50 Tons de Greys: Entrevista com Ney Matiel Pires, ufólogo pioneiro que pesquisou o caso Antonio Carlos Ferreira

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

Ney Matiel Pires em foto de Cláudio Tsuyoshi Suenaga.

Nascido em 27 de abril de 1934, desde a adolescência Ney Matiel Pires demonstrou inclinação pela natureza, sua grandeza, seus segredos e mistérios, especialmente os da astronomia. Com o seu telescópio de quatro polegadas, chegou a fotografar manchas solares. Procedia a escavações nos arredores de Mirassol (cidade do noroeste paulista, a 12 km de São José do Rio Preto e a 560 km São Paulo, onde viveria até o fim de sua vida), tendo encontrado na Formação Bauru, de idade Cretácea, ossos de dinossauros e de tartarugas, achados confirmados e classificados em 1948 por Llewellyn Ivor Price (1905-1980), um dos primeiros paleontólogos brasileiros.

Em 1952, Ney Matiel começou a se interessar pelo maior enigma do século XX: os discos voadores, suas aterrissagens, e os contatos esporádicos de seus tripulantes com nossas populações. Em 1954, com apenas 20 anos de idade, começou a atuar como professor de ciências, biologia e matemática da rede pública de ensino de Mirassol.

Em 1957 se casou com a também professora Maria de Lourdes de Faria, com quem compartilharia o entusiasmo pela ufologia e teria os filhos Lourney de Faria, nascido em 13 de janeiro de 1959, Edson de Faria, nascido em 27 de outubro de 1960, e Ana Izabel de Faria, igualmente interessados pelo Fenômeno e testemunhas de inúmeras aparições de OVNIs na região. Em 1987 nasceria o filho de Lourney, Karl Marlow Pires, assim batizado em homenagem ao médico alemão Walter Karl Bühler, um dos pioneiros da ufologia no Brasil e amigo pessoal de Ney Matiel.

Maria de Lourdes Pires, Karl Marlow Pires (filho de Lourney) e Ney Matiel Pires. Foto de Cláudio Tsuyoshi Suenaga.

Embora seu nome não conste na capa e nos registros, Pires é co-autor do Livro Branco dos Discos Voadores, escrito por Bühler. A maior parte dos casos relatados no livro foram pesquisador por Pires individualmente ou em parceria com Bühler, mas por um lapso deste, acabou não recebendo os créditos, que só foram constar em UFO Abduction at Mirassol: A Biogenetic Experiment, tradução para a língua inglesa feita pela Photo UFO Archives, de Tucson, Arizona, publicado quase que simultaneamente ao Livro Branco.

Ney Matiel Pires segurando os livros de sua co-autoria UFO Abduction at Mirassol: A Biogenetic Experiment, e Livro Branco dos Discos Voadores. Foto de Cláudio Tsuyoshi Suenaga.

Em conjunto com o parapsicólogo Álvaro Fernandes (1931-2010), presidente da Associação Ufológica Rio-Pretense Alfa (AURA) e do Instituto Braid, de São José do Rio Preto, e de Bühler, presidente da SBEDV, do Rio de Janeiro, Pires pesquisou o mais famoso caso ufológico brasileiro envolvendo contato sexual depois do de Antonio Villas Boas, o de Antonio Carlos Ferreira, sequestrado pela primeira vez na madrugada de 28 de junho de 1979, em Mirassol. Procurado por especialistas do mundo inteiro, Ney Matiel chegou a ser entrevistado pela TV Asahi (também conhecida como Tele-EX e Asa, sediada em Roppongi, Minato, Tóquio) e pela Nippon Television Network (ou Nippon TV, mais conhecida como NTV, sediada em Tóquio).

Pablo Villarrubia Mauso e eu entrevistamos Ney Matiel Pires e sua esposa nos dias 10 e 11 de novembro de 2002 na casa onde residiam no bairro São José, em Mirassol, cidade industrial do noroeste paulista, a 12 km de São José do Rio Preto e a 560 km São Paulo. Esta foi uma das últimas entrevistas concedidas por Ney Matiel, pois que viria a falecer em decorrência de câncer pouco menos de um ano depois, em 4 de novembro de 2003.

Segue abaixo a íntegra da entrevista, publicada no apêndice do meu livro 50 Tons de Greys: Casos de Abduções com Relações Sexuais, recém-lançado pela Biblioteca UFO.

Antonio Carlos Ferreira. Foto publicada por Walter Bühler em seu Livro Branco dos Discos Voadores.

P –  Como o senhor chegou ao Caso do Antonio Carlos Ferreira?

R – Em São José do Rio Preto, o farmacêutico Paulo Teixeira de Castro criou junto comigo a AURA. O primeiro caso que pesquisamos foi o de Onilson Patero. Fizemos uma regressão no Patero e uma série de estudos.

P – Logo depois que ele foi sequestrado?

