Os 55 anos do assassinato de JFK pelos illuminati: Dossier completo

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

A 10-mile drive through Dallas and a speech on national security at the Trade Mart awaited President John F. Kennedy, as he, first lady Jacqueline Kennedy, Texas Gov. John Connally and Nellie Connally, departed Love Field on Nov. 22, 1963. Less than a hour later, gunshots would shatter the president’s plans, and plunge the nation into profound grief. Take a trip back to that fateful day, 50 years ago. (Tom Dillard/Dallas Morning News/MCT)

Às 12h30 de sexta-feira, 22 de novembro de 1963, o Lincoln Continental conduzido pelo agente do serviço secreto William Robert Greer (1909-1985) entra na Praça Dealey, em Dallas, Texas, a uma velocidade de 15 km/h e avança pela Rua Houston. Ao seu lado, encontra-se o agente do serviço secreto Roy Herman Kellerman (1915-1984), encarregado da segurança do presidente John Fitzgerald Kennedy (nascido em 1917) e de sua Comitiva composta pela primeira-dama Jacqueline Bouvier (1929-1994), pelo governador do Texas John Bowden Connally, Jr. (1917-1993) e pela sua esposa Idanell Brill “Nellie” Connally (1940-1993).

Na esquina das ruas Houston e Elm, a Comitiva deve realizar uma volta de 120º para a esquerda, o que obriga a limousine a reduzir ainda mais a velocidade. Assim que passam defronte ao edifício do depósito de livros escolares na Elm Street, a uma distância de 20 metros deste, ouve-se o primeiro dos três disparos. Este tiro foi desviado por uma árvore e ricocheteou no cimento, ferindo o lado direito do rosto de James “Jim” Thomas Tague (1936-2014), um espectador e testemunha que se encontrava a 82 metros de distância da Comitiva.

O segundo disparo dá-se 3,5 segundos depois. Este atinge Kennedy por trás e sai pela sua garganta, ferindo também o governador John Connally, que se encontrava bem à sua frente. Teoricamente, ambos foram atingidos pela mesma bala, que pela sinuosa e caprichosa trajetória que descreveu, foi convenientemente apelidada de “a bala mágica” pela Comissão Warren. O presidente deixa de saudar o público e a sua esposa o encosta no assento.

O terceiro disparo ocorre 8,4 segundos depois do primeiro, precisamente quando o automóvel passa diante da Pérgola John Neely Bryan, feita de cimento.

Quando este atinge a cabeça de Kennedy, Jacqueline reage saltando para a parte traseira do Lincoln. Clint Hill (1932-), agente do Serviço Secreto, consegue alcançar o porta-malas na tentativa de ajudar o presidente, tarde demais.

JFK US/FR 1991 WARNER BROS/LE STUDIO CANAL Picture from the Ronald Grant Archive JFK US/FR 1991 WARNER BROS/LE STUDIO CANAL Date 1991, Photo by: Mary Evans/Ronald Grant/Everett Collection (10321667)

O ucraniano de família russo-judaica naturalizado norte-americano Abraham Zapruder (1905-1970), proprietário de uma confecção de roupas femininas, filmava a Comitiva Presidencial no topo de dois pedestais, parte de uma pérgola de concreto no entorno da Elm Street, e conseguiu captar com sua câmera Bell & Howeell Zoomatic Director Series, modelo 414 PD 8 mm de última geração (conservada no Arquivo Nacional dos Estados Unidos), adquirida em 1962 e carregada com um filme Kodak Kodachrome II, o momento em que Kennedy é alvejado pelos disparos. Por trás dele ficou sua secretária, Marilyn Sitzman, para segurá-lo caso ele ficasse tonto enquanto filmava. Zapruder testemunharia mais tarde perante a Comissão Warren e no julgamento de Clay Shaw (1913-1974) em 1969, vindo a falecer de câncer no cérebro em 1970 em Dallas.

Houve todo um esquema de facilitação para que o assassinato fosse efetuado. Kennedy foi colocado em um automóvel descoberto em uma cidade perigosa, em um momento perigoso, e os quatro guarda-costas que deveriam estar em volta do Lincoln protegendo a Comitiva, estavam postados logo atrás.

O episódio de As the World Turns (Enquanto o Mundo Gira, a segunda soap opera ou telenovela mais longa da história da TV americana, exibida entre 2 de abril de 1956 e 17 de setembro de 2010), protagonizado pelos atores Helen Wagner e Santos Ortega, é interrompido por volta de 12h40 pelo Boletim de Notícias da CBS com Walter Cronkite (1916-2009). As atualizações terríveis de Cronkite sobre o assassinato de Kennedy são seguidas por alegres e discrepantes comerciais da Nescafé em que um pêndulo aparece balançando lentamente, como que a hipnotizar o telespectador.

