OVNIS E NOVA ORDEM MUNDIAL

O fenômeno OVNI tem servido como um dos mais eficientes instrumentos de poder e de controle social por parte das esferas mais altas e reservadas das agências de inteligência, sociedades secretas e fundações milionárias que nas últimas décadas cresceram até alcançarem dimensões incomensuráveis e adquirirem uma influência maior do que qualquer outra potência em qualquer outra época da história.

Texto de Cláudio Suenaga, extraído do seu livro inédito DISCOS VOADORES & SOCIEDADES SECRETAS

A partir do final dos anos 80, concomitante ao avanço dos movimentos esquerdistas – mormente na América Latina, aproveitando-se do precipitado anúncio do fim do comunismo e da Guerra Fria com a falência do Estado Soviético e dos países sob sua esfera de influência – e bem no curso da globalização com o aumento da interdependência de todos os povos e países, explosão de fusões entre bancos e impérios empresariais com predomínio cada vez maior das corporações multinacionais e instituições intergovernamentais em termos supranacionais, desterritorialização do capital, formação dos grandes blocos econômicos, derrubada das fronteiras nacionais, aceleração da fase de integração do espaço mundial, ascensão de um poder global sem precedentes (concentrado em uma “superclasse”, uma super-elite ligada a interesses transnacionais, diferente de todas as elites já existentes mas ainda dependente das estruturas nacionais e dos grandes blocos econômicos), a velocidade com que o controle político e econômico estava sendo centralizado por meio da União Europeia, da Organização das Nações Unidas (ONU), da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Banco Mundial e do G-7/G-8, e à circulação do conhecimento como nunca antes na história com o advento das infovias ou estradas da informação, sobressairia cada vez mais o lado negativo e obscuro da ufologia, repleto de mutilações de animais, traumas psicológicos, ferimentos e mortes causados por OVNIs; sequestros acompanhados de agressões, manipulações sádicas, torturas, abusos sexuais e roubo de material genético; seitas fanáticas, messiânicas, milenaristas, apocalípticas e satânicas que destruíam famílias e chegavam a ponto de praticarem lavagens cerebrais, sacrifícios de crianças, assassinatos, suicídios coletivos, atentados terroristas, etc.

A mesma ufologia que estimula a ampliação do conhecimento, também se constituiria em eficiente instrumento para a manipulação das massas, a prevalência da alienação e a disseminação da ignorância. Tal como a suástica, se usado no sentido inverso, a ufologia conduz à destruição. Não há como controlar ou administrar esses perigos, a não ser alertar os incautos para que se precavenham e não embarquem em discursos que prometam a transcendência ou a solução fácil para seus problemas.

O nexo entre discos voadores e a ideia de que somos visitados por seres de outros planetas estabeleceu-se com as primeiras histórias de ficção científica em que supercivilizações tecnológicas descobrem e perscrutam a Terra, traçam planos de conquista ou cumprem pacíficas missões de vigilância e observação. Precedido por esse caldo de cultivo, já no final da Segunda Guerra Mundial os OVNIs se convertiam em um ícone, um fenômeno de massas, e proporcionava aos líderes e estrategistas das duas superpotências emergentes aqueles elementos de guerra psicológica que foram tão bem usados um contra o outro e em benefício mútuo – dentro da chamada “política de contenção”, conforme concebida pelo conselheiro da Embaixada dos Estados Unidos em Moscou, George Frost Kennan – para encobrirem o desenvolvimento de novas armas secretas e a proliferação dos arsenais nucleares. A ideia de um inimigo objetivo exterior a Terra foi útil para que prosseguissem com a corrida armamentista e a partilha política do mundo sem serem incomodados. A ênfase na necessidade do desenvolvimento de armas especiais contra um possível ataque de discos voadores referendado massivamente pela indústria hollywoodiana – usada de maneira eficientíssima como instrumento de controle psicológico e persuasão –, justapõe-se ao incremento da corrida armamentista.

Os poderes por trás dos bastidores não tardaram a inferir que não poderia haver melhor justificativa para a centralização de todos os governos, finanças, aparatos militares e policiais e outras instituições do que uma força extraterrestre que representasse uma ameaça potencial a todo o planeta, um problema global que exigiria uma solução global, ou seja, um governo mundial a qual se concederia poderes discricionários ilimitados para enfrentar e conter essa ameaça.

No início dos anos 60, durante o governo Kennedy, um grupo de quinze experts de várias áreas foram convocados para produzir um relatório no qual deveriam sugerir maneiras eficazes e factíveis para justificar a centralização do poder em um cenário de paz, onde não houvesse guerras. O relatório, que ficou conhecido como Iron Mountain (Montanha de Ferro), o nome do local – uma instalação subterrânea no estado de Nova York – onde se reuniam, recomendava a alegação de duas falsas ameaças: a de uma catástrofe ambiental e a de uma invasão extraterrestre.

O relatório Iron Mountain foi entregue em 1967, e logo no ano seguinte surgiu o Clube de Roma, que criou o movimento ecológico. E a ideia da existência de extraterrestres que por décadas foi rechaçada e ridicularizada pela mídia, coincidentemente desde o advento da globalização e da Nova Ordem Mundial começou a ser encarada cada vez mais seriamente e aceita pela comunidade científica, bem como divulgada massivamente pelo cinema. Em 1997, o bilionário Laurence Rockefeller, figura de proa no projeto de implantação de um governo único mundial, financiou um comitê de nove cientistas conduzidos pelo físico da Universidade de Stanford, Peter Sturrock. A conclusão final do Comitê Sturrock, que se reuniu de 29 de setembro a 4 de outubro daquele ano, foi a de que o Fenômeno OVNI existe em termos físicos, independentemente das interpretações que se lhe atribuam. Menos de dois anos depois, em 13 de julho de 1999, militares e cientistas franceses do Comitê de Estudos Avançados [Comité d’Études Avancées (Cometa)], entregaram às autoridades de seu país o dossiê Les OVNI et la Défense (Os OVNIs e a Defesa), mais conhecido como Dossiê Cometa, que ia muito além das conclusões do Comitê Sturrock não só por referendar a hipótese de que os OVNIs constituíam uma manifestação material, inteligente e de origem extraterrestre, como também por alertar que eram potencialmente hostis, chegando a ponto de sugerir estratégias concretas e definidas a serem adotadas para o caso de uma eventual invasão extraterrestre, daí o documento ter o subtítulo Para o que devemos nos preparar?

Pela característica intrínseca em camuflar seus segredos sob densas camadas de desinformações, lendas e mentiras, o Fenômeno OVNI tem servido como um dos mais eficientes instrumentos de poder e de controle social por parte das esferas mais altas e reservadas das agências de inteligência, sociedades secretas e fundações milionárias que nas últimas décadas cresceram até alcançarem dimensões exponenciais e adquirirem uma ascendência maior do que em qualquer outra época da história. Se são desprezadas como inexistentes ou irrelevantes pela imprensa e demais formadores de opinião, é porque estes, por uma ignorância que vai até a obstinação ou por complacência dissimulante, consideram que o poder se circunscreve apenas àquelas partes mais visíveis dos setores governamentais e dos interesses políticos mais imediatos e patentes em seus choques sucessivos, antagonismos e equilíbrios temporários. Não pode haver um conceito mais ingênuo, tolo e pueril do que considerar que os acontecimentos históricos são fruto do mero acaso ou de atos livres e espontâneos.

A interferência de forças não facilmente identificáveis representa, justamente, um dos pontos delicados de qualquer estudo com o propósito de redesenhar o panorama político nos últimos decênios. Com efeito, não tem escapado ao observador mais atento evidências seguras da atuação de estranhos mecanismos na sustentação do novo quadro que vai se delineando a partir da extraordinária influência que passaram a exercer certos grupos, organismos e fundações. Não se pode, evidentemente, subestimar a velocidade e as características peculiares com que se operam as súbitas transformações, nem tampouco duvidar quanto à ingerência de um fator acelerador em todo o processo. Vista a questão dessa perspectiva, é natural que surjam indagações a respeito da procedência das forças que as promovem, das vantagens que procuram obter e de seus reais objetivos.

Sem que se possa formar um quadro suficientemente exato da situação e tampouco identificar cabalmente as “forças invisíveis” que decidem o nosso destino, por comodismo costuma-se simplesmente estigmatizar como “teorias da conspiração” tudo aquilo que é derivado dessas redes de conexões, que assim camufladas podem continuar construindo a verdade à medida de suas conveniências e agindo livremente como se não existissem e fossem apenas produtos de mentes por demais sugestionáveis, imaginativas e paranoicas. Não obstante, essas redes de conexões são bem conhecidas e estão escalonadas em uma pirâmide, no topo da qual se encontram as dinastias, fundações, empresas e instituições financeiras mais ricas, poderosas e influentes do planeta, patrocinadoras de movimentos revolucionários e alimentadoras da visão global de controle totalitário.

O Grupo Bilderberg (nome do hotel na vila de Oosterbeek, na Holanda, em que magnatas e nobres se reuniram pela primeira vez nos dias 29 e 30 de maio de 1954 a fim de estabelecer uma linha política comum entre os Estados Unidos e a Europa Ocidental) é o que toma as decisões executivas secretas e elabora diretrizes a seus subordinados nas mais altas e reservadas esferas das agências de inteligência, dos órgãos militares, das sociedades secretas, dos governos, etc., e a Comissão Trilateral (criada em junho de 1973 pelo banqueiro David Rockefeller e pelo geoestrategista Zbigniew Brzeziński), executa os planos do Grupo Bilderberg por meio de grupos regionais ao redor da Europa, Ásia e Américas, enquanto o Council Foreign Relations (Conselho de Relações Exteriores, criado em 21 de julho de 1921, por onde obrigatoriamente passam todos os ocupantes dos mais altos cargos da administração federal norte-americana, inclusive os presidentes da República) serve como árbitro do setor nos Estados Unidos.

A Nova Ordem Mundial nem sequer é uma conspiração do tipo secreta, pois desde o início do século XX os principais líderes empresariais, políticos e religiosos do mundo vem referindo-se constantemente a ela em seus discursos, pronunciamentos, entrevistas e artigos. Em 1918, o presidente norte-americano Woodrow Wilson pela primeira vez desenvolveu um programa de reforma progressiva nas relações internacionais e liderou a construção daquilo que se convencionou denominar de uma “Nova Ordem Mundial” por meio da Liga das Nações.

O escritor socialista fabiano inglês Herbert George Wells publicava em 1928 o livro The Open Conspiracy (A Conspiração Aberta), que junto com The New World Order (A Nova Ordem Mundial), de 1940, expunha o projeto de mundo planificado que já vinha sendo implantado de forma sutil e progressiva. O presidente Franklin Delano Roosevelt usou o termo “Nova Ordem Mundial” em 27 de outubro de 1941 para referir-se ao Terceiro Reich de Hitler, que falava em inaugurar uma “Nova Ordem Mundial”. Em 7 de dezembro de 1988, o então líder da União Soviética Mikhail Gorbachev, ao discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas, formulou uma extensiva lista de ideias para criar a “Nova Ordem Mundial”, sendo a principal delas uma centralização ainda maior de poder nas mãos da ONU. Mas o discurso que anunciou definitivamente o advento da Nova Ordem Mundial foi o do presidente norte-americano George Herbert Walker Bush em 11 de setembro de 1990 (exatamente 11 anos antes, portanto, dos atentados terroristas às Torres Gêmeas do World Trade Center, este gigantesco ritual de sacrifício maçônico-Illuminati que inaugurou irreversivelmente a Nova Ordem Mundial no século XXI). Toward a New World Order (“Rumo a uma Nova Ordem Mundial”), lido durante uma sessão do Congresso, postulava uma nova ordem bipolar de poder, com os Estados Unidos exercendo o papel de “polícia” global, e a ONU, de juiz mundial:

Uma nova parceria entre as nações já começou, e estamos hoje em um momento único e extraordinário. A crise no Golfo Pérsico, tão grave como é, também oferece uma rara oportunidade de nos movermos em direção a um período histórico de cooperação. Fora destes tempos difíceis, nosso quinto objetivo – uma Nova Ordem Mundial – pode emergir: uma nova era, mais livre da ameaça do terror, mais forte na busca de justiça e mais seguro na busca pela paz. Uma era em que as nações do mundo, Leste e Oeste, Norte e Sul, podem prosperar e viver em harmonia. Uma centena de gerações têm procurado este caminho evasivo para a paz, enquanto milhares de guerras marcaram a extensão do esforço humano, e hoje esse novo mundo está lutando para nascer. Um mundo muito diferente do que nós conhecemos. Um mundo onde a regra suplanta a lei da selva. Um mundo em que as nações reconhecem a responsabilidade compartilhada por liberdade e justiça.

Como as massas podem estar sendo tão infantilmente enganadas? Parte da resposta reside no poder sutil do gradualismo – os passos incrementais que funcionam como o proverbial sapo na panela com água sendo aquecida de forma bem lenta. Você se acostuma tanto com a mudança gradual que dificilmente percebe o próximo passo. As massas, em sua incapacidade intrínseca de enxergar o que está diante dos seus próprios narizes, sequer se dá conta de que o projeto da Nova Ordem Mundial está estampado no verso da nota de um dólar, simbolizado no Grande Selo dos Estados Unidos. O responsável por incorporar o “Olho Radiante” ou “Olho que Tudo Vê” (que nada mais é do que o “Olho de Hórus” ou o “Olho de Lúcifer”) no pináculo da pirâmide inacabada ou truncada, foi o maçom do 32º grau Henry A. Wallace, quando ocupava o cargo de Secretário da Agricultura na gestão do presidente Roosevelt (igualmente maçom do 32º grau). Os 13 degraus da pirâmide representam os 13 Estados originais, bem como as 13 linhagens de sangue (bloodlines) Illuminati que governam o planeta. O ano de 1776 se refere tanto à data da Independência Americana, como a da fundação dos Illuminati da Baviera por Adam Weishaupt. As frases “Pluribus Unum”, “Annuit Coeptis” e “Novus Ordo Seclorum” significam respectivamente “Uma nação de muitos povos”, “Nossos empreendimentos têm sido bem sucedidos” e “Nova Ordem Secular” ou “Nova Ordem Mundial”. A finalidade subentendida seria a tomada do poder total e a instituição de um governo único mundial, o que requer necessariamente a destruição de todas as nações e a abolição da religião, do casamento, da família, da propriedade privada e de todas as liberdades políticas e civis. A ditadura do Governo Mundial é autocrata, autoconstituída por um pequeno grupo de “iluminados autoperpetuadores”.

O objetivo final, o de um gerenciamento político centralizado que se aproxima do controle total da vida das pessoas, em todos os aspectos, vai se realizando plenamente. Somos o tempo todo vigiados por câmeras de segurança e rastreados por dispositivos de localização e coleta de dados. A microchipagem da população já está sendo sugerida, e em muitos casos, em marcha. As crises se aprofundam, os problemas se tornam cada vez mais graves, complexos e de difícil solução, e nenhuma luz – a não ser a dos Illuminati – parece brilhar no horizonte. Pelo contrário, tudo indica uma agudização deste processo aparentemente caótico – expresso no lema franco-maçom “Ordo ab chao” (“Ordem que vem do caos”) – que poderá terminar em algum tipo de catástrofe ou de solução miraculosa. O esquema não apenas destruiu a soberania das nações, mas transcendeu e absorveu o Estado, dominando sua estrutura de alto a baixo, colocando sob seu estreito controle e serviço todas as classes, todos os grupos, todos os partidos, todas as instituições e os interesses mais heterogêneos, aos quais resta apenas o papel de meros executores de ordens, resoluções e programas que já lhe chegam prontos, sem a mínima chance de serem contestados. A concentração das decisões, das informações e dos meios coercitivos nas mãos desse aparato, do qual não conhecemos senão uma parte ínfima e só podemos perceber os efeitos pelo tremendo poder de que dispõem para imporem modificações radicais que afetam diretamente, para muito pior, nossas vidas, constitui um dos mais perfeitos sistemas de domínio jamais implementados por quaisquer regimes tirânicos e despóticos ao longo da história. E assim como todo sistema de domínio, pretende-se eterno e definitivo enquanto é considerado legítimo por grande parte da massa, que a aceita e até a defende, condicionada como sempre pela mídia e pela propaganda oficial controlada por uma elite criminosa luciferiana. O papel dos agentes culturais e educacionais é a de manter as ovelhas iludidas e distraídas enquanto essa elite furtivamente avança em sua meta de tirania mundial. Por toda parte a rede de controles vai se estendendo, lenta e inexoravelmente, engolfando desde a economia aos últimos recintos da vida privada e até o âmago dos próprios pensamentos, ao mesmo tempo em que os mecanismos da democracia continuam em vigor, mas apenas formalmente, sem a mínima possibilidade de serem usados contra a máquina ideológica que nos esmaga. Aos que ainda se indignam e prezam pela autonomia de sua consciência, só restariam o auto-exílio, o desespero, a resignação ou a tentativa quixotesca de organizar a resistência contra o estrangulamento das liberdades.

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