R – Não, já tinha passado um bom tempo, mas não muito. O Castro era muito amigo do Wilson Lopes, o delegado de polícia aqui de Mirassol na época, que também era amigo meu mas não sabia que eu era ufólogo porque nunca tinha publicado nada. Daí porque muita gente deixava de me informar a respeito de casos na região. O delegado foi em São José do Rio Preto e se encontrou com o Castro, contando-lhe sobre o sequestro do Ferreira na Transmóveis Fafá.

P – Eu vi o lugar, um galpão amarelo, escrito Fafá.

R – É, só que não era daquele jeito.

P – O local foi totalmente modificado.

R – Modificado. Na época estava ainda em construção. Havia uma casinha velha lá onde o Ferreira ficava alojado. E como tinha muito material de construção, levantou-se a hipótese de roubo. O delegado entrou no caso, contou para o Castro, e o Castro ligou para mim me contando. Em seguida o Castro veio em casa, daí fomos falar com o delegado e assim chegamos ao caso. O Castro apenas preencheu um formulário com os dados do caso e deu por encerrada a parte dele na pesquisa. Não contente com isso, no outro dia retornei lá aparelhado com gravador, máquina fotográfica e tudo que tinha direito.

P – Foi a primeira oportunidade que o senhor teve, ainda mais por ter ocorrido praticamente ao lado de onde morava.

R – Praticamente dentro do quintal.

P – E como o caso acabou repercutindo tanto?

R – Não sei como uma repórter do jornal Diário da Região me achou aqui. Suponho que tenha sido por causa de uma nota que saiu no jornal Correio de Mirassol. Concordei em entregar a ela uma cópia do relatório que havia feito, contanto que ela publicasse do jeitinho que estava, sem modificar, acrescentar ou cortar nenhuma palavra. Ela prometeu e cumpriu. Daí o Bühler, que nem conhecia Mirassol, ficou sabendo e foi direto à redação do Diário da Região em São José do Rio Preto. E o Diário o trouxe até aqui.

P – E o investigador policial José Zanovello Neto, o Zezo?

R – O Zezo? Conheci demais.

P – Não foi ele que investigou oficialmente o caso?

R – Como policial foi, para averiguar se não havia sido roubo. Estive na casa dele e conversei com ele.

P – Como era o local do sequestro?

R – Daqui para lá era o terreno da fábrica, para cá ficavam as residências e aqui tinha uma rua. Tinha uma residência na esquina, e mais duas, a do meio era a do Antonio, a outra era a de uma moça. O Antonio saía da casa dele e trabalhava no fundo, onde seria erguida a fábrica. Havia muito material de construção.

P – A cada quinze minutos ele picava o cartão. Por que a cada quinze minutos?

R – Para não dormir. Vou explicar como funciona esse sistema. Para fazer a vigilância o guarda tem que girar. Então nos quatro cantos há um relógio de ponto que ele é obrigado a acionar, na sequência. A cada 15 minutos ele aciona uma, completando o ciclo a cada hora. Esse sistema ainda hoje é usado. É muito eficaz, pois obriga que o guarda circule e tome conta de tudo.

P – Ele disse que os seres o pegaram quando saiu do banheiro. O senhor verificou o local com o magnetômetro. Quais foram os resultados?

Antonio Carlos Ferreira em frente aos banheiros da Transmóveis Fafá, onde foi sequestrado pelos ETs. Em v, seta apontando uma coluna metálica. Foto publicada por Walter Bühler em seu Livro Branco dos Discos Voadores.

R – Tinha chegado um carregamento de vigas de aço para fazer a estrutura metálica. Medi a radiação das vigas e constatei um campo magnético bem intenso. Esperei chegar outro carregamento, da mesma procedência, para tirar a dúvida. Fui lá medir, e dessa vez os índices estavam normais.

O magnetômetro, sendo usado por Ney Matiel Pires para medir o magnetismo (5 Gauss) de uma das colunas metálicas, em foto publicada por Walter Bühler em seu Livro Branco dos Discos Voadores, e o magnetômetro original sendo segurado por Pires, que ainda o guardava consigo, em foto de Cláudio Tsuyoshi Suenaga.

P – O senhor montou até uma tabela com todos os índices que encontrou.

R – Exatamente.

P – E quase todas as medições estavam acima da média.

R – Quase todos.

A nave descrita por Antonio tinha a forma de um forno a lenha. Desenho publicado em Livro Branco dos Discos Voadores.

P – O Ferreira foi levado para cima em um facho de luz?

R – Os seres projetaram uma luz que o fez flutuar. Ele não punha o pé no chão, tal como os seres, que também flutuavam. Aí entraram nessa nave que tinha a forma de um forno a lenha, desses de sítio, e que também lembrava um iglu de esquimó. E havia uns banquinhos dentro da nave. E de lá foram para a nave maior.

O guarda Antônio Nascimento, que viu o Disco Voador sobre o terreno da fábrica Fafá. Antônio estava então num terreno contíguo (a Leste daquela fábrica). Foto de Walter Bühler, in Livro Branco dos Discos Voadores.