Às 13 horas, a equipe médica do Parkland Hospital declara oficialmente a morte do 35º presidente dos Estados Unidos, o quarto a ser assassinado e o oitavo a morrer no exercício do cargo. Autopsiar o corpo em um local controlado é essencial em tais assassinatos. Depois da chegada do avião presidencial Air Force One à Base Aérea Andrews, o corpo de Kennedy foi trasladado imediatamente para fora de Dallas, para o Hospital Naval de Bethesda, nos arredores de Washington, DC. Ali o cérebro do presidente desapareceu e, como o Conselho de Revisão dos Registros de Assassinatos dos Estados Unidos mostrou, as notas da autópsia e o rascunho da autópsia foram queimados. Após o funeral na Catedral de St. Matthew em 25 de novembro, seu corpo foi trasladado em carruagem para o Cemitério de Arlington, onde foi enterrado.

A bordo da cabine do Air Force One, em Dallas, Lyndon Johnson faz o juramento de posse como presidente dos EUA, ao lado da viúva Jacqueline Kennedy. Logo em seguida, ele consola Jacqueline e sorri para Jack Valenti, que lhe devolve uma piscadela marota. Valenti, o amante que satisfazia as apetências homossexuais de J. Edgar Hoover, tinha sido instalado na Casa Branca como elemento de ligação entre Kennedy e o vice-presidente Johnson. Foto: Cecil Stoughton, 1963, LBJ Library.

A primeira investigação oficial do assassinato foi estabelecida pelo presidente Lyndon B. Johnson (1908-1973) em 29 de novembro, uma semana depois do crime. Presidida pelo juiz Earl Warren (1891-1974), ex-governador da Califórnia (de 1943 a 1953) e então à frente da Corte Suprema dos Estados Unidos (de 1953 a 1969), ficou conhecida como “Comissão Warren”. Se o relatório final da Comissão, publicado em setembro de 1964, concluía que Lee Harvey Oswald agira sozinho e que não se podiam encontrar provas persuasivas de uma conspiração interna ou externa que implicasse outras pessoas, grupos ou países, era porque a Comissão era composta pelas mesmas pessoas que haviam tramado ou respaldado o assassinato. Na equipe da Comissão presidida pelo maçom do grau 33 Earl Warren estavam Allen Dulles (1893-1969), o ex-chefe da CIA (de 1953 a 1961) despedido por Kennedy, e Gerald Ford, o pornógrafo, pederasta, estuprador e membro do Bohemian Grove que sucedeu a Nixon na Presidência depois do Caso Watergate.

Testemunhas-chave, bem como todos aqueles que de alguma maneira apresentaram hipóteses contrárias às divulgadas pela Comissão Warren, acabaram mortos misteriosamente.

John Garrett Underhill, Jr.

John Garrett Underhill, Jr. (1915-1964), que havia trabalhado no Serviço de Inteligência Militar de 1943 a 1946 como um especialista em fotografia e armas inimigas e estava em contato frequente com o escritório da CIA de Nova York desde o final de 1949 até meados dos anos 50, declarou que agentes da CIA estavam envolvidos na morte do presidente Kennedy. Em 8 de maio de 1964, ele foi encontrado morto com uma bala na cabeça e uma arma automática na mão esquerda. Gary era destro. Graduado em Harvard, linguista e especialista em assuntos militares, Underhill havia sido capitão-general na Segunda Guerra Mundial (tendo recebido a Medalha de Louvor do Exército por serviço meritório) e correspondente militar para a revista Life durante cinco anos (tendo ajudado a fazer do seu departamento de notícias estrangeiras um dos centros mais reputados de inteligência militar do mundo). Após o assassinato de Kennedy, Underhill disse a seu amigo Charlene Fitsimmons que estava convencido de que Kennedy havia sido morto por “um pequeno grupo na CIA”. Ele sabia quem eram as pessoas envolvidas e estas sabiam que ele sabia. Ele também garantiu que Oswald não passava de um “bode expiatório”.

O deputado democrata de New Orleans, Louisiana, Thomas Hale Boggs (nascido em 1914), integrante da Comissão Warren, discordou publicamente da teoria da existência de apenas um atirador. Ele afirmou que estava sendo pressionado pelo FBI para mudar de ideia. Em 16 de outubro de 1972, o deputado desapareceu misteriosamente junto com o avião Cessna 310 no qual viajava para o Alasca com o congressista Nick Begich. Seu corpo jamais foi encontrado.

