NASA admite que não existem fotos reais da Terra e que o Blue Marble é só mais uma imagem composta

Um dos argumentos mais recorrentes dos terraplanistas para contestar a esfericidade da Terra é o de que “todas as imagens da Terra são falsas”. São mesmo? Chega a ser espantoso que a NASA, com todo o seu aparato, cabedal e recursos, não apresente uma única foto real da Terra, seja com suas sondas ou missões tripuladas. Bastaria uma única foto incontestável da Terra inteira para que ficasse provado em definitivo que ela é de fato um globo. As gritantes diferenças entre as “fotos” da Terra divulgadas pela NASA se devem ao fato de que nenhuma das “fotos” é de fato uma foto, na acepção da palavra, como a própria NASA admite, e a diferença entre elas não se deve tanto à maneira de como foram tiradas, e sim o que foi feito a elas depois que foram tiradas. São todas imagens compostas feitas de muitas fotos individuais tiradas por alegados satélites de órbita muito baixa. Nesta matéria faço uma breve revisita às imagens da Terra, desde a primeira, obtida em 1935, até o Blue Marble de 2017.

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

Sempre que uma nova imagem da Terra vista do espaço é divulgada pela NASA, teóricos da conspiração mais extremados, refiro-me aos terraplanistas, apontam nela uma série de incongruências, como a de que os continentes (principalmente a América do Norte) parecem ter um tamanho diferente das fotos anteriores, e invariavelmente classificam-na como mais uma “composite image” (imagem composta), obtida com a colagem de milhares de fotografias de satélite de regiões do planeta.

O segundo argumento é válido, mas o primeiro é um equívoco que deriva do mal-entendido sobre a perspectiva. Qualquer um pode constatar isso bastando que se aproxime e se afaste de um globo terrestre. Uma pequena variação na distância irá fazer com que os continentes pareçam maiores ou menores. Note que a parte do globo no Norte, como também está muito mais próxima do seu olho (em relação às bordas), irá parece maior, como se estivesse “inflando”. Esclarecido isso, deixemos portanto de lado o primeiro argumento e nos concentremos no segundo.

Foto: metadebunk.org

Das primeiras imagens da Terra ao Blue Marble da NASA: Qual é, afinal, a real aparência de nosso planeta?

A primeira imagem de boa qualidade da Terra inteira foi tirada em 7 de dezembro de 1972 pela tripulação da Apollo 17 (Eugene Cernan, Ronald Evans e Harrison Schmitt), a sexta e última missão tripulada à Lua, quando se encontrava a caminho desta entre 29.000 e 32.000 quilômetros da Terra. A imagem de 1972, tirada cerca de 5 horas e 6 minutos após o lançamento da Apollo 17 e cerca de 1 hora e 54 minutos após a sonda deixar sua órbita estacionária ao redor da Terra, para iniciar sua trajetória até a Lua, se tornou icônica, uma das mais amplamente distribuídas da história da humanidade, e continua sendo a última mostrando a Terra como um todo tirada por astronautas no espaço.

imagem é uma das poucas a mostrar um disco terrestre quase totalmente iluminado (ligeiramente giboso), pois os astronautas tinham o Sol atrás deles quando tiraram a imagem. Para os astronautas, a Terra tinha a aparência e o tamanho de uma “bolinha de gude azul” ou “mármore de vidro azul” (“blue marble”), daí o nome.

A primeira imagem chamadaBlue Marble (“Bolinha de Gude Azul”), tirada pela tripulação da Apollo 17 em 1972. Foto: NASA.

Esta foi a primeira imagem chamada “Blue Marble”, embora houvessem imagens semelhantes tiradas antes, como a de 1967 pelo satélite ATS-3.

A primeira fotografia colorida da Terra inteira (hemisfério ocidental), tirada do satélite ATS-3 da NASA em 10 de novembro de 1967.

Fotos da Terra do espaço já haviam sido tiradas por foguetes na década de 1940 e satélites nas décadas de 1950 e 1960. No entanto, essas fotos capturaram apenas partes da Terra, em oposição a uma visão completa do planeta.