P – Houve um outro guarda chamado Antonio Nascimento que também viu o OVNI que levou o Ferreira por ocasião do primeiro sequestro.

R – Era guarda da fábrica.

R (Maria de Lourdes) – Da outra fábrica.

R – Ele era guarda da fábrica ao lado da Fafá. O terreno dessa outra fábrica ficava num declive de um metro de profundidade. Esse guarda também viu, mas o barranco atrapalhou sua visão, de modo que ele não acompanhou o pouso do objeto, só a descida.

P – Ele declarou que não ligou muito paro o fato.

R – Ele disse que viu o objeto soltando uma lasca de fogo.

P – Como é que é?

R – Uma labareda, sei lá.

P – Esse guarda também era analfabeto?

R – Era.

P – A Neiva Ferreira de Oliveira foi outra testemunha.

R – Ela era vizinha do Antonio Carlos Ferreira.

P – Ela disse que a televisão dela começou a falhar.

R – Sofreu interferência.

Da esq. para a dir.: Antônio Carlos Ferreira, sua vizinha Neiva Ferreira (que testemunhou a falha do televisor), Ney Matiel Pires e Maria de Lourdes. Foto de Walter Bühler, in Livro Branco dos Discos Voadores.

P – O proprietário da Transmóveis Fafá era o Flamínio Dalul?

R – O proprietário era o Nasser Dalul, o pai dele. Ambos trabalhavam juntos.

P – Ainda estão vivos?

R – Estão.

P – E o que eles acharam disso?

R – O Nasser falou para mim que não acreditava. É um direito dele.

R (Maria de Lourdes) – O lugar foi varrido como se alguém tivesse pegado uma vassoura e feito um círculo.

P – O local ficou limpo?

R (Maria de Lourdes) – Limpinho, limpinho.

P – Um círculo, varrido?

R – Espere um pouco. Havia sido feita uma terraplanagem no local. Então ficou aquela terra vermelha, e a máquina no vai e vem foi moendo, deixando aquele pó. Quando o disco desceu, devido ao campo magnético ou ao próprio deslocamento de ar, varreu certinho.

P – A terra ficou assim durante quanto tempo?

R – Vários dias, já que não choveu.

R (Maria de Lourdes) – Um círculo perfeito.

R – Eu sempre procuro fazer correlações. Toda vez que o Ferreira era sequestrado, alguém via um OVNI aqui mesmo ou em outra cidade.

P – Todas as vezes?

R – Sempre procurava saber se alguém tinha visto. Todas as vezes que chegava uma notícia de jornal, eu ia ao local para colher o relato das testemunhas.

P – O senhor se lembra do senhor Josepe Domarco?

R – Vixi, ele quase quebrou a minha porta. É muito conhecido nosso. É proprietário da Fábrica de Móveis Domarco. É um italiano que não fala bem o português. Até hoje ele fala misturado, com sotaque macarrônico. Eu prefiro que ele fale em italiano comigo, pois se ele tenta falar em português eu não entendo. Ele fica bravo quando digo isso. Um dia ele chegou lá em casa e começou a bater na porta como se fosse um louco querendo derrubar a porta. Quando abri, ele começou a falar, ofegante: “Todo mundo da fábrica acabou de ver  um disco voador.” Fui lá e entrevistei os funcionários da fábrica. O senhor Domarco pegou um tijolo e desenhou o objeto na parede. Depois eu copiei o desenho.

P – O senhor chegou a presenciar algum dos sequestros sofridos pelo Ferreira?

R – Em um dos sequestros posteriores ao primeiro, ele trabalhava na Guarda Municipal. E o trecho que ele fazia ficava perto da casa de um amigo meu. Nesse trecho os seres o sequestraram e o devolveram na calçada bem em frente a casa desse amigo. O cachorro dele começou a latir furiosamente, não deixando ninguém dormir. Ao sair para ver o que estava acontecendo, ele encontrou o Ferreira caído. Como ele sabia da história, imediatamente telefonou para minha casa. Acordei meio dormindo, não sabia nem que horas eram. Chamei o Lourney, pegamos o carro e corremos até lá. Só depois é que fui ver a hora: 3h30 da manhã. Encontrei o Ferreira paralisado, totalmente rígido, duro como uma pedra. E gelado, tão gelado quanto uma garrafa de cerveja que acabou de sair do freezer. Qualquer parte de seu corpo que tocava sentia gelado, menos o rosto. Pus a mão na testa dele e a temperatura estava normal.

R (Maria de Lourdes) – Ele havia sido levado a bordo do disco.

R – Tentava dobrar a perna dele mas não flexionava, estava tudo rígido. Era uma rigidez fabulosa. Na pressa não levei a câmera, senão podia ter fotografado o Ferreira naquele estado. Só depois de uma hora é que o corpo dele começou a aquecer. Foi aquecendo aos poucos. Eu punha a mão nele e notava que ele já começava a se movimentar.

