Os 310 anos da delirante Passarola do Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão

Há 310 anos, em 8 de agosto de 1709, diante do rei de Portugal Dom João V e de sua corte, o padre brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685-1724) pôs no ar o seu aeróstato, ou balão de ar quente, logo conhecido por “Passarola” graças a uma fábula inventada por um esperto jornalista da época, pioneiro das fake news. A sua invenção, que daria à nação que a produzisse a capacidade de dominar o mundo, teve, à época, enorme repercussão e lhe valeu sérios problemas com a Inquisição.

A “Passarola” do padre brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão, segundo uma estampa portuguesa impressa em 1784. Fonte: Paulistânia, nº 44, 5 de março de 1952, p.34. Arquivos de Cláudio Suenaga.

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

No princípio do século XVIII, rico em acontecimentos decisivos para a aeronáutica, veiculou-se a sensacional notícia da chegada de um “navio voador” vindo de Portugal, conduzido pelo seu próprio inventor. A reportagem, acompanhada de uma ilustração da fantástica aeronave, apareceu em um panfleto impresso em Viena, na Áustria, datado de 24 de junho de 1709.

Frontispício da história fantasiosa publicada sobre o invento do padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão (Viena, 1709). Fonte: Paulistânia, nº 44, 5 de março de 1952, p.28. Arquivos de Cláudio Suenaga.
Estampa que ilustra o opúsculo anônimo de Viena (1709) sobre o invento de Bartolomeu de Gusmão. Fonte: Paulistânia, nº 44, 5 de março de 1952, p.26. Arquivos de Cláudio Suenaga.
O filósofo grego Demócrito (460-370 a.C) a granizar dos fracassos do voo da Passarola de Gusmão. Pintura de José Wasth Rodrigues. Acervo do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP),

As descrições falavam que às 9 horas surgira sobre a cidade uma máquina semelhante a um navio, de dentro da qual “uma pessoa vestida como um monge anunciara sua chegada com alguns tiros”. Inesperadamente, porém, um forte vento arremessou o cavaleiro dos ares e sua nave contra a Torre de Santo Estevão, fazendo com que a vela nela se emaranhasse. Como ninguém podia ajudar a pessoa aprisionada, esta, “servindo-se de martelos e ferramentas existentes na nave, trabalhou até que caísse o extremo da ponta da torre que a prendia”. Readquirindo o controle da nave, dirigiu-a com segurança até as proximidades do castelo imperial, ali pousando.

O piloto relatou então ao admirado cronista “como ele havia deixado Lisboa no dia anterior (22 de junho) com a máquina de voar que acabara de inventar, travando grandes combates, vivendo aventuras, lutando continuadamente com águias, cegonhas, aves-do-paraíso e outros pássaros desconhecidos na Terra. Ao passar pela Lua, observou quanto lhe permitia a pressa, que ali havia montanhas e vales, lagos, rios e campos; também criaturas vivas e pessoas, as quais tinham mãos como as daqui, mas não possuíam pés.” No final do panfleto, os indicativos das atitudes vigentes na época: “Acabo de saber que o dito aeronauta foi preso como mestre da magia, e possivelmente será queimado juntamente com seu ‘pégaso’ nos próximos dias.”

O texto, precursor das atuais fake news, escrito por um esperto jornalista da época, foi baseado em uma “notícia verdadeira” publicada em 1º de junho pelo jornal Wienerische Diarium. Uma breve nota dizia que na corte imperial havia chegado um mensageiro de Portugal trazendo consigo o desenho de uma aeronave inventada pelo sacerdote e cientista brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão. A utópica máquina, batizada de “Passarola”, seria capaz de cobrir 370 quilômetros em 24 horas.

Estampa que ocorre nos Versi e Prose de Pier Jacopo Martello (1710) no rosto do Tratado del volo aí incluso. Fonte: Paulistânia, nº 44, 5 de março de 1952, p.27. Arquivos de Cláudio Suenaga.
O padre santista Bartolomeu Lourenço de Gusmão.