Em 1946, pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial e onze anos antes do Sputnik inaugurar a Era Espacial, cientistas como John T. Mengel (1918-2003), pioneiro da NASA que depois supervisionou o Programa Vanguard, começaram a experimentar foguetes V-2 alemães capturados. Mengel conduziu experimentos na atmosfera superior lançando os foguetes em órbita próxima à Terra. Ele projetou e fabricou a primeira concha de nariz para substituir a ogiva V-2 e começou a colocar câmeras, desenvolvidas pelo engenheiro Clyde Holliday, na concha de nariz.

Em 24 de outubro daquele ano, um grupo de soldados e cientistas no deserto do Novo México obtiveram as primeiras fotos da Terra em altitudes superiores a 105 quilômetros no espaço. As fotos granuladas em preto e branco foram tiradas por uma câmera cinematográfica de 35 mm montada em um míssil V-2 lançado na base de mísseis em White Sands.

Uma das fotos da Terra tirada em 24 de outubro de 1946 a uma altitude superior a 105 quilômetros dentro do Programa Small Steps. Crédito: White Sands Missile Range / Applied Physics Laboratory.

Mais de mil fotos da Terra, de altitudes de até 160 quilômetros, foram tiradas de V-2 dentro do Programa Small Steps entre 1946 e 1950. As fotos, geralmente mostrando grandes extensões do sudoeste norte-americano, apareceram nos jornais e foram examinadas por cientistas do Departamento de Meteorologia dos EUA.

Esta foto inaugurou uma prática que se tornaria usual, o da composição, pois os quadros do filme tiveram que ser “costurados”.
Aqui é apresentado o mesmo conjunto de imagens, tornando o panorama completo.

Antes de 1946, as únicas imagens da superfície da Terra eram as do balão tripulado Explorer 2, que subiu a 21 quilômetros de altitude em 11 de novembro de 1935, alto o suficiente para discernir a curvatura da Terra. De tão discreta, essa curvatura é questionada pelos terraplanistas, que, por sua vez, tomam essa foto antes como uma evidência de que a Terra é plana. Lançado às 4 horas da manhã de Rapid City, Dakota do Sul, o balão de pano de borracha inflado de hélio transportava uma tripulação de dois homens composta pelos capitães do Exército dos EUA Albert W. Stevens e Orvil A. Anderson, dentro de uma cabine esférica e selada. A tripulação pousou em segurança perto de White Lake, Dakota do Sul, às 16h13, e ambos foram aclamados heróis nacionais. Os instrumentos científicos carregados na gôndola trouxeram informações úteis sobre a estratosfera. O recorde de altitude de voo tripulado estabelecido por essa missão financiada pelos membros da Sociedade Geográfica Nacional, permaneceu por 21 anos e só foi quebrado em 1956 pelo piloto capitão da Força Aérea Ivan Kincheloe ao voar com um Bell X2 a uma altitude de 126.465 metros.

Este balão da National Geographic Society – Army Air Corps, estabeleceu um recorde mundial de altitude de 72.395 pés em 11 de novembro de 1935. As imagens mostram várias vistas da gôndola Explorer 2 no local de pouso, pessoal do CCC, Exército e Sociedade Geográfica Nacional, e o balão sendo dobrado em um pano de chão. Foto: US National Archives and Records Administration.

Esta fotografia tirada pelo Explorer 2 no pico da subida foi a primeira a mostrar a curvatura da Terra contra a escuridão do espaço, com um horizonte a mais de 480 quilômetros de distância. A curvatura pode ser percebida em relação a linha preta.
Entretanto, se traçarmos uma linha vermelha sobre a tal “curvatura”, iremos constatar que ela corresponde a um horizonte plano, inclinado a 0,66 graus na horizontal.