Everette Howard Hunt

No seu leito de morte em janeiro de 2007 o ex-agente da CIA Everette Howard Hunt Jr. (envolvido em casos-chave como o Watergate, a Baía dos Porcos e o Irã-Contras) fez a sua última confissão: “Quem matou Kennedy foi um complô liderado pelo próprio Governo dos Estados Unidos apoiado numa equipe de operacionais da CIA.” O depoimento, recolhido pelo seu filho John “Saint” Hunt, lista vários nomes envolvidos na operação de assassinato. À cabeça encontra-se o vice-presidente Lyndon B. Johnson, um homem cuja carreira foi orientada por J. Edgar Hoover do FBI, quem deu diretamente as ordens de execução da operação e ajudou depois a guiar a Comissão Warren para a tese do único e solitário atirador.

Lee Harvey Oswald, nascido em New Orleans em 1939, era disléxico e na adolescência havia sido submetido a tratamentos psiquiátricos, época em que começou a desenvolver simpatias pelo marxismo.

This handout photo received October 16, 2013 courtesy of RR Auction shows Lee Harvey Oswald’s Dallas Police mug shot after he was arrested for the assassination of former US president John F. Kennedy. RR Auction is holding the most extensive JFK auction of the year, fifty years after his tragic assassination in Dallas,Texas on November 22, 1963, offering a collection of museum-quality items relating to John F. Kennedy, his family, and the tragedy of his death. The live auction takes place on October 24, 2013 in Boston, Massachusetts. AFP PHOTO/RR AUCTION/HANDOUT/ RESTRICTED TO EDITORIAL USE – MANDATORY CREDIT “AFP PHOTO / RR AUCTION / HANDOUT” – NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS – DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTSHANDOUT/AFP/Getty Images

Oswald alistou-se no Corpo de Fuzileiros Navais em outubro de 1956. Em outubro de 1957, foi realocado para a Base Aérea de Atsugi, no Japão, base de operações dos aviões espiões U-2 que sobrevoavam a União Soviética.

Em outubro de 1959, aos 19 anos, Oswald desertou para a União Soviética, onde era constantemente vigiado pela KGB. Em 1961, conheceu a estudante Marina Prusakova, com quem se casou em abril, menos de seis semanas após tê-la conhecido. Seu primeiro filho, June, nasceu em fevereiro de 1962.

Em junho daquele ano, a jovem família deixou a União Soviética e rumou para os Estados Unidos. Oswald ganhou notoriedade na imprensa como o americano que havia desertado e voltado.

Em outubro, Oswald começou a trabalhar na empresa de artes gráficas Jaggars-Chiles-Stovall, onde utilizou os equipamento fotográficos e tipográficos para criar documentos falsificados. Acusado de ineficiência, falta de concentração e precisão no trabalho e rudeza para com os colegas, Oswald foi demitido na primeira semana de abril de 1963. Em 1978, James A. Wilcott, ex-oficial de finanças da CIA, afirmou que Oswald havia sido recrutado entre os militares pela CIA com o objetivo de atuar como agente duplo do Escritório da Inteligência Naval (Office of Naval Intelligence) na União Soviética.

J. D. Tippit (nascido em 1924) serviu no Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra, sendo condecorado com a Estrela de Bronze. Era casado e tinha três filhos. Curiosamente, apesar de suposições de que seu nome fosse “Jefferson Davis”, a abreviação na verdade não possuía nenhum significado em particular. Naquele 22 de novembro, Tippit cumpria seu patrulhamento de rotina em Oak Cliff, um bairro residencial de Dallas. Às 12h45, quinze minutos após o assassinato de Kennedy, recebeu pelo rádio ordens para se dirigir à região central de Oak Cliff como parte das manobras de concentração policial no centro da cidade. Às 12h54, Tippit informou que havia cumprido o ordenado. Diversas mensagens já haviam sido transmitidas com a descrição do suspeito do assassinato: um homem branco, em torno de 30 anos, medindo 1,78 metros e pesando em torno de 75 kg. Entre 13h11 e 13h14, Tippit dirigia lentamente pela 10th Street em Oak Cliff quando, a cerca de 30 metros da interseção entre a 10th e a Patton Avenue, emparelhou com Oswald, que seguia na mesma direção. Oswald, que se encaixava na descrição do suspeito, andou até o carro e aparentemente conversou com Tippit pela janela. O policial abriu a porta do lado esquerdo e começou a dar a volta pela frente do carro. Enquanto ele passava pelas rodas dianteiras do lado do motorista, Oswald sacou um revólver e efetuou diversos disparos, atingindo Tippit três vezes no tórax. Ele então caminhou até o corpo caído do policial e disparou diretamente contra sua cabeça, matando-o instantaneamente. Doze pessoas testemunharam o tiroteio e os momentos posteriores a ele.

Lee Harvey Oswald, 24 anos, foi detido no cinema Texas Theatre oitenta minutos depois do assassinato de Kennedy por ter matado o policial J. D. Tippit.