R (Maria de Lourdes) – O Toninho até pôs um cobertor nele.

R – Tão gelado que estava, trouxe cobertor da casa dele para cobrir o Ferreira. E da outra vez ele trabalhava de guarda em uma fábrica de colchões, uma rua abaixo da Fafá. Acho que era um sábado ou domingo. O chefe dos guardas, um tal de Osmar, tinha um escritório no centro da cidade. Eu nem sabia que o Ferreira estava de guarda nesse local. Quando ele percebeu a aproximação dos seres, ele pegou o telefone e discou para esse Osmar dizendo que aquele negócio do qual todos riam e debochavam estava vindo para pegá-lo. Mal falou isso, a ligação caiu. A sala era pequena, não tinha nada, apenas uma escrivaninha e um armarinho com antiácido e comprimidos para dor de cabeça. O Ferreira tinha levado a marmita dele, que estava quente ainda, por isso devia ser por volta das 22 horas. O Osmar veio então à minha casa e me avisou que o Ferreira estava sendo levado. Ele estava de moto e eu montei no banco atrás dele. Ao chegarmos lá, encontramos o coturno, o boné e a arma dele no chão e sentimos um forte cheiro de ozônio. Não dava para aguentar ficar lá com aquele cheiro. Havia também uma marca de queimado na porta. O Ferreira disse depois que os seres haviam aberto a porta com uma espécie de luz, ou seja, a luz puxou a porta e ela se abriu sozinha, deixando uma marca de queimado onde a luz atingiu, tal como ocorreria com a camisa dele em um outro sequestro. A porta era de ferro, e o chão estava todo marcado também. O Osmar perguntou o que deveria fazer. Aconselhei-o de que colocasse um substituto porque tão cedo o Ferreira não retornaria. E não deu outra, aquele foi o sequestro mais demorado até aquela data. Cansei de ficar lá esperando e antes de ir embora pedi ao guarda substituto que me telefonasse assim que o Ferreira fosse devolvido. Já eram quase 18 horas quando o guarda me telefonou: “Professor Ney, tem uns meninos aqui dizendo que ele está caído atrás de um terreno baldio aqui perto.” Pedi a Lourdes que fosse comigo. Peguei o carro, corri para lá e o encontrei do mesmo jeito que da outra vez: rígido, com o corpo gelado e o rosto quente.

P – Só a cabeça estava quente.

R – Só a parte do cérebro aqui.

P – Não tinha nenhuma marca no corpo dele?

R – Nenhuma.

R (Maria de Lourdes) – A marca fizeram no primeiro sequestro.

R – No primeiro sequestro é que fizeram aquela marca nele, mas depois não.

P – O senhor não o levou para ser examinado por algum médico?

R – Não, eu preferi analisá-lo através de uns métodos que estavam em voga na época. Um deles era fotografar usando lâmpadas infravermelha e ultravioleta de modo a captar detalhes que passavam despercebidos. Foi difícil comprar essas lâmpadas porque eram controladas pelo Exército. Um amigo de São José do Rio Preto é que me arrumou. Eu bati a foto iluminando o Ferreira com essas lâmpadas mas não captei nada.

P – O Ferreira disse que apareceram manchas amarelas no corpo dele depois do primeiro sequestro.

R – Não eram bem manchas amarelas, eram manchas claras. Mas aquilo podia ser uma reação qualquer do corpo dele.

P – E aquela marca de picada de agulha?

R – Ficou a marca porque tiraram sangue dele muitas vezes.

P – Como era o aparelho que os seres usaram para tirar o sangue dele?

R – Isso ele não viu, só sentiu quando tiraram o sangue. Ele se lembra bem de um líquido que davam para ele beber, um troço meio grosso, meio amarronzado, que tinha um gosto parecido com o da laranja.

R (Maria de Lourdes) – Era tão nutritivo que ele nem precisava comer.

P – É mesmo? Sustentava?

R (Maria de Lourdes) – Ele bebia aquilo e não sentia mais fome. Ocorreram tantos episódios extraordinários… Ney, como foi aquela vez que ele viu a Terra pequena?

R – Na regressão hipnótica, indaguei a ele sobre o céu e os astros, já que durante mais de trinta anos havia sido astrônomo amador. Eu lhe perguntava: “Você não está vendo nada no céu? Olhe para o céu, para a estrela tal.” E ele dizia que estava vendo uma estrela maior, mas era o nosso Sol, porque da Lua o nosso Sol fica bem diferente do que vemos aqui. Ele viu uma estrela grande com uma cor diferente da que é conferida pela nossa atmosfera. E lá para as tantas, perguntei: “Você não viu nada no céu?” Ele respondeu: “Vi, tem uma bolona azul do tamanho de um Fusca.” Ele estava vendo a Terra mais ou menos na proporção que se vê de lá.

