Há 50 anos, Myron Fagan já expunha os planos dos Illuminati para um Governo Mundial

Compilação de textos por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

Entre 1967 e 1968, o roteirista, produtor e diretor de teatro e cinema norte-americano Myron Coureval Fagan (1887-1972) gravou três LPs intitulados The Illuminati and the Council on Foreign Relations (Os Illuminati e o Conselho de Relações Exteriores), nos quais apontava a ONU como o ponto crucial da grande conspiração para a implantação de um governo mundial ditatorial que seria antecedida, necessariamente, pela destruição da soberania dos Estados Unidos e de todos os governos e religiões existentes.

Ardoroso anticomunista, no final dos anos 40, antes mesmo de passar a colaborar ativamente com o Comitê de Investigação de Atividades Antiamericanas do Senado (criado em 1952), Fagan lançou uma cruzada solitária, antecipando-se ao senador Joseph McCarthy, contra o que ele clamava ser uma “Conspiração Vermelha em Hollywood”. Em seus boletins Hollywood Reds are On the Run, publicava listas com nomes de atores e outros profissionais do ramo que ele julgava estarem a serviço da subversão comunista.

O completo desconhecimento do público a respeito se deveria ao controle absoluto de toda a mídia, especialmente da televisão, do rádio, da imprensa e da indústria hollywoodiana pelos Illuminati. Fagan retomava em pleno século XX a linha conspiratória do abade jesuíta Augustin Barruél (que em 1797 publicou o seu Mémoires Pour Servir à l’Histoire du Jacobinisme (Memórias Ilustrativas da História do Jacobinismo) e do maçom e físico escocês John Robison, professor de história natural na Universidade de Edimburgo [que simultaneamente a Barruél começou a publicar o seu Proofs of a Conspiracy Against All the Religions and Governments of Europe, Carried on in the Secret Meetings of Freemasons, Illuminati and Reading Societies (Provas de uma Conspiração Contra Todas as Religiões e Governos da Europa, Exercidas nas Reuniões Secretas dos Maçons, Illuminati e Sociedades de Leitura)] ao acusar Weishaupt de ter ordenado que os Illuminati, financiados pelos Rothschilds e incógnitos sob vários nomes e disfarces, fomentassem as guerras coloniais a fim de enfraquecer o Império Britânico e fazer irromper a Revolução Francesa, ao mesmo tempo em que se infiltrassem nas lojas da Maçonaria Azul e formassem suas próprias sociedades secretas dentro de todas as sociedades secretas.

Seguem abaixo as transcrições traduzidas dos principais trechos de Os Illuminati e o Conselho de Relações Exteriores):