Em 5 de outubro de 1954, durante um lançamento no Novo México, uma câmera montada em um foguete Viking, desenvolvido a partir de 1946 pelo NRL (United States Naval Research Laboratory) e projetado e construído pela Glenn L. Martin Company, tirou a primeira foto de um furacão e uma tempestade tropical de altitudes de até 160 quilômetros. A imagem abrangeu uma área com mais de 1.600 quilômetros, incluindo o México e as áreas do Texas e Iowa. Essa também foi a primeira imagem em cores naturais da Terra. O sucesso alcançado pelo NRL nesta série de experimentos, o primeiro a medir temperatura, pressão e ventos na atmosfera superior e a densidade de elétrons na ionosfera, bem como a registrar os espectros ultravioletas do Sol, encorajou os cientistas do Laboratório a acreditar que, com um motor mais potente e a adição de estágios superiores, o foguete Viking poderia ser transformado em veículo capaz de lançar um satélite terrestre.

A imagem da Terra obtida pela Viking 11 em 1954.

Em 1º de abril de 1960, bem no Dia da Mentira, o TIROS-1 tornou-se o primeiro satélite meteorológico de órbita terrestre baixa bem sucedido, bem como o primeiro desse gênero a tirar uma foto da Terra, fornecendo novas informações sobre sistemas de nuvens, incluindo formações espirais associadas a grandes tempestades. Lançado pela NASA e outros parceiros em um foguete Thor-Able a partir da Estação da Força Aérea do Cabo Canaveral, o TIROS-1 também foi o primeiro de uma série chamada de Television Infrared Observation Satellites.

Em 1º de abril de 1960, bem no Dia da Mentira, o TIROS-1 tirou esta foto da Terra com seus sistemas de nuvens.

Em 23 de agosto de 1966, o Lunar Orbiter 1 da NASA tirou a primeira foto da Terra da órbita da Lua. A sonda foi projetada para fotografar a superfície lunar de modo a que se escolhesse locais seguros para os pousos das sondas Surveyor e das missões do Programa Apollo. Foi também projetada para recolher amostras de radiação, intensidade e impactos de micrometeoritos. A Lunar Orbiter 1 foi lançada em 10 de agosto de 1966 de Cabo Canaveral para uma missão que durou 80 dias.

A primeira foto da Terra da órbita da Lua, tirada em 23 de agosto de 1966 pela sonda Lunar Orbiter 1 da NASA.

A primeira foto colorida e em alta resolução do nascer da Terra (Earthrise) na Lua foi tirada pelo astronauta William Anders em 24 de dezembro de 1968 durante a missão Apollo 8. Nela, a Terra surge parcialmente na sombra, vendo-se em primeiro plano a superfície lunar. Chamada justamente de Earthrise, esta foto (AS8-14-2383HR) foi considerada uma das mais influentes já tiradas, tanto que em 2003 a revista Life listou-a entre as 10 Fotografias que Mudaram o Mundo.

O nascer da Terra visto da Lua em foto tirada pela Apollo 8.

Uma imagem ainda mais icônica do que a do Blue Marble de 1972, de cores mais vivas, foi divulgada pela NASA em 2002. O Blue Marble 2, vamos chamá-lo assim, é tão familiar para nós em parte porque era a imagem padrão do primeiro iPhone.

O Blue Marble 2 de 2002. Fonte: NASA.

O que o tornou ainda mais interessante para nós, é que alguns conspiracionistas de olhos aguçados descobriram nele “anomalias”, especificamente nuvens duplicadas, o que levou a acusações de que não apenas a imagem do Blue Marble 2 é falsa, mas também de que a imagem original da Apollo 17 (Blue Marble 1) também é falsa. Isso, por sua vez, levou alguns a questionar se tudo o que a NASA fez e faz é falso.