R (Maria de Lourdes) – O que ele viu lá foi extraordinário. Aqui ele mal andava de bicicleta, aliás fomos nós que demos uma bicicleta a ele. Lá ele pilotava a nave dos ETs.

P – Mas ele fez curso de pilotagem?

R – Não, os seres é que o induziram.

P – O Ferreira não teria visto um clone dele lá?

R – E numa época em que clonagens não estavam em voga. Ele falava para mim que ele via ele mesmo lá. “Mas como é que você vê você?”, perguntava. Eu não conseguia entender aquilo. Só quando se começou a falar de clonagens é que eu liguei os fatos.

R (Maria de Lourdes) – O Patero também viu um clone dele na nave.

P – Isso muito antes dessa onda de clonagem.

R– O Patero veio várias vezes nos visitar, era um grande amigo meu.

P – Ele não viu um disco voador em 1979 quando esteve em Mirassol?

R – Ele viu na outra casa em que morava. Foi engraçado. Naquele tempo eu fumava, era magro. Depois que parei de fumar é que engordei. Pedi ao meu filho Lourney que fosse comprar um pacote de cigarros para mim. Comprava de pacote, porque só um maço era pouco. Ele foi ao bar e lá encontrou o Patero junto com dois viajantes perguntando a todos se não sabiam onde eu morava. O Lourney o trouxe aqui e a esses dois viajantes, cada um dirigindo o seu próprio carro. O ex-prefeito, esse que viu um OVNI nos anos 50, apareceu também e quis saber do Patero como tinha sido o episódio do sequestro dele pelo disco voador. E o Patero contou novamente toda a história. Depois que o ex-prefeito foi embora, brinquei com o Patero, dizendo: “Agora só falta você ver um disco voador aqui em Mirassol.” Nisso, o meu filho Edson apontou para o céu, chamando a atenção para uma estrela que estava se movendo. Quando olhamos, a “estrela” parou. Ia falar que era satélite, mas satélite não pára. O Patero falou: “Toda vez que eu vou a algum lugar e comento o meu caso com alguém, eles aparecem. Até parece que eles estão sempre por perto me vigiando.”

P – E o cão pastor, o Hongue?

R – Morreu.

P – O que aconteceu com ele?

R – Ficou esquisito, não quis mais se alimentar.

P – Porque foi paralisado pelos ETs?

Hongue (cão de guarda), seguro pela mãe do guarda abduzido Antonio Carlos Ferreira, D. Guaraçay. Foto de Walter Karl Bühler, publicada em seu Livro Branco dos Discos Voadores. Foto original dos arquivos de Ney Matiel Pires.

R – E outra coisa. Ele perdeu toda aquela agressividade, ficou apático. Ele tinha sido adestrado na Escola de Polícia de Araraquara, treinado para atacar mesmo. Tanto é que quando os ETs paralisaram o Ferreira, o cão atacou. Mas não chegou a pegá-los, porque assim que esboçou o ataque, eles projetaram a luz, e aí ele desmontou.

P – E depois de quanto tempo ele veio a falecer?

R – Depois de uns seis meses.

P – Não teria valido a pena fazer um exame nele?

R – O problema é que essas sequelas físicas não aparecem em exame. Se um órgão qualquer é afetado, como é que um veterinário vai poder atestar que fora causado por uma luz extraterrestre? É um fenômeno físico que altera o biológico.

P – O senhor considera que possa ser microondas?

R – Considero essa e muitas outras possibilidades. Poderia ser um tipo de onda que vibra na mesma frequência do corpo e o imobiliza. Um tipo de luz paralisante. Aliás, isso vem desde a Bíblia. Há aquela passagem em que o anjo toca na perna de Jacó e o imobiliza.

P – O Ferreira era solteiro na época?

R – No primeiro contato era. Mas logo depois ele se casou. E os padrinhos foram eu e o delegado Wilson Lopes. A Maria de Lourdes foi a madrinha.

P – Então vocês ficaram amigos da família?

R – O Ferreira não saía de casa. Ele vinha até nós, não precisávamos ir atrás dele. E sempre que ele vinha em casa eu morria de rir, porque ele era muito introvertido. Eu o deixava um pouquinho de castigo. Dizia: “Senta Antonio.” Ele sentava. Passava um tempo, eu ia lá e perguntava: “Aconteceu alguma coisa Antonio?” E ele dizia: “É, o disco voador desceu.” Aí que ele começava. Era com saca-rolhas que você tinha que tirar as coisas dele.

R (Maria de Lourdes) – Faz tempo que não vemos o filhinho dele, o Fernando, que nasceu pouco depois do casamento. Hoje ele já deve estar moço.

P – Ele se casou uns seis meses depois do primeiro sequestro.

R – É, por aí.

P – E a mulher terrena dele entendeu o que aconteceu? Não houve problemas?

R – Nesse aspecto não.

P – Quantos filhos ele teve com essa mulher?