A vida do chamado “padre voador” é um tanto obscura. Sabe-se que ele nasceu em 1685, na cidade de Santos, litoral sul de São Paulo, Brasil, sendo batizado em 19 de dezembro daquele ano. Filho do cirurgião-mor Francisco Lourenço e de Francisca Alvares, adicionou, em comum acordo com seu irmão Alexandre,[1] o sobrenome Gusmão em 1718, em honra do seu educador, o jesuíta e escritor lisboeta Pedro Alexandre de Gusmão (1629-1724).[2] Destinado em princípio a ser jesuíta, ao completar 15 anos partiu para estudar em Coimbra. De volta ao Brasil, passou por todas as ordens da Bahia. O título de sacerdote, no entanto, só o obteve no Rio de Janeiro, no final de 1708 ou início de 1709.[3] Versado em direito canônico, física e matemática, dedicou-se com paixão e afinco às pesquisas científicas.

Em 8 de agosto de 1709, o rei Dom João V (1689-1750) e a rainha D. Maria Ana Josefa de Habsburgo (1683-1754), acompanhados de fidalgos da corte portuguesa e demais dignitários, entre eles o núncio apostólico – o cardeal Conti, que depois seria o Papa Inocêncio XIII (1655-1724, Papa a partir de 1721) –, reuniram-se na sala das embaixadas do Paço Real de Lisboa (destruído no grande terremoto de 1755) para assistir a uma demonstração do “instrumento de andar sobre o ar” do padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão.

Embora longe da perfeição, a “esfera” aquecida elevou-se suavemente até a altura do telhado da Sala das Embaixadas, no pátio da Casa da Índia, em Lisboa, e pousou da mesma forma. Fascinado, o rei distinguiu-o e o nomeou para a cadeira de matemática da Universidade de Coimbra e, posteriormente, membro da Real Academia de História.

Bartolomeu de Gusmão apresenta os seus protótipos à corte de D. João V na sala dos embaixadores da Casa da Índia em 8 de agosto de 1709.

Esta data histórica assinala a primeira aplicação prática do princípio de Arquimedes a um aparelho aerostático e antecipa em 74 anos a façanha dos Irmãos Montgolfier, que em junho de 1783 colocaram no ar, durante 10 minutos, um balão com 32 metros de circunferência. No mesmo ano, perante Luís XIV e Maria Antonieta, os inventores franceses fizeram subir no ar o primeiro balão tripulado. Mas só em meados do século XIX é que iria inventar-se o primeiro aeróstato dirigível.

Meses antes, em março do mesmo ano, Gusmão havia entregue ao rei o pedido de concessão de patente para uma delirante aeronave por ele projetada. Dez anos depois, em 19 de abril de 1719, esta patente lhe seria concedida. Trata-se de um dos mais curiosos e fantasiosos documentos da história da conquista dos ares, repleto de antevisões do futuro:

“Eu, o rei, faço saber que o sacerdote Bartolomeu Lourenço de Gusmão apresentou-me uma petição segundo a qual terá descoberto um instrumento para voar pelos ares… Nesse instrumento poder-se-ia transmitir ordens importantes a exércitos e países distantes quase na mesma hora em que as decisões forem tomadas… Além do mais eu poderia mandar vir dos países distantes mais depressa e mais seguramente aquilo de que preciso; os comerciantes poderiam enviar cartas e capitais com a mesma rapidez; todas as praças sitiadas poderiam receber auxílio em pessoal, munição e alimentos, podendo retirar as pessoas que assim desejassem sem que o inimigo pudesse impedir tal coisa. Descobrir-se-iam as regiões mais próximas dos pólos, de sorte que Portugal ganharia a honra desta descoberta, a qual nações estrangeiras por diversas vezes tentaram alcançar sem sucesso. Saber-se-iam as verdadeiras dimensões geográficas de todo mundo, cujas atuais informações errôneas nos mapas poderiam provocar muitos naufrágios. Juntar-se-iam ainda muitas outras vantagens, que se tornariam conhecidas com o tempo.”

