50 Tons de Greys: Entrevista exclusiva com José, irmão de Antonio Villas Boas

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

Nascido em 25 de julho de 1938, José Villas Boas é o caçula dos dez filhos de Jerônimo Pedro Villas Boas e Enésia Cândida de Oliveira, e quatro anos mais novo do que seu irmão Antonio Villas Boas.

Divorciado desde 1986 e pai de dois filhos, em 1961, com medo de também ser levado pelas luzes que rondavam ostensivamente a fazenda desde antes do sequestro de seu irmão, trocou São Francisco de Sales por Fernandópolis (a 567 quilômetros de São Paulo, 76 de Santa Fé do Sul e 118 de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo).

Próspero criador de gado, possui fazendas em Porto Alencar (Minas Gerais, na divisa de Paranaíba com Mato Grosso), em Costa Rica (no chapadão de Mato Grosso) e em Macedônia (SP).

A entrevista que José concedeu a este autor e ao jornalista, escritor, ufólogo e explorador espanhol Pablo Villarrubia Mauso foi a primeira de sua vida, já que assim como sua irmã Odércia, nunca antes havia sido procurado pela imprensa ou pelos ufólogos.

José Villas Boas e Cláudio Suenaga. Foto de Pablo Villarrubia Mauso.

José Villas Boas revelou que cerca de duas horas antes de seu irmão ser sequestrado, presenciou, na companhia deste, a aparição de uma luz no formato de dois pratos fundos emborcados que parecia observá-los acintosamente e se esquivava agilmente de suas tentativas de perscrutação com os faróis do trator. Temendo que qualquer coisa de ruim lhe sucedesse, José tratou de fugir dali, ao passo que seu irmão, por ter insistido em permanecer trabalhando, terminou por ser alvo de insólitas manipulações. Cabe observar, todavia, que José provavelmente se enganou quanto a data, pois o mais certo é que se encontrava em companhia de seu irmão não poucas horas antes do sequestro, e sim em 14 de outubro, na noite anterior, por ocasião do segundo incidente.

José relatou a história do seu ponto de vista, exatamente da maneira como a vivenciou: “Por volta das 23 horas cheguei de bicicleta ao campo que estávamos arando com o trator. Quando aquela luz apareceu, ele disse assim: ‘Você está querendo me assustar, não é?’ É que havia uma luz ali perto. Falei que não, que não era eu quem estava querendo assustá-lo, mas ele insistiu dizendo: ‘Está sim.’ Ele achou que eu estava rodando o dínamo da bicicleta e projetando aquele facho de luz nele. Eu falei: ‘Eu não fiz nada não, não clareei nada não.’ Na hora em que cheguei, larguei a bicicleta no varjão, onde havia umas pedras e onde diziam que aparecia a Mãe do Ouro, e foi aí que apareceu aquele trem lá. E quando a luz apareceu, eu vazei, peguei a bicicleta e fui embora. Mas ele ficou lá com o trator e acabou sendo levado.”

Pablo Villarrubia Mauso e José Villas. Foto de Cláudio Tsuyoshi Suenaga.

A luz que se encontrava a uma distância de uns 30 ou 40 metros, segundo José, tinha “o formato de dois pratos fundos emborcados ou de um ventilador. Fazia movimentos tão rápidos que não conseguíamos iluminá-lo com os faróis do trator. Você mirava e ela corria para o lado que estava mais escuro soltando um chiado. Assim que clareávamos do outro lado, ela se afastava. Tocava o trator de roda para clarear, mas ela escapava. Ela se suspendia um pouco acima do nível do trator, a uns dois metros do chão, e você não conseguia clarear. Essa luz estava como que nos observando, ademais porque lá tinha tambor de óleo, ferramentas, e ela ficava pairando sobre aqueles trens lá. Na hora que focávamos os faróis, ela se afastava de lado, como se não quisesse que a víssemos direito.”

José Villas Boas junta dois pratos à guisa do disco voador que avistou por ocasião da abdução sofrida por seu irmão Antonio. Foto de Cláudio Tsuyoshi Suenaga.