R – Só o Fernando. Quando ficou moleque, o Fernando começou a contar que via uns homenzinhos.

P – O menino também?

R – É.

P – Quantos anos ele deve ter agora?

R – Uns 22 anos.

R (Maria de Lourdes) – Ele era muito envergonhado. Nós chegávamos lá, ele se escondia.

R – O menino era pior do que o pai, se escondia de nós. Parecia um bicho.

P – O Ferreira era muito pobre.

R (Maria de Lourdes) – E analfabeto.

R – Depois é que se tornou Guarda Municipal.

P – Ele continua analfabeto até hoje?

R – Continua. Era pedreiro, mas não sei se continua sendo.

P – Sendo ele analfabeto, logicamente não lia nenhum livro de ficção científica nem nada.

R – Não. Ele disse que só uma vez tinha assistido a um filme de discos voadores na televisão.

R (Maria de Lourdes) – Ele não gostava de assistir essas coisas. E o Ney fazia questão de mantê-lo afastado de qualquer influência externa.

P – Não deixava ele assistir nem ouvir nada.

R – E como era a vida do Ferreira?

P – Ele trabalhou de servente de pedreiro por uns tempos. Morava numa casa pequenina. A casa dele toda era a metade desta sala.

Residência de Antônio Carlos Ferreira (casa dos sogros). Na foto, Ney Matiel Pires, Antônio e o filho deste, Fernando. Foto de Walter Karl Bühler, publicada em seu Livro Branco dos Discos Voadores.

R (Maria de Lourdes) – Tinha só uma janelinha de dar dó. Queríamos que os direitos autorais do Livro Branco dos Discos Voadores fosse para o Ferreira, mas o Bühler doou tudo à Casa da Mãe Solteira do Rio de Janeiro, uma entidade que ele nem conhecia. Deveria ter ajudado o Ferreira porque ele morava em condições precárias.

R – Eu falei para o Bühler doar para não dizerem que estávamos ganhando dinheiro em cima do livro.

R (Maria de Lourdes) – Ele não tinha nada. Fomos nós que demos uma bicicleta a ele.

R – A Maria de Lourdes doava roupa usada para ele. A camisa que os ETs queimaram era minha, eu é que havia dado de presente a ele. Era uma camisa que eu só havia usado uma ou duas vezes mas que não me servia mais porque como tinha parado de fumar, havia engordado uns 30 quilos.

R (Maria de Lourdes) – Ele era magrinho que nem um palito. Pesava 64 quilos.

R – Cheguei a quase 90 quilos.

P – Como a camisa do Ferreira foi queimada?

Ney Matiel Pires exibe a camisa de Antonio Carlos Ferreira, queimada pelos ETs. Foto de Cláudio Tsuyoshi Suenaga.

R – Ele se encontrava na cama dele deitado, e ao se levantar deu de cara com esse hominho que segurava um tubo e por meio dele projetava essa luz que queimou a camisa. Queimou a camisa mas não queimou a pele.

Foto da frente da camisa atingida mostrando dois dos furos. Foto de Walter Karl Bühler, publicada em seu Livro Branco dos Discos Voadores.

P – Mas por que esse hominho teria atirado nele?

R – Acho que foi uma espécie de luz paralisante, já que logo depois ele se sentiu paralisado. E o raio resvalou na folhinha, queimando parte dela. Daí o Ferreira foi sequestrado, tirado de dentro da casa.

Nas fotos de Walter Bühler, publicadas em seu Livro Branco dos Discos Voadores, O calendário chamuscado e os detalhes das três folhas atingidas. Em foto de Cláudio Tsuyoshi Suenaga, Ney Matiel Pires exibe a folhinha de Antonio Carlos Ferreira, queimada pelos ETs.

P – O senhor confirma que os seres descritos pelo Ferreira eram verdes?

R – A pele era verde.

Desenhos falados, feitos por Ney Matiel Pires, sobre o caso de Antonio Carlos Ferreira. Ufonauta de uniforme, fora do Disco Voador. Note o emblema no uniforme do ufonauta. Em 5, ufonauta de pele verde. Em 6, ufonauta de pele marrom. Desenhos publicados em Livro Branco dos Discos Voadores, de Walter Karl Bühler.

P – O João Rodrigues Silva também disse que os seres eram verdes. Dentro da ufologia há esse estereótipo do humanóide verde, que até ficou como uma pecha, uma espécie de marca, de nomenclatura, ou seja, chamar os ETs de homenzinhos verdes.

R – Isso porque ainda não maduraram.

P – Mas até que ponto esses seres verdes não poderiam estar correlacionados com essa tendência de muitos considerarem eles como seres verdes? Ou o senhor acha que os seres eram mesmo dessa cor?

Desenho de Antonio Carlos Ferreira mostrando a ufonauta feia de cabelo vermelho, publicado em Livro Branco dos Discos Voadores.