A NASA explica assim o Blue Marble 2: “Esta imagem espetacular de ‘Blue Marble’ é a imagem em cores verdadeiras mais detalhada de toda a Terra até hoje. Usando uma coleção de observações por satélite, cientistas e visualizadores juntaram meses de observações da superfície terrestre, oceanos, gelo marinho e nuvens em um mosaico sem costura e de cores reais de cada quilômetro quadrado (386 milhas quadradas) do nosso planeta. Essas imagens estão disponíveis gratuitamente para educadores, cientistas, museus e público. Muitas das informações contidas nesta imagem vieram de um único dispositivo de sensoriamento remoto – espectroradiômetro de imagem com resolução moderada da NASA, ou MODIS (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer). Voando a mais de 700 km acima da Terra a bordo do satélite Terra, o MODIS fornece uma ferramenta integrada para observar uma variedade de características terrestres, oceânicas e atmosféricas da Terra. As partes terrestres e costeiras dessas imagens são baseadas em observações da superfície coletadas de junho a setembro de 2001 e combinadas ou compostas a cada oito dias para compensar as nuvens que podem bloquear a visão da superfície do sensor em um único dia… A imagem da nuvem é composta de dois dias de imagens coletadas em comprimentos de onda de luz visível e um terceiro dia de imagens de infravermelho térmico sobre os pólos. As luzes globais da cidade, derivadas de 9 meses de observações do Programa de Satélite Meteorológico da Defesa, são sobrepostas a um mapa escuro da superfície terrestre. A NASA criou essa imagem para exibir compostos globais de alta resolução do MODIS. Os dados da superfície terrestre foram adquiridos de junho a setembro de 2001. As nuvens foram adquiridas em dois dias separados – 29 de julho de 2001, no hemisfério norte, e 16 de novembro de 2001, no hemisfério sul. As imagens foram renderizadas em Electric Image e compostas no Adobe Photoshop no final de janeiro de 2002.”

Em outras palavras, a NASA está dizendo que o Blue Marble 2 não é uma foto . Em vez disso, a imagem é uma combinação composta de muitas “observações baseadas em satélite” (o que quer que isso signifique), que foram “costuradas” (o que quer que isso signifique) por cientistas e “visualizadores” (o que isso significa?).

Em outras palavras, o Blue Marble 2 é uma farsa – o que explicaria as nuvens duplicadas.

Aqui está uma admissão de Robert Simmon, um dos “visualizadores” que “costuraram” o Blue Marble 2, conforme relatado por David Yanofsky em seu artigo (“The guy who created the iPhone’s Earth image explains why he needed to fake it”) de 28 de março de 2014 para a Quartz: “O cara que criou a imagem do iPhone na Terra explica por que ele precisava fingir: Como se vê, muito do que se pode assumir sobre essa bela imagem não é verdade… Na verdade, não é uma fotografia da Terra. E aquela escuridão ao seu redor? Também não é o espaço. Simmon, visualizador de dados e designer do Earth Observatory da NASA, criou a imagem em 2002. Ele disse ao Quartz que não é uma fotografia, mas uma visualização sofisticada. Imagens da Terra podem parecer comuns, mas na verdade existem muito poucas imagens de todo o planeta. Simmon disse que o problema é que todos os satélites de observação da Terra da NASA estão em órbita baixa ou geoestacionária, o que significa que nenhum deles está longe o suficiente para ver um hemisfério completo. As imagens mais familiares de toda a Terra são das missões Apollo das décadas de 1960 e 1970 até a Lua. Tão realista quanto parece, a imagem é um composto de quatro meses de dados de luz coletados em bandas de 2.300 km (1.429 milhas) de largura, enquanto o satélite Terra da NASA orbita de polo a polo e a Terra gira sob ele. Esses dados foram então unidos e aplicados à superfície de uma bola digital e modificados no Photoshop. Simmon admite prontamente que existem inúmeras falsificações em sua imagem. A atmosfera é borrão do Photoshop. Algumas das nuvens são agrupadas usando a ferramenta clone do Photoshop para cobrir lacunas na cobertura do satélite. A área negra ao redor da terra não é o vazio do espaço. É simplesmente um fundo de cor preta em que Simmon colocou a Terra em cima. (Essa é uma prática comum, diz Simmon: a maioria das ‘fotografias’ reais da Terra – incluindo as imagens da Apollo – apresenta o planeta em um fundo preto). Simmon disse que baseou suas manipulações na realidade, ‘no sentido de que eu observei muitas imagens para ver quão espessa deveria ser, quão azul deveria ser.’ Mas, mais tarde, ele acrescentou: ‘É mais hiper-realista do que realista. Sem essas alterações, a imagem não seria muito parecida com a Terra.’ “

Dada a admissão de que o Blue Marble 2 é uma farsa, temos todos os motivos para pensar em outras mentiras e mentiras da NASA. E uma vez que todas as nossas imagens visuais da Terra vieram da NASA, pois nenhum de nós voou para o espaço para realmente ver a Terra inteira, o fato é que não sabemos de fato como a Terra é.

Em prosseguimento às sua mentiras, em 25 de janeiro de 2012 a NASA divulgou o que chamou de “a mais incrível imagem em alta definição da Terra”, tirada pelo satélite climático Suomi NPP em 4 de janeiro. Tratou-se na verdade de outra composição ou montagem a partir de fotografias digitalizadas tiradas pelo instrumento Visible Infrared Imaging Radiometer Suite (VIIRS) a bordo do satélite Suomi NPP, lançado em outubro de 2011 e renomeado em homenagem a Verner Edward Suomi (1915-1995), considerado o pai da meteorologia por satélite.

A Blue Marble 2012. Fonte: NASA.

Sob luz visível e muitos comprimentos de onda invisíveis, a NASA alega que ela e seus parceiros “científicos” estão observando o planeta inteiro todos os dias… A imagem abaixo foi capturada em 30 de março de 2014 pelo VIIRS do satélite Suomi NPP. A imagem composta do hemisfério oriental foi compilada a partir de oito órbitas do satélite e de dez canais de imagem, e depois unidas para mesclar as bordas de cada passagem do satélite. Mudanças sutis na cobertura de neve e vegetação disputam a atenção com uma camada dinâmica de nuvens que está constantemente presente e constantemente em movimento.

Em 8 de janeiro de 2015, o Himawari 8, um satélite de comunicação e meteorológico geoestacionário japonês construído pela Mitsubishi Electric, operado pelo Ministério de Terras, Infraestrutura, Transporte e Turismo (MLIT) e pela Agência Meteorológica do Japão (JMA), lançado em 7 de outubro de 2014 a partir do Centro Espacial de Tanegashima, revelou em suas fotos tiradas a uma altitude de 35.790 quilômetros, que a Terra, sem Photoshop, é cinzenta, e não azulada.

A Terra “cinzenta” fotografada pelo satélite japonês Himawari 8 em 8 de janeiro de 2015.

Em 20 de julho de 2015, a NASA divulgou outra imagem em alta resolução da Terra, alegadamente obtida de uma distância de 1 milhão de quilômetros pelo satélite Deep Space Climate Observatory (DSCOVR) em 6 de julho. A imagem não é uma fotografia propriamente, como seria de esperar, mas outro mero compósito gerado por computador pela combinação de várias fotos tiradas pelo Earth Polychromatic Imaging Camera (EPIC), ou Câmera de Imagem Policromática da Terra, uma câmera CCD de quatro megapixels.

A Blue Marble de 2015 mostra claramente algumas nuvens formando a palavra SEX. A possibilidade de as nuvens estarem alinhadas coincidentemente a ponto de formar esta palavra é altamente improvável, lembrando também das mensagens subliminares que podem ser vistas em filmes da Disney como o Rei Leão, onde coincidentemente as nuvens também formam a palavra SEX durante uma cena.

A Blue Marble de 2015. A explicação oficial dos “teóricos da coincidência” é a de que a palavra SEX é apenas uma formação de nuvens que ocorre naturalmente, assim como palavras claramente formadas, abrangendo centenas de quilômetros, se materializam aleatoriamente o tempo todo sobre nossas cabeças. Fonte: NASA.