Aquela mesma luz, confirmou José, bem antes de o Antonio ser sequestrado ficava rondando a fazenda, sendo que ele mesmo chegou a vê-la por diversas vezes. José confessa que a luz o deixava apavorado, “porque naquela época se comentava que se aquele disco voador chegasse perto, isolava o trator e nos levava embora. Não tínhamos noção daquilo. Então só o que restava a fazer era correr.” José ficou com tanto medo de ser levado também por aquela “coisa”, como ele a denominou, que tratou de ir embora da fazenda, para onde nunca mais retornou.

José Villas Boas junta dois pratos à guisa do disco voador que avistou por ocasião da abdução sofrida por seu irmão Antonio. Foto de Cláudio Tsuyoshi Suenaga.

Além das luzes que rondavam a fazenda, José corroborou que outros fenômenos estranhos ocorriam por lá, entre eles o de pelotas que barro que vinham do nada e o tal do monjolo que batia sozinho: “À noite, quando as mulheres iam torrar farinha no forno do fundo da fazenda, caíam umas pelotas de barro misturadas com cabelo e outras coisas. Eu não sei como acontecia aquilo. Essas pelotas começaram a cair muito antes de o Antonio ser sequestrado, é coisa bem mais antiga. Ao que eu saiba nunca machucou ninguém, se bem que às vezes caía perto das mulheres que torravam farinha e muito raramente dentro do forno. Também tinha o monjolo de socar milho que funcionava sozinho durante a noite quando estava travado, escorado. Ouvíamos o monjolo bater, como se a escora tivesse escapado, mas quando chegávamos lá ele se encontrava parado, sem fazer nenhum movimento. Às vezes, por volta de 1 ou 2 horas da manhã, escutávamos uma pessoa caminhando atrás de nós, fazendo barulho de passos. Alguns falavam que era assombração, espírito, mas eu não sei o que era. Por volta de 1949, quem circulava entre Porto Brasil e Riolândia, lá pela meia-noite e 1 hora da manhã, costumava ouvir um assobio tão forte que vazava por dentro de toda a cidade, ou seja, atravessava de um lado para o outro.”

José confirmou que Antonio de fato dizia que a mulher extraterrestre “era feia” e avaliou a experiência vivida pelo seu irmão como “uma experiência negativa, pois não lhe trouxe nenhum benefício ou vantagem e só o prejudicou”.

A entrevista que iremos reproduzir a seguir foi cortada de meu livro 50 Tons de Greys: Casos de Abduções com Relações Sexuais, recém-lançado pela Biblioteca UFO. Agora, portanto, vocês terão a oportunidade de conferir certos detalhes que permitem uma avaliação mais abrangente do caso.

P – O senhor morava junto com o Antonio na fazenda?

R – Nós éramos solteiros e morávamos junto com nossos pais e irmãos.

P – O senhor sempre trabalhava junto com o Antonio?

R – Trabalhávamos juntos, mas eu gostava mais de trabalhar com gado, enquanto ele pendia mais para lidar com maquinários e caminhões.

P – Antes de o Antonio ser sequestrado, essa luz ficava rondando a fazenda?

R – Ficava. Cheguei a ver por diversas vezes essa luz.

P – Onde o senhor se encontrava na madrugada em que o Antonio foi sequestrado?

R – Eu vou lhe contar a história do meu ponto de vista, exatamente da maneira como a vivenciei. Por volta das 23 horas eu cheguei de bicicleta ao campo que estávamos arando com o trator. Quando aquela luz apareceu, ele disse assim: “Você está querendo me assustar, não é?” É que havia uma luz ali perto. Falei que não, que não era eu quem estava querendo assustá-lo, mas ele insistiu dizendo: “Está sim.” Ele achou que eu estava rodando o dínamo da bicicleta e projetando aquele facho de luz. Eu falei: “Eu não fiz nada não, não clareei nada não.” Na hora em que cheguei, larguei a bicicleta no varjão, onde havia umas pedras e onde diziam que aparecia a Mãe do Ouro, e foi aí que apareceu aquele trem lá. E quando a luz apareceu, eu vazei, peguei a bicicleta e fui embora. Mas ele ficou lá com o trator e acabou sendo levado.