Um modelo na escala 1:10 da delirante Passarola do Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão exposto no Museo Nacional Aeronáutico y del Espacio em Cerrillos, Santiago de Chile.

Com tais palavras, Dom João V concedia o reconhecimento a Bartolomeu de Gusmão, a esse tempo já capelão da corte de Sua Majestade.

Visconde de Taunay

A delirante aeronave-monstro, entretanto, jamais voou. O nobre, escritor, músico, professor, engenheiro militar, político, historiador, sociólogo e “gusmanólogo” Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle Taunay, nosso célebre Visconde de Taunay (1843-1899), foi quem mais contribuiu para desmistificar o episódio. Segundo ele, a “Passarola” tencionava desviar a atenção de seu invento maior, aquele que realmente importava, qual seja, o balão de ar quente:

“Pensando resguardar-se de assaltos que antevia fatais aos seus direitos de inventor, entendeu Bartolomeu de Gusmão poder abroquelar-se em estratagema mistificatório inventado para despistar os velhacos e aproveitadores do trabalho alheio a rondarem em torno da oficina onde construía o seu balão. E assim criou a figura teratológica, verdadeiro monstrengo, filho da descabelada inverossimilhança e do completo absurdo em matéria de física, a que se deu o nome de ‘Passarola’, pretenso desenho representativo do aspecto de sua prometida máquina aerostática. Parece incrível que semelhante aberração do bom senso haja a tantos e tantos engazupado e por um lapso de quase dois e meio séculos! E não se diga que os mistificadores por esta burla foram todos beócios! Não! Muitos homens de certo saber e cultura deixaram-se engodar pelo grosseiro embuste da tal caranguejola de perfil ornitoforme, dos imãs e pedras de cevar das esferas atrativas, onde uma única cousa não é falsificação, a bandeira real portuguesa desfraldada à popa da maxambomba. Deixou-se a maioria arrastar pelos ímpetos da boa fé e os ditames da solidariedade racial e nacional, apegando-se a uma fantasmagoria que só criou importância depois do êxito retumbante e universal das experiências dos Irmãos Montgolfier, 74 anos após as de agosto fizera subir aos que o Voador fizer subir aos ares o seu balonete de ar quente. Nenhum dos presentes a tal experiência – o rei e a rainha de Portugal, o cardeal Conti, núncio em Lisboa e futuro papa Inocêncio XIII, os infantes e muitos dos grandes de Portugal, numerosa clerezia, etc. – entendia patavina, dos mais elementares princípios da física de seu tempo. Ninguém de tão numerosa e magnífica assistência jamais ouvira falar do princípio de Arquimedes. Como poderiam pois compreender que o padre brasileiro, filho de Santos, estava realizando uma extensão da lei da geometria de Siracusa ao fluido atmosférico? Foi por isto que ninguém daquela assembleia de monarcas, príncipes e prelados, pôde perceber a magnitude da experiência a que assistira. E vislumbrar, sequer, as consequências decorrentes da elevação aos ares do globo esférico de papelão que sustinha uma gamela onde ‘ardiam espíritos’. Que ideia veio a fazer o futuro sumo pontífice de semelhante ensaio? ‘Cousa destituída de valor e sem nenhuma expectativa digna de apreço’ como em lacônico despacho informaria à Santa Sé. Desazadamente entendera o Voador realizar as suas experiências em sala fechada. Subindo, em uma delas, o seu balonete a uns 4,50 metros chocara-se com um reposteiro, incendiando-o. Temerosos do incêndio, abateram-no os criados do Paço Real por meio de varapaus. […] Desequilibrado, como tanto sucede a tantos homens de excepcionais faculdades mentais, deixara-se o Voador arrastar por prodigiosa megalomania. Em seu manifesto do pedido de patente a Dom João V arriscara-se a afirmar que do seu invento surgiriam consequências revolucionadoras da vida das nações. Transportando onze aeronautas e caminhando 200 léguas por dia, estaria a sua máquina em condições de socorrer praças sitiadas e bombardear fortalezas inimigas, etc, etc. […] Eruditos modernos, como o conde de Klinckowstroen, o doutor Herzen, etc, descobriram exemplares da produção da ‘Passarola’ na Alemanha, na Itália, na Inglaterra e Holanda. O primeiro sobretudo obteve magnífico e variada colheita. Houve porém quem logo percebesse a realidade do embuste. No próprio ano de 1709 surgiu na Itália ferina caricatura interpretativa e arrasadora do invento do Voador, uma tal ‘Barca che navigava per l’aria seicento miglia per giorno inventara l’anno presente in Portogallo’, obra de anônimo autor. E providencialmente publicou em 1710, o poeta Pier Jacopo Martello em sua obra Versi e Prose uma notícia relativa ao invento do santista a que ridicularizou achando-o absurdo. Passaram-se longos anos e em 1783 ocorreu a espantosa invenção dos Irmãos Montgolfier. Lembraram-se então os portugueses das já muito afastadas experiências de Gusmão e tentaram provar que à sua nação cabia a prioridade do portentoso feito da conquista dos ares. Os únicos recursos de que puderam no momento lançar mão eram o texto, da petição do Voador e a estampa da ‘Passarola’, numa tiragem de 1774. […] Foi então que em Portugal e no Brasil se encetou longa e pertinaz campanha reabilitadora, cujos primeiros campeões vieram a ser Freire de Carvalho e Francisco Recreio, além Atlântico, José Bonifácio, o patriarca, e o visconde de S. Leopoldo entre nós. Mas o grande incentivador do movimento veio a ser Augusto Felipe Simões, professor na Universidade de Coimbra, em meados do século XIX. Memoráveis triunfos alcançou e um dos mais importantes consistiu na descoberta em 1868 da estampa comprobatória de que o aparelho de Gusmão não era, de todo, a ‘Passarola’. […] De todos os documentos se deduz inatacável conclusão: o aparelho de Gusmão consistia num balonete de papel de cujo bojo se dependurava uma espécie de gamela onde havia líquido inflamado que se destinava a aquecer o ar confinado no aeróstato. Estabelecido este ponto importantíssimo restava ainda destruir a mistificação da ‘Passarola’. E isto ocorreu já quando mais de duas décadas do século atual se tinha escoado.”[4]