Uma fotografia ainda mais detalhada da Terra, com uma resolução quatro vezes maior do que qualquer outra imagem do planeta já feita, obtida em 15 de janeiro de 2017 pelo satélite de monitoramento climático GOES-16, foi divulgada pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos em 24 de janeiro daquele ano.  “Essa imagem é muito mais do que uma bela foto, é o futuro da previsão e observação do clima”, afirmou em comunicado Louis W. Uccellini, diretor do Serviço Nacional de Clima da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), ou Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, organização que pertence ao governo americano.

Imagem da Terra em alta resolução, divulgada pela NOAA em janeiro de 2017.

A foto foi tirada 35.900 quilômetros acima da Terra, em uma posição chamada de órbita geoestacionária – que ocorre quando o satélite acompanha a rotação da Terra em torno da linha do Equador. Essa trajetória permite que o satélite permaneça sempre acima do mesmo ponto, monitorando as mudanças que ocorrem ao longo do tempo na atmosfera, no solo e no oceano.

Segundo a NOAA, o GOES-16 consegue captar a luz em mais comprimentos de onda, produzindo imagens com uma resolução quatro vezes maior do que os outros, e enviá-las à Terra com uma frequência cinco vezes maior. Isso significa que os cientistas receberão uma imagem nova do globo terrestre a cada 15 minutos, uma foto do território continental dos Estados Unidos a cada 5 minutos e uma nova visão de eventos climáticos, como furacões, a cada 30 segundos.

Note as gritantes diferenças entre as “fotos” da Terra divulgadas pela NASA ao longo das décadas nas imagens acima. Para começar, nenhuma dessas “fotos” é de fato uma foto, na acepção da palavra, como a própria NASA admite, e a diferença entre elas não se deve tanto à maneira de como foram tiradas, e sim o que foi feito a elas depois que foram tiradas. São todas imagens compostas feitas de muitas fotos individuais tiradas por alegados satélites de órbita muito baixa. As imagens são unidas em três dimensões e, em seguida, várias imagens projetadas são geradas pelo computador – da mesma maneira que o Google Earth cria imagens do globo a partir de várias imagens de satélite.

A imagem de 1967, por exemplo, foi tirada por uma câmera um tanto incomum pelo satélite ATS-3 que era essencialmente uma espécie de scanner colorido no espaço. Ele não tirou fotos como tal, mas “digitalizou” uma única linha na Terra toda vez que o satélite girava e depois digitalizou outra linha na próxima rotação, continuando por 2.400 linhas de digitalização para criar uma imagem completa da Terra. A sensibilidade da cor dependia dos fotomultiplicadores e, como você pode ver, resultou em um contraste muito escuro, com os oceanos parecendo quase pretos. Já a imagem de 2002 é uma imagem composta feita de várias imagens tiradas por uma câmera digital acoplada no satélite.

As imagens compostas não são fotos reais, portanto, e não passam de modelos 3D renderizados no computador.

Chega a ser espantoso que a NASA, com todo o seu aparato, cabedal e recursos providos por um orçamento bilionário, custeado pelos impostos da população, não consiga tirar uma única foto da Terra inteira, seja com suas sondas ou missões tripuladas. Bastaria uma única foto incontestável para que ficasse provado em definitivo que a Terra é de fato um globo e de uma vez por todas se tirasse de cena os terraplanistas, que com certa razão acusam a NASA de nunca terem saído da órbita baixa.

É uma afronta à nossa inteligência a NASA pretender que aceitemos as imagens da Terra por ela impostas, tão diferentes que fica-se na dúvida em qual delas acreditar.

Em qual destas “Terras” você acredita?

A Terra é esferoide, elipsoide ou geoide?

A comunidade científica, todavia, não as aceita como imagens reais, caso contrário não haveria qualquer debate ou controvérsia sobre o real formato da Terra. Pelas fotos, a Terra vista do espaço é uma esfera quase perfeita (como se acreditava na Grécia Antiga), praticamente redonda, ligeiramente achatada nos pólos. A razão é que a diferença de raio perto do Equador em comparação com os pólos é minúscula, apenas cerca de 0,3%.