P – Que formato tinha essa luz?

R – Tinha o formato de dois pratos fundos emborcados ou de um ventilador. Fazia movimentos tão rápidos que não se conseguíamos iluminá-lo com os faróis do trator. Você mirava e ela corria para o lado que estava mais escuro soltando um chiado. Assim que clareávamos do outro lado, ele se afastava. Tocava o trator de roda para clarear, mas ela escapava. Ela se suspendia um pouco acima do nível do trator, a uns dois metros do chão, e você não conseguia clarear.

P – O senhor teve a impressão de que essa luz estava lá os observando, os vigiando?

R – Certamente ela foi para nos observar, ademais porque lá tinha tambor de óleo, ferramentas, e ela ficava pairando sobre aqueles trens lá. Na hora que focávamos os faróis, ela se afastava de lado, como se não quisesse que a víssemos direito.

P – A quantos metros de distância ela se encontrava?

R – A uns 30 ou 40 metros.

P – O senhor tinha medo?

R – Claro que tinha, porque naquela época se comentava que se aquele disco voador chegasse perto, isolava o trator e nos levava embora. Não tínhamos noção daquilo. Então só o que restava a fazer era correr.

P – O senhor chegou a trabalhar com o trator?

R – Não, porque fiquei com medo de também de ser levado por essa coisa e fui embora da fazenda.

P – O que Antonio falava da mulher com quem manteve relações na nave? Ela era bonita ou feia?

R – Ele falava que eram todos feios. A mulher era feia e os seres usavam roupas que os deixavam meio estufados.

P – O Antonio mudou muito depois do fato?

R – Depois que ele voltou do Rio de Janeiro é que ficou mais receoso, não sei por quê.

P – O senhor chegou a ver as esculturas em madeira que ele fez do disco voador e dos seres?

R – Eu o vi esculpindo a madeira que ele cobriu com papel alumínio e mandou para o Rio de Janeiro.

P – Como o senhor avalia a experiência pela qual passou o seu irmão?

R – Como uma experiência negativa, pois não lhe trouxe nenhuma vantagem e só o prejudicou.

P – Além das luzes que rondavam a fazenda, aconteciam outros fenômenos estranhos por lá?

R – À noite, quando as mulheres iam torrar farinha no forno do fundo da fazenda, caíam umas pelotas de barro misturadas com cabelo e outras coisas. Eu não sei como acontecia aquilo. Essas pelotas começaram a cair muito antes do Antonio ser sequestrado, é coisa bem mais antiga. Ao que eu saiba nunca machucou ninguém, se bem às vezes caía perto das mulheres que torravam farinha e muito raramente dentro do forno. Também tinha o monjolo de socar milho que funcionava sozinho durante a noite quando estava travado, escorado. Ouvíamos o monjolo bater, como se a escora tivesse escapado, mas quando chegávamos lá ele se encontrava parado, sem fazer nenhum movimento. Às vezes, por volta de 1 ou 2 horas da manhã, escutávamos uma pessoa caminhando atrás de nós, fazendo barulho de passos. Alguns falavam que era assombração, espírito, mas eu não sei o que era. Por volta de 1949, quem circulava entre Porto Brasil e Riolândia lá pela meia-noite, 1 hora da manhã, costumava ouvir um assobio tão forte que vazava por dentro de toda a cidade, ou seja, atravessava de um lado pro outro.

José Villas Boas e Cláudio Suenaga. Foto de Pablo Villarrubia Mauso.

Confira muito outros detalhes reveladores e surpreendentes sobre o Caso Villas Boas em meu livro 50 Tons de Greys: Casos de Abduções com Relações Sexuais, recém-lançado pela Biblioteca UFO. Adquira o seu clicando nos links ou na imagem abaixo: