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

As Pedras Guia da Geórgia (Georgia Guidestones), também chamadas de “American Stonehenge”, no condado de Elbert, estado da Geórgia, a 72 quilômetros de Atlanta, foram construídas em junho de 1979 pela empresa Elberton Granite Finishing a mando de um desconhecido sob o pseudônimo de R. C. Christian. As iniciais R e C referem-se à Ordem Rosacruz, sociedade secreta que teve origem no século XIV com o mítico Christian Rosenkreuz (1378-1484), também chamado de Irmão C.R.C.

Inaugurado em 22 de março de 1980 (dia do equinócio de primavera no Hemisfério Norte, um dia sagrado para o ocultismo, o satanismo e sociedades secretas como a Skull and Bones) com a presença de cem pessoas, o monumento de 5,87 metros de altura é composto por seis pedras de granito: uma no centro com quatro pedras ao redor, em posições verticais, além de uma pedra acima das cinco, em posição horizontal.

Todas as pedras juntas pesam mais de 119 toneladas e estão astronomicamente alinhadas. As quatro grandes pedras estão dispostas em uma configuração de “pás” gigantes, que são orientadas para os limites do movimento do Sol durante o decorrer do ano e também mostra as posições extremas do nascer e pôr do Sol no seu ciclo de 18,6 anos.

Na coluna do centro há um furo em direção a estrela Polaris (Estrela Polar), a mais brilhante da constelação Ursa Menor, e um entalhe que se alinha com os solstícios e equinócios.

Há uma pequena mensagem no topo, escrita em quatro línguas antigas: babilônio, sânscrito, grego e hieróglifos egípcios.

Há também uma tábua de instruções cravada no chão, a oeste do monumento. A tábua identifica a estrutura, características astronômicas, patrocinadores (identificados apenas como “um pequeno grupo de americanos que procuram a idade da razão”) e as línguas usadas. O mais intrigante são os dados de uma cápsula do tempo enterrada a 6 pés (1,8 metros) sob a tábua, sendo que a data para sua reabertura foi deixada em branco.

Gravados em oito línguas modernas (inglês, espanhol, suaíli, hindi, hebraico, árabe, chinês e russo), “Os Dez Mandamentos da Nova Ordem Mundial” conclamam a redução drástica da população, uma nova religião, um governo mundial baseado na histeria ambientalista e no abusivo jogo de palavras que sugere harmonia, mas oferece escravidão:

  1. Manter a humanidade abaixo de 500.000.000 em perpétuo equilíbrio com a natureza.
  2. Controlar a reprodução sabiamente – aperfeiçoando as condições físicas e a diversidade.
  3. Unir a humanidade com um novo idioma vigente.
  4. Controlar a paixão – fé – tradição – e todas as coisas com razão moderada.
  5. Proteger povos e nações com leis e tribunais justos.
  6. Permitir que todas as nações regulem-se internamente, resolvendo disputas externas em um único tribunal mundial.
  7. Evitar leis insignificantes e governantes desnecessários.
  8. Equilibrar direitos pessoais com deveres sociais.
  9. Valorizar a verdade – beleza – amor – procurando a harmonia com o infinito.
  10. Não ser um câncer sobre a Terra – Deixar espaço para a natureza.

De boas intenções, diz o velho ditado, o inferno está cheio. Para que a meta de manter a humanidade abaixo de 500 milhões em perpétuo equilíbrio com a natureza seja atingida, 95% da população mundial terá de ser eliminada.

Realizado seis anos antes da construção das Pedras Guia da Geórgia e dez anos depois do assassinato de Kennedy, O Assassinato de um Presidente (Executive Action), dirigido por David Miller e com roteiro de Dalton Trumbo (1905-1976), baseado em história do escritor Donald Freed (1933-) e do advogado e ativista Mark Lane (1927-), que em 1966 foi o primeiro investigador a desmascarar a Comissão Warren em seu livro Rush to Judgment: A Critique of the Warren Commission’s Inquiry into the Murders of President John F. Kennedy, Officer J.D. Tippit and Lee Harvey Oswald,[1] traz um diálogo revelador entre James Farrington [Burt Lancaster (1913-1994)], um especialista em black ops, e o líder da conspiração, o milionário Robert Foster [Robert Ryan (1909-1973)]. Insatisfeito com a orientação cada vez mais tolerante e “liberal” de Kennedy em relação aos direitos civis dos negros e ao comunismo – o pacto firmado com a União Soviética de um Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares afigurava-se como o primeiro passo para o desarmamento nuclear, e a Ação de Segurança Nacional (Memorando 263), de 11 de outubro 1963, acenava com a retirada das tropas norte-americanas do Vietnã do Sul até o final de 1965 –, Foster manifesta preocupação com o futurodos Estados Unidos e particularmente da elite dominante branca, prevendo quea população mundialaté o final do século XX chegaria a casa dos 7 bilhões, “a maioria deles morenos, amarelos ou negros. Todos eles com fome, todos eles determinados a se reproduzir. Eles sairão das regiões de onde nasceram para a Europa e a América do Norte.” Foster vê a Guerra do Vietnãcomo uma oportunidade deconter a explosão demográfica do Terceiro Mundo e reduzir a população mundial em 550 milhões: “Daí o Vietnã. Um grande esforço lá nos dará o controle do sul da Ásia nas próximas décadas. E com bom planejamento, podemos reduzir a população em 550 milhões até ao final do século. Eu sei. Eu vi os dados. Parecemos deuses que lêem o Livro do Juízo Final, não é? Bem, alguém tem de fazê-lo.” Foster acrescenta que eles poderiam aplicar as mesmas técnicas de “controle da natalidade” lá desenvolvidas para reduzir o excesso de população dos gruposindesejados (brancos pobres, negros e latinos) no próprio Estados Unidos.

Em 1988, o príncipe Philip [Filipe da Grécia e Dinamarca, duque de Edimburgo (1921-), marido da rainha Elizabeth II e consorte do Reino Unido desde 1952, aliás o consorte mais velho e de maior reinado na história da monarquia britânica] manifestou o desejo de, caso venha a reencarnar, ser “um vírus mortal” que reduza a população mundial. Bill Gates (1955-) defendeu o uso de vacinas para reduzir a população mundial enquanto falava numa conferência do TED (Tecnologia, Entretenimento e Design) em fevereiro de 2010. Para Gates, as vacinas devem ser usadas para reduzir a população da Terra, controlar o aquecimento global e reduzir as emissões de CO2. Gates afirma que uma maneira de alcançar o objetivo da redução de CO2 é reduzir a população humana. Assegurando que a população se dirige perigosamente à cifra dos 9 bilhões, Gates disse: “…se fizermos um trabalho realmente bom com as novas vacinas, a Saúde e os Serviços de Saúde Reprodutiva (ou seja, a indústria do aborto), poderíamos reduzir a população em talvez uns 10% ou 15%” (de 680 milhões a 1 bilhão e 20 milhões de pessoas). Logo depois, a Fundação Bill e Melinda Gates se comprometeu a doar US$ 10 bilhões para vacinar crianças em todo o mundo.

Nota:

[1] Lane, Mark. Rush to Judgment: A Critique of the Warren Commission’s Inquiry into the Murders of President John F. Kennedy, Officer J.D. Tippit and Lee Harvey Oswald, London, Bodley Head, 1966.