Publicidade de 1943 baseado na história da Passarola. Old Advertisement Socony Vacuum Oil.

Até o fim de sua vida, Gusmão nunca deixou de entreter-se com o problema da conquista dos ares, apesar da proibição de realizar suas experiências sob a alegação de que possuíam um caráter diabólico. Concebeu uma aeronave dirigível e teria certamente introduzido aperfeiçoamentos não fossem as perseguições que sofreu e que o levaram, afinal, a morrer na miséria em um hospital de Toledo em novembro de 1724, sem ter podido concretizar o invento que, retrabalhado 74 anos depois, faria a glória dos Irmãos Montgolfier.

Estampa anexa ao memorial latino do Fondo Bolognetti, nº 16, do Arquivo Vaticano; datada de 1709 e divulgada pelo Marquez de Fária. Fonte: Paulistânia, nº 44, 5 de março de 1952, p.27. Arquivos de Cláudio Suenaga.

Seus restos mortais foram transladados solenemente em 24 de março de 2004 pela Força Aérea Brasileira (FAB) até São Paulo, onde foram depositados em uma suntuosa câmara na cripta (templo subterrâneo de 619 m2 e 7 metros de altura inaugurado em 1919, composto de uma nave longitudinal e uma transversal sobre 42 colunas de cantaria) sob o altar-mor da Catedral Metropolitana de São Paulo, a Catedral da Sé, marco zero da cidade. Ao redor de suas colunas e arestas, estão mais 30 câmaras mortuárias destinadas a guardar os restos mortais dos arcebispos e de mais duas personalidades históricas: o padre Diogo Antônio Feijó (1784-1843), defensor de políticas liberais, pelo que entrou em conflito com a própria Igreja, regente do Império (1835-1837) e adversário político de outro paulista, José Bonifácio de Andrada e Silva; e o cacique Tibiriçá (nascido em data e local desconhecidos e falecido em 1562), líder indígena tupiniquim, aliado dos portugueses, que teve papel de destaque na fundação da São Paulo de Piratininga e cuja neta, Susana Dias, fundou em 1580 uma fazenda à beira do Rio Tietê, a oeste da cidade de São Paulo, próximo à cachoeira denominada pelos indígenas de “Parnaíba”, a cidade de Santana de Parnaíba.