R – Bom, eu tenho a descrição dele sob hipnose, então creio que realmente os seres eram verdes. Já essa mulher com quem ele manteve relações sexuais não tinha a pele verde, e sim marrom. Ela era diferente. O cabelo era ligeiramente avermelhado.

P – Na sua opinião, qual seria a natureza desses seres?

R – Posteriormente cheguei à conclusão de que os seres eram robôs.

P – Quando foi a última vez em que o Ferreira foi sequestrado?

R – Em 1986, num sábado. Ele ficou sumido das 10h30 às 18 horas, aliás foi o mais longo de todos. Todos os outros aconteceram à noite ou de madrugada, mas esse foi no período da manhã, um pouco antes do almoço.

P – O que fizeram com ele nesse período?

R – O mesmo de sempre. Deram um líquido para ele beber, tiraram amostras de sangue dele e outras coisas.

Retratos falados dos ufonautas vistos por Antonio Carlos Ferreira. Em 1, a ufonauta desnuda. Em 2 e 3, ufonauta marrom (2), verde (3), tendo ao lado os respectivos perfis da cabeça. Em 4 e 5, os robôs andróides, frontal (4) e de perfil (5). Em 6, permenor do extremo do braço dos robôs, conforme observou a testemunha durante o primeiro encontro. Desenhos publicados em Livro Branco dos Discos Voadores, de Walter Karl Bühler.

P – Ele apresenta algum tipo de marca no corpo?

R – No primeiro contato fizeram uma marca no lado esquerdo dele, um círculo com uma espécie de cruz. Posteriormente não teve mais nada, a não ser um sinal de picada na veia.

O símbolo nos uniformes dos ETs era idêntico à suástica nazista. Desenho publicado em Livro Branco dos Discos Voadores, de Walter Karl Bühler.

P – O símbolo que o Ferreira viu não lembra uma suástica?

R – Lembra. É estranho.

R (Maria de Lourdes) – Ele tinha sido orientado pelos seres a bordar aquele símbolo em todas as roupas dele. Aí o Ney ia me pedir que bordasse quando lhe falei: “Ah não, não vem que não tem.” Eu não tinha tempo. Vivia numa correria danada. Aí como não tinha tempo de bordar na roupa, o símbolo apareceu no peito dele. Você se lembra disso Ney?

R – Não era bem uma tatuagem porque depois de um tempo sumiu. Tinha sido gravado com uma técnica desconhecida, que não usava tinta. A marca foi feita diretamente na pele. O local estava como que queimado, um pouco mais escuro do que a pele. Bati uma foto com a luz ultravioleta e o infravermelho mas não captei nada.

P – O Ferreira era fácil ou difícil de ser hipnotizado?

R – Às vezes era difícil. Um dia peguei o Álvaro Fernandes e dei uma dura nele. Não estava aceitando a forma como ele conduzia a regressão, pois o Ferreira estava falando coisas, mas em estado semiconsciente. Numa outra sessão, o Fernandes deixou o Ferreira totalmente inconsciente e se retirou da sala junto com os demais. Só ficaram o Bühler e eu. Comecei a fazer as perguntas para o Ferreira, ao mesmo tempo em que sentia uma coisa esquisita, um mal-estar, como se estivesse sendo observado. E o Bühler nada de fazer perguntas. De repente, o Ferreira desatou a se lembrar de tudo, da caverna com as naves, inclusive das naves de guerra, e de ter ido até a Lua, onde os seres tinham uma base. Em suma, foi a melhor sessão de todas. Fiquei besta de ver até onde foi essa regressão. Foi uma pena que os demais não estivessem presentes.

Antonio Carlos Ferreira sendo hipnotizado por Walter Karl Bühler, Ney Matiel Pires e Álvaro Fernandes. Em 1, a gravação da regressão ao episódio. Foto publicada em Livro Branco dos Discos Voadores. Foto original dos arquivos de Ney Matiel Pires.

R (Maria de Lourdes) – Cheguei lá mas a porta estava fechada, não quis interromper. Foi nesse dia que você perguntou por que ele havia sido escolhido?

P – O que ele respondeu?

R – Que ele tinha capacidade.

P – Ele teria desenvolvido alguma capacidade paranormal?

R – Talvez, a capacidade seria essa.

P – Ele falava de fenômenos que aconteciam espontaneamente na casa dele.

R – Aconteciam várias vezes, pelo menos era o que ele contava. Ele alegou também que chegava a tomar choque quando punha a mão em umas placas de metal da rua, enquanto o colega dele não sentia nada. Ele também falava que puseram um negócio no braço dele. E quando coloquei o magnetômetro sobre o braço, a agulha oscilou.

P – Ele exagerava algumas vezes?

R – Não. De qualquer forma, eu estava sempre com um pé atrás.

P – O senhor era o mais céptico do grupo?

R – Mais céptico não digo, metódico sim. Queria saber todas as minúcias.