O astrônomo, alquimista, filósofo natural, teólogo e cientista inglês Isaac Newton (1643-1727), com seu estudo sobre forças gravitacionais, trouxe a ideia de que em função desta força, juntamente com o movimento de rotação terrestre, a Terra teria um formato elipsoidal.

Figura geométrica formada pela rotação de uma elipse. Elipsóide de revolução.

Pouco depois, o matemático, astrônomo e físico alemão Carl Friedrich Gauss (1777-1855) concebeu a noção de que o geoide é a “figura matemática da Terra”, o formato único que a Terra possui, também achatada nos pólos e abaulada no Equador. Não seria, portanto, nem redondo nem elipsoidal, pois a Terra seria composta por estruturas geológicas diferentes, com diferentes elementos químicos. Dessa maneira, as forças gravitacionais interagem com intensidades diferentes com os diferentes elementos químicos, fazendo com que a Terra fique deformada.

A Terra seria um geoide, segundo Gauss.

No final de julho de 2015, imagens captadas pelo satélite Gravity Field and Steady-State Ocean Circulation Explorer (GOCE), ou Explorador de Circulação Oceânica e Campos de Gravidade, lançado em março de 2009 pela European Space Agency (ESA), a Agência Espacial Europeia, detalhou que o nosso planeta se configura no formato geoide, uma superfície irregular onde as regiões amareladas (na imagem) representam os pontos em que a gravidade é mais intensa. Já as regiões azuis simbolizam pontos em que a força gravitacional varia de moderada para fraca. Através dessa representação, é praticamente impossível distinguir o que é terra e o que é mar.

Neil deGrasse Tyson, popular divulgador científico, escritor e astrofísico norte-americano, diretor do Planetário Hayden no Centro Rose para a Terra e o Espaço e investigador associado do Departamento de Astrofísica no Museu Americano de História Natural, ao ser perguntado sobre o formato da Terra durante um talk show, disse que ela é um “esferóide oblato em formato de pêra” que se abaula ligeiramente ao redor do equador.

A forma da Terra sobre a qual ele está falando é o referido geoide, representado em termos de harmônicos esféricos, as mesmas funções usadas para modelar orbitais de elétrons. Ele disse ao público que a Terra é praticamente redonda, mas está um pouco mais distante do centro, perto do Equador, em comparação com os pólos. E que nas partes do sul, é um pouco mais distante do centro do que em suas regiões do norte. Para ilustrar isso, Neil usou a analogia “em forma de pêra”.

A razão é que a Terra gira, puxando a superfície perto do Equador para o exterior, fazendo da Terra um elipsóide ou esferóide oblato. A diferença entre o elipsóide e o modelo geoide é de não mais de 100 metros, ou apenas cerca de 0,0016% do raio da Terra, que é de 6.371 quilômetros.

Diferenças entre os modelos esferóide, geoide e elipsoide.

 

Saiba mais sobre as fraudes da NASA nestas outras matérias de minha autoria:

O lado oculto da NASA: 60 anos de fraudes e mentiras satânicas

Pluto em Plutão: Deboche acintoso da NASA patenteia suas fraudes

50 anos na Lua: Um pequeno passo para o homem e uma gigantesca fraude para a humanidade?

19 thoughts on “NASA admite que não existem fotos reais da Terra e que o Blue Marble é só mais uma imagem composta

  • 09/10/2019 em 22:51
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    Matéria sensacional! Trabalho primoroso!

  • 10/10/2019 em 08:33
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    Obrigado Marcelo, valeu pela força.

  • 25/11/2019 em 20:49
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    Show!!!
    A referência do Neil deGrasse Tyson foi ótima e a ilustração da pera ficou muito cômica!
    Fiquei assustado… confesso que, por alguns instantes, pensei que fosse defender a “Teoria” da Terra Plana.

  • 11/12/2019 em 16:51
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    Prezado Renan, de fato o Neil deGrasse Tyson prestou uma grande contribuição aos terraplanistas com esse seu ato falho. Obrigado pela leitura e contribuição. Abs.