Catedral Metropolitana de São Paulo, a Catedral da Sé, no marco zero de São Paulo. Foto de Cláudio Suenaga.

Abaixo do altar-mor da Catedral da Sé, está situada a cripta, uma capela subterrânea, inaugurada em 1919, no mesmo estilo da Catedral. Ao redor de suas colunas e arestas, estão construídas as 30 câmaras mortuárias, destinadas a guardar os restos mortais dos arcebispos, além de suas personalidades históricas: Padre Feijó, regente do Império, e o Cacique Tibiriçá, primeiro cidadão de Piratininga. Foto de Cláudio Suenaga.

A câmara mortuária do padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão na cripta da Catedral da Sé em São Paulo. Fotos de Cláudio Suenaga.

Notas:

[1] O irmão mais novo de Bartolomeu, nascido em Santos em 1695 e falecido em Lisboa em 1753, não deixa de ser um personagem menos interessante. Estudou no seminário de seu padrinho na Bahia, depois em Coimbra. Foi secretário da Embaixada em Paris, onde se formou em direito civil, romano e eclesiástico. Enviado como embaixador a Roma, ocupou o cargo de 1721 a 1728. Regressando a Portugal, foi nomeado “escrivão de puridade” (secretário particular) de Dom João V (1689-1750), depois, em 1742, membro do Conselho Ultramarino, posto em que teve ocasião de prestar serviços ao Brasil, incentivando a colonização de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, promovendo a criação de novos bispados, etc. Foi o verdadeiro negociador do Tratado de Madrid (1750), em que estabeleceu o princípio da posse efetiva e a adoção de limites naturais na demarcação das fronteiras entre as colônias espanholas e portuguesas na América; no mesmo tratado, Alexandre de Gusmão revela-se um verdadeiro precursor do pan-americanismo e da doutrina de Monroe. Caiu em desgraça com a ascensão de Dom José I (1714-1777) ao trono, ficando reduzido à penúria e morrendo três anos depois. Obras publicadas postumamente: Cartas, cheias de espírito, finura e sagacidade; a comédia O Marido Confundido, tradução livre do francês; Coleção de Vários Escritos Inéditos, Políticos e Literários, etc.

[2] O dedicado mestre veio ao Brasil em 1644, ingressou na Companhia de Jesus em 1646 e professou em 1664. Trabalhando pela elevação do nível cultural da colônia, fundou na Bahia, na Vila de Cachoeira – local onde faleceria – o Seminário de Belém (1687), do qual foi reitor. Escreveu: Escola de Belém (1678); História do Predestinado Peregrino e seu Irmão Precito (1682); Arte de Criar Bem os Filhos, etc. Foi preceptor dos irmãos Alexandre e Bartolomeu de Gusmão, que lhe adotaram o nome.

[3] Almeida, Aluisio de. “Folclore da aviação” in Paulistânia, São Paulo, Clube Piratininga, nº 44, março-maio de 1952, p.34-35.

[4] “A incrível pilhéria da ‘passarola’”, in Paulistânia, São Paulo, Clube Piratininga, nº 44, março-maio 1952, p.26-29.

Matéria de Cláudio Suenaga sobre o padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão originalmente publicada na revista Sexto Sentido, nº 73, ano 7, maio de 2006, p.20-25.

Artigo de Cláudio Suenaga sobre o padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, publicado no boletim da Academia Paulista de História, nº 92, ano 15, 2002-03, p.4-5.

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