Eventos ligados à tarde de sessão de hipnose de Antônio Carlos Ferreira. Em 3, a assistência da sessão: D. Geny Lisboa, Paulo de Castro, Ney Matiel Pires e Maria de Lourdes, Álvaro Fernandes, Walter Bühler e Lourney de Faria Pires. Foto publicada em Livro Branco dos Discos Voadores.

P – E o Álvaro Fernandes?

R (Maria de Lourdes) – O Fernandes não se envolvia com ufologia.

P – Não se envolvia?

R – Não, ele era apenas um parapsicólogo.

R (Maria de Lourdes) – Ele não sabia praticamente nada de ufologia. Mas era ótimo parapsicólogo.

P – Excelente hipnólogo.

R – Mas ele não tinha fundado o grupo AURA em São José do Rio Preto?

P – Não, ele não.

R (Maria de Lourdes) – Foi o Paulo de Castro, dono de uma farmácia.

R – A idéia foi do Castro. Meu filho era amigo do filho dele, o Paulão. O Castro então me convidou para formar um grupo de ufologia junto com ele. E na primeira reunião do grupo, o Patero esteve presente. O Patero contou a história de seu sequestro que já conhecíamos pela imprensa e a partir de então começamos a nos reunir. Eu cuidava da parte de pesquisa. Depois a coisa esfriou um pouco, aí eu fiquei no meu canto, nunca mais apareci por lá. Há uns quatro anos atrás, quando o editor da revista UFO Ademar José Gevaerd esteve por aqui, ele foi dar uma palestra lá e telefonou para mim: “Ô Ney, eu estou aqui. Vem se encontrar comigo.” E acabei indo. Lá encontrei de novo a turma usando a camiseta do grupo AURA, agora sob o comando do Álvaro Fernandes. Soube então que ele que havia reativado o grupo.

P – Havia muita gente mística no grupo?

R – Havia. Sempre há.

P – Certa vez, lá pelo ano de 1988, eu vi o Ferreira num programa de televisão do Ney Gonçalves Dias, na TV Bandeirantes.

R – Pelo que eu fiquei sabendo, ele foi só a esse programa e mais tarde a um outro. Das duas outras vezes que tentaram levá-lo eu não deixei. Na terceira vez eu estava lá no Rio de Janeiro quando quiseram levá-lo. Aí meu filho me telefonou, me contou o que estava acontecendo, e eu telefonei para o delegado Wilson Lopes, que tinha muita influência sobre o Ferreira, e pedi que não deixasse que ele fosse. Tentei evitar ao máximo que o expusessem na televisão, mas numa dessas vezes o Álvaro Fernandes conseguiu levá-lo, que foi essa que você mencionou, na TV Bandeirantes. E lá na Bandeirantes o ridicularizaram. Chegaram a cortar o microfone quando tentou falar. Ele nem percebeu o ridículo a que foi exposto, tão inocente que era, coitado. Mas parece que pelo menos deram um cachezinho para ele.

P – Qual foi a última vez que os senhores viram o Ferreira?

R – Desde que nos mudamos para esta casa, há uns três anos. Quando eu era químico da Estação de Tratamento de Água aqui de Mirassol e morava na outra casa que ficava na rua João Caetano de Almeida, o Ferreira sempre ia lá quando ocorria alguma emergência. Mas depois que nos mudamos, perdemos o contato com ele. E o Ferreira deixou a primeira mulher e se casou com outra, e essa outra não quer nem ouvir falar em OVNI. Quando chega uma turma de pesquisadores lá, principalmente se tem uma mulher bonita no meio, ela fica se mordendo.

Reservatório de água de Mirassol, em formato de disco voador.

R (Maria de Lourdes) – O Ferreira tinha um péssimo gosto para mulheres. Vai gostar de mulher feia assim lá longe. A primeira mulher dele, a Jandira, era dez anos mais velha do que ele, muito feia, horrível.

P – Era parecida com a mulher extraterrestre com quem ele manteve relações sexuais?

R (Maria de Lourdes) – Não, a extraterrestre era mais bonita.

R – Resumindo. Aquela mulher espantava os ETs, de tão feia que era.

R (Maria de Lourdes) – A mulher-ET tinha cheiro de peixe.

R – Não era ela. Era o óleo que passavam no corpo dele que tinha esse cheiro esquisito. Em todos os casos em que ocorreram relações sexuais há menção a esse óleo.

P – Qual seria a finalidade desses seres? O senhor teria alguma teoria?

R – Creio que eles vêm nos acompanhando desde a Pré-história, desde o aparecimento do homem, e que portanto são os responsáveis diretos pela nossa evolução. Eles seriam o tal do elo perdido que os cientistas procuram.

P – O senhor é da mesma linha do Bühler, que acreditava que os ETs eram bonzinhos?

R – Pode ser que haja alguns tipos bonzinhos. Mas há outros que são agressivos, que só querem nos usar como se fôssemos objetos.

Ney Matiel Pires com uma pedra de galena. Foto de Cláudio Tsuyoshi Suenaga.

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