Incêndio na Catedral de Notre-Dame marca o início de uma Nova Era Mundial Anticristã

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

A visão horrível e infernal da Catedral de Notre-Dame (Nossa Senhora ou Nossa Dama) de Paris em chamas às 5h50min da tarde, hora local na segunda-feira, 15 de abril de 2019, ficará marcada como um evento delimitador, espécie de símbolo da crise pela qual o catolicismo vem atravessando especialmente na Europa, cada vez mais ateia e anticristã.

Foto de Philippe Wang

E assim como o 11 de Setembro marcou o início do século XXI e da Nova Ordem Mundial, que havia sido anunciada exatamente dez anos antes, em 11 de setembro de 1991, pelo então presidente dos Estados Unidos, George Bush, a destruição de Notre-Dame marca o início, em plena véspera do feriado da Páscoa, da segunda e definitiva etapa da Nova Ordem Mundial, proporcionada pelo lançamento da tecnologia 5G, que irá enganchar cada coisa material única do planeta, o que inclui os próprios seres humanos, em uma vasta rede planetária chamada Internet das Coisas ou IoT (Internet of Things), uma grade de controle tecnológico total, a cobertura da Terra inteira com um manto eletromagnético 5G, de modo que nada nem ninguém poderá escapar de seus efeitos nocivos. Nesta reportagem especial que escrevi recentemente para o site, você poderá saber tudo sobre o 5G e suas implicações para nossas vidas daqui por diante.

Fotos: Reuters

Exatamente dez anos antes, em 15 de abril de 2009, o então Papa Bento XVI havia dito, na Audiência Geral na Praça de São Pedro: “A ressurreição situa-se noutra dimensão: é a passagem para uma dimensão de vida profundamente nova, que diz respeito também a nós, que envolve toda a família humana, a história e o universo.” A morte e anunciada “ressurreição” da Catedral pelo presidente francês Emmanuel Macron que prometeu “reconstruir” Notre-Dame, é, portanto, o ingresso do mundo em uma nova fase, a da Era 5G, a consolidação do controle total. A cena do desabamento da torre, a chamada “flecha”, em forma de agulha, da Catedral, junto com o telhado, que remeteu a do desabamento ou colapso das Torres Gêmeas, é a simbologia cifrada da queda de um pináculo antigo para o reerguimento de um novo: o das antenas 5G. Um futuro novo!

Note que a simbologia do número 5 é insistente na data e na hora do incêndio: dia 15, às 5h50. E o 15 de abril é o 105º dia do ano no calendário gregoriano. E o ciclo da Páscoa prolonga-se não só durante a Semana Santa, mas também nos 50 dias que vão até o Pentecostes. A estrutura de madeira que sustentava o telhado da catedral havia sido renovada há 5 anos. O fogo, que começou na parte superior da igreja gótica e se propagou rapidamente para o telhado, levou quase nove horas para ser debelado por cerca de 500 bombeiros. O presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu que a Catedral de Notre-Dame será reconstruída no prazo de 5 anos. Curiosamente, foi no dia 15 de abril de 1912 que o navio RMS Titanic naufragou por volta das 02h20min após se chocar cerca de duas horas e quarenta minutos antes com um iceberg no Atlântico Norte.

Foto de Nicolas Niponne.

E foi em 18 de março de 1314, há exatos 705 anos, portanto, que o último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, Jacques de Molay, foi queimado em uma fogueira pela Inquisição em frente à fachada ocidental da Catedral de Notre-Dame, que os Templários começaram a construir em 1163 – e que só ficaria pronta mais de 200 anos depois – em um local anterior de adoração à deusa Diana. Isso mesmo. Ali, na Praça Parvis, na Île de la Cité, a Paris original, às margens do Rio Sena, o exato local onde os celtas celebravam seus rituais e onde mais tarde os romanos erigiriam um templo a Júpiter – também neste local existiu a primeira igreja de Paris, a Basílica de Saint-Etienne, projetada pelo rei franco Childeberto I (497-558), da dinastia Merovíngia, por volta de 528  –, há uma placa assinalando o lugar da execução de Jacques de Molay: “Neste local, Jacques de Molay, último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, foi queimado em 18 de março de 1314.” Não deixa de ser irônico que a Catedral de Notre-Dame tenha quase sido pulverizada pelo fogo 705 anos depois… Saiba tudo sobre sobre os Templários clicando aqui.

Devo lembrar que o cabalístico número 5 é sagrado e de força invocatória das mais poderosas entre maçons, illuminati e satanistas, ainda mais quando arranjado geometricamente na forma de um pentagrama (estrela de cinco pontas, símbolo máximo do satanismo), de preferência invertido, o que faz atrair demônios e um campo preciso de energia luciferiana.

Símbolos, aliás, presentes mas camuflados, estavam por toda parte da incendiada Catedral de mais de 850 anos, assim como estão em monumentos notáveis e obras de arte muito antigas e outras mais modernas. Por eles se estabelecem certas conexões com sociedades secretas como a maçonaria que transmitem segredos, técnicas, mensagens, profecias e conhecimentos ao longo dos tempos. O fato é que desde os tempos mais remotos, a construção dos grandes templos e catedrais sempre esteve entregue aos iniciados, membros secretos de altas cúpulas que neles deixavam gravados seus símbolos velados e também sutis mensagens que se conservaram até hoje. Conspirações são milenares. Os Illuminati escrevem a história seguindo uma Agenda pré-programada com anos, décadas e até séculos de antecedência.

Detenhamo-nos, pois, de modo mais detalhado, às principais partes que compõe a estrutura de uma catedral. Nos edifícios das igrejas e catedrais existem um ou mais recintos (cellae) cercados por pilares. Formam a nave (naos), e à sua frente encontra-se a pronaos. O termo nave em sua aplicação prática na arquitetura surge precisamente com a construção das naves das igrejas. Invariavelmente, todas elas são projetadas na forma de uma cruz, com o altar no meio. Os transeptos atravessam e traçam a planta da catedral em forma de cruz para fazer lembrar aos fiéis a cruz na qual Jesus foi crucificado. As pessoas que vêm para o culto permanecem na nave, que é o corpo principal da igreja. Hoje em dia é regra geral haver cadeiras nesse espaço,  mas por muitos séculos a nave era uma área livre onde os fiéis permaneciam de pé. A extremidade leste é chamada de abside e frequentemente é semicircular. Basicamente, numa catedral temos portanto a nave, depois o transepto e então a abside, e, ao redor desta, a grade do coro. A abside é circundada por uma galeria, chamada deambulatório. À meia altura da parede da catedral ergue-se o trifório, uma passagem com arcadas.

O altar, no centro da abside, é considerado o lugar mais importante da catedral. Sua direção era dada pela posição do nascer do sol no dia do santo padroeiro. O altar original da Catedal de Notre-Dame foi construído acima da “Grotte des Druides”, que abrigava um dólmen sagrado, e era identificado com o “útero da terra”. Situado na parte leste, o presbitério ou capela-mor, é outro local onde o bispo e os sacerdotes presidem o culto.

O órgão é indispensável. A música tem sido importante na liturgia cristã há séculos. Os primeiros órgãos foram utilizados nas catedrais há mais de 1.000 anos. Dos três órgãos de Notre-Dame, o mais importante é o grande órgão, do século XV, situado na parte superior e formado por mais de oito mil tubos. O grande órgão foi preservado na Revolução Francesa graças à interpretação de músicas patrióticas inspiradas no hino nacional. A parte da catedral onde ficam os cantores é chamada de coro. Este e o altar são separados do restante da igreja por uma divisória chamada “teia”.

O santuário é o espaço onde costuma-se guardar relíquias, objetos de especial importância religiosa como os ossos de um santo. Algumas das mais importantes na Notre-Dame são as relíquias atribuídas a Jesus: a coroa de espinhos que acredita-se ter sido usada antes da crucificação; fragmentos de madeira da cruz; e um prego do Santo Sepulcro (templo cristão em Jerusalém onde, de acordo com esta fé, ocorreu a crucificação e ressurreição de Jesus Cristo). A coroa – adquirida pelo rei Luís IX em 1238 e conservada na Notre-Dame desde 1806 -, assim como a túnica do próprio Luís IX, as duas das principais relíquias do monumento, foram salvas do incêndio, segundo o reitor da catedral, o padre Patrick Chauvet.

Um costume que se perdeu era o de se gravar labirintos sobre o piso. Algumas catedrais medievais, como a de Notre-Dame, as conservaram. Uma caminhada sobre o trajeto provavelmente representava uma peregrinação a Jerusalém, na Terra Santa, atualmente em Israel.

O labirinto na entrada da Catedral de Chartres ou Notre-Dame em Paris. (Sylvain Sonnet/Corbis)

Os vitrais, feitos de milhares de pedaços de vidro colorido, descrevem trechos da Bíblia. Suas localizações estratégicas visam fazer com que a luz penetre em determinadas horas incidindo em posições específicas, em áreas preferidas de destaque. Os três vitrais da Notre-Dame em forma de rosácea, uma das “maiores obras-primas do cristianismo”, foram feitos no século XIII por alquimistas cujas fórmulas e técnicas eram secretas e que permaneceram portanto desconhecidas. Os 84 painéis com cenas do Novo Testamento da chamada “rosa sul”, em uma das laterais, medem quase 19 metros de altura e 13 metros de diâmetro. Abaixo dessa rosácea, vitrais do século XIX ilustram 16 profetas. Há ainda os vitrais do claustro e da nave (ala central) da catedral.

Do lado externo, na parte da frente da catedral, vemos muitas estátuas retratando os apóstolos, cada uma em um nicho ou alcova individual. Dos cinco portões da fachada oeste (entrada principal), construída entre 1200 e 1250, o mais impressionante é o portão esculpido com cenas do Juízo Final e decorado com estátuas dos apóstolos.

Logo abaixo fica a entrada principal, quase sempre situado no lado oeste da catedral. Em catedrais mais antigas, ainda é possível ver a água da chuva sair do telhado através da boca de grotescas figuras de pedra chamadas gárgulas. As estátuas de gárgulas e quimeras na parte externa da Catedral, representando animais fantásticos ou monstros, típicos da Notre-Dame, foram feitas na Idade Média e têm a função estratégica de proteger as paredes do escoamento da água das chuvas.

Fotos extras do incêndio na Catedral de Notre-Dame: cenas infernais captadas pela BBC

Soa o dobre por Notre Dame

Por Dom Lourenço Fleichman OSB

Acompanhei um pouco a situação em Paris pelos jornais franceses, e me parece importante escrever para os meus fiéis e leitores do site, para lhes falar um pouco sobre esse acontecimento estranho do incêndio de Notre Dame de Paris.

Muitas catedrais, igrejas, mosteiros queimaram em incêndios antes desse. Muitos terremotos derrubaram suas flechas monumentais, como vimos hoje cair a de Paris.

Mas não posso deixar de considerar que essa destruição tem um caráter diferente. Antes do fogo destruir esta Citadela da Fé católica, há muito tempo já desaparecera o fogo que a levantara há cerca de 1.000 anos atrás.

Quando leio nos jornais os políticos falando de cultura, de Europa, de arte, não posso deixar de pensar na culpa que esses senhores têm por tudo o que foi jogado fora de civilização católica, dos mil anos da Cristandade, da Idade Média. Não posso impedir que brote no coração o ódio por essa Revolução que há 250 anos destrói o que nossos heróis construíram, para pasmo do mundo moderno, pelo simples amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, a sua Mãe Maria, e a sua Esposa, a Santa Igreja  Católica Apostólica Romana.

Não posso deixar de odiar com todas as forças da alma esse Modernismo de Vaticano II, que ainda hoje derruba as simbólicas cruzes da fé nos corações.

Na verdade o mundo moderno e a Igreja modernista não merecem esses monumentos da fé antiga, pois que a repudiaram com desprezo e violência.

Era normal que, na Apostasia Geral em que vivemos, os marcos da fé de outrora fossem desaparecendo, como destruídos foram os Sacramentos, as Orações, o Sacerdócio, as igrejas e tudo o mais que ocupava pela vida interior esses mesmos monumentos.

Mas a vida continua.

Já estão arrecadando o dinheiro da reconstrução. Muito dinheiro. Já anunciaram que reunirão os melhores artífices do mundo para refazer o que foi destruído pelas chamas. De que serve? Levantarão uma Catedral do Pluralismo revolucionário. Cantarão loas à Fraternidade universal. Incensarão a deusa Liberdade no altar da nova Notre Dame. E todos, unidos pela Igualdade sem Jesus crucificado, soltarão fogos no dia da inauguração.

No limiar da nossa Semana Santa, quando nos preparamos para o luto litúrgico pela Paixão e Morte de Cristo, soa o dobre por Notre Dame.

E mais uma vez choramos a destruição da fé.

Domingo que vem nos alegraremos com Cristo Ressuscitado, e poderemos tratar da nossa salvação eterna, nos nossos esconderijos, nas nossas catacumbas da Tradição.

Dom Lourenço Fleichman OSB (Ordem de São Bento ou Ordem Beneditina (em latim, Ordo Sancti Benedicti)sacerdote católico conservador e tradicionalista, é filho de Julio Fleichman (1928-2005), que foi presidente da tradicional associação cultural católica Permanência entre 1969 e 2003, e principal colaborador do pensador e escritor católico Gustavo Corção (1896-1978). Ordenado padre em 1980 pelo próprio Dom Marcel Lefebvre (1905-1991), arcebispo católico francês que se notabilizou pela resistência às reformas da Igreja Católica instauradas pelo Concílio Vaticano II, em 1985 foi obrigado a deixar o seu mosteiro de origem, o beneditino do Barroux, na França, devido aos acordos que Dom Gérard Calvet (1927-2008), prior desse mosteiro, fez com as autoridades do Vaticano, pois, conforme declarou, “não podia aceitar a traição que significava esse acordo, tanto no que toca a fé, quanto no que toca às obrigações morais, visto que Dom Gérard acatara a exigência de não ter mais contatos com Mons. Lefebvre”. Daí foi para o Mosteiro da Santa Cruz, em Nova Friburgo, onde esteve até 1991. Ainda escreve regularmente para o site da Permanência, fundada em 29 de setembro de 1968 por Corção e diversos intelectuais católicos egressos do Centro Dom Vital, outra tradicional associação cultural católica. A Permanência milita sem tréguas contra os inimigos da Igreja e propicia estudo e vida católicas através de publicações, cursos e atividades diversas.