  • 11/12/2019 em 16:52
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    Prezado Schramm, obrigado pela força e contribuição! Abs!

  • 18/12/2019 em 19:43
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    Isso é verdade – ATERRA É PLANA

  • 18/12/2019 em 23:45
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    Muito bem explicado e relatado que a Nasa é uma fábrica de mentiras mesmo, e o povão foi sempre doutrinado, mas só quem realmente questiona pra descobrir a Verdade do nosso reino plano Criado por Deus!

  • 25/12/2019 em 16:06
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    Obrigado Francineide, grande abraço.

  • 25/12/2019 em 16:06
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    Valeu João, abs.

  • 06/01/2020 em 23:48
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    E a terra segue plana! Abs.

  • 16/01/2020 em 14:48
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    Daqui da terra filmamos a Lua, Sol, Estrelas, a pergunta que faço é: “Há necessidade da NASA gerar fotos da terra, no computador?” E quanto a curvatura da terra, se a terra fosse um disco plano como afirmam os terraplanistas, ela também apresentaria curvatura. Eu tenho dúvidas se a curvatura das fotos são de um globo, ou de uma terra circular plana.

  • 23/01/2020 em 17:54
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    Obrigado pelo esforço de defender esse sistema fraudulento. Mas para nós terra planistas, aprendemos a questionar tudo, e se não tiver uma foto real da terra. A terra continuará plana. Abs.

  • 06/03/2020 em 05:56
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    A terra continuará plana apenas aos negacionistas, cujo movimento prega a negação pura e simples de fatos físicos, matematicos, geográficos inquestionáveis, fazendo chacota de ícones como Isaac Newton, disseminando factoides sobre uma terra plana cercada por um muro mágico de gelo, tudo isso provado com o uso de uma régua e uma câmera (uau !).

  • 13/03/2020 em 22:07
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    Ta mas nada adianta se a nasa falou que nao Tem fotos verdadeiras entende só encheu tripa

  • 06/04/2020 em 05:49
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    Olá! Sou professor de química. Li a matéria toda. Minha dúvida é,mesmo que a NASA tenha feito compilações de fotos em algumas imagens da Terra, isso não descredibilisa as fotos tiradas por sondas a mais de 200km de distância desde 1948. Atualmente temos também as fotos tiradas pela sonda Indiana, isso mesmo, Indiana chamada, Chandrayaan-2, a uma altitude de mais de 5000km. Por que continuar com essa mentira de terra plana então?

  • 11/04/2020 em 10:00
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    Já que foi possível ir a lua,a tempos atrás,pq até agora não fez outra viagem,sendo que agora poderia ser mais fácil ,por ter melhorado a tecnologia ?
    E tem muitos que ainda acredita nessa mentira,só estou a pouco tempo pesquisando sobre o assunto e já vi,que naza faz milhares de otários,pelo perdão da palavra,mais é isso acreditar no que eles querem,muitos tem é preguiça de pesquisar pra saber a verdade!! Nem foto real tem!!

  • 04/10/2020 em 10:53
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    Existem várias doutrinações mentais, mas a que diz que a Terra é um globo, uma esfera, é a maior de todas, a mais difícial de “arrancar” da pessoa, pois o indivíduo desde que nasce já é imerso nessa farsa. A criança ganha um globo de presente, um astronauta de brinquedo, olha pra TV e vê desenhos do espaço, super-heróis em outros planetas, na escola é ensinado isso, com os pais (também doutrinados), enfim, temos que ter paciência, não é de uma hora pra outra, por mais evidências, provas experimentais (não apenas teorias), que se tenha. O resultado é um bloqueio mental onde a pessoa por puro reflexo não questiona, isso já é um dogma pra ela, uma verdade absoluta, ela sequer se dá o trabalho de investigar. Apesar disso tudo acredito que a verdade sempre vem a tona, pode demorar bastante, séculos até, mas é impossível esconder pra sempre. Esse artigo mostra muito bem um pouco dessa farsa, são ridículas essas fotos, óbvio que são fake, só não vê quem não quer. Obrigado.

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