A Comissão Warren concluiu que as balas foram disparadas de uma espingarda Mannlicher calibre 6.5 mm de fabricação italiana, com mira telescópica e mecanismo manual, empunhada por Oswald de uma janela no sexto andar do Texas School Book Depository, o depósito de livros onde trabalhava.

Oswald, que sempre negou ter disparado contra o presidente, nunca foi levado a julgamento porque dois dias depois, em 24 de novembro, às 11h21, quando as autoridades o escoltavam através do porão a um carro blindado para levá-lo à cadeia do condado, Jack Ruby saiu de uma multidão de repórteres e disparou seu revólver calibre 38 no abdômen de Oswald, que foi levado inconsciente por uma ambulância para o Hospital Parkland Memorial, ironicamente o mesmo hospital onde os médicos tentaram salvar a vida de Kennedy. Oswald morreu às 13h07. O assassinato foi o primeiro transmitido ao vivo na história e foi visto por milhões de telespectadores atônitos.

Ruby, que admitiu estar tomando phenmetrazine (fenmetrazina), um estimulante do sistema nervoso central, alegou que matara Oswald para poupar Jackie Kennedy das agruras de um longo julgamento. Ruby foi condenado à morte em seu primeiro julgamento, em 1964, e tendo recorrido da sentença, aguardava nova decisão quando em 1967, aos 55 anos, faleceu em decorrência de câncer no pulmão.

Jacob Leon Rubenstein (que em dezembro de 1947 mudara de nome para Jack Leon Ruby) era dono de uma boate em Dallas e gerente de casas de prostituição. Ele já era conhecido das autoridades em 1947 quando serviu de testemunha a Richard Nixon durante a caça às bruxas macartista. Um documento do FBI daquele ano recomendava que Ruby não deveria ser chamado a depor perante o Comitê de Atividades Antiamericanas (House Un-American Activities Committee), já que trabalhava para o congressista Richard Nixon. De acordo com a Comissão Warren, Ruby teria ligações prévias com Oswald, com a Máfia e vários políticos.

Uma carta escrita por Kennedy ao diretor da CIA mostra que, dez dias antes de seu assassinato, exigiu que lhe fossem mostrados documentos confidenciais sobre OVNIs. O memorando secreto é um de dois documentos escritos por Kennedy em 12 de novembro requisitando informações sobre o assunto. Os documentos foram liberados pela CIA ao escritor William Lester sob o Freedom of Information Act enquanto este fazia pesquisas para seu livro A Celebration of Freedom: JFK and the New Frontier.[1] No primeiro memorando, Kennedy escreve ao diretor da CIA requisitando documentos sobre OVNIs.

No segundo, enviado ao administrador da NASA, o presidente expressa seu desejo de obter cooperação da antiga União Soviética em atividades espaciais mútuas. Lester disse que o interesse de Kennedy pelos OVNIs poderia ter sido fomentado por preocupações sobre as relações com a antiga União Soviética: “Uma de suas preocupações era a de que muitos desses OVNIs estavam sendo vistos na União Soviética, de modo que poderiam ser interpretados de forma errada, ou seja, como uma agressão dos Estados Unidos. Eu acho que esta é uma das razões dele querer tirar isso da jurisdição da NASA, pois assim ele poderia dizer aos soviéticos: ‘Olhem, isso não é (causado por) nós; não estamos fazendo isso, não estamos provocando’.”

No mesmo dia 12 de novembro de 1963, Kennedy surpreendeu a plateia na Universidade de Colúmbia ao declarar: “O elevado cargo de Presidente vem sendo usado para fomentar um plano para destruir as liberdades americanas, e antes de terminar meu mandato, preciso informar os cidadãos a respeito dessa situação,” Estaria Kennedy planejando usar os poderes de seu cargo de presidente para informar o povo a respeito do plano dos Illuminatis para nos escravizar?

Entre as tantas teorias a respeito dos motivos que teriam levado a seu assassinato, a mais plausível é a de estes seriam os mesmos a que teriam levado ao do presidente Abraham Lincoln quase cem anos antes, em 14 de abril de 1865, pelo maçom do grau 33 e membro da Young América de Giuseppe Mazzini, John Wilkes Booth.[2] Uma das razões principais para a Guerra Civil ou Guerra da Secessão (1861-1865) era a de arruinar a América a ponto dela ser obrigada a permitir a criação de um banco central para gerar os fundos necessários para cobrir as dívidas. Lincoln, porém, recusou-se e introduziu uma política muito óbvia, aquela que qualquer governo de hoje poderia seguir se eles não fossem todos controlados pelos banqueiros. Lincoln simplesmente imprimiu seu próprio dinheiro livre de juros chamado greenbacks e usou-o para financiar o governo. Kennedy fez o mesmo em 4 de junho de 1963 ao assinar a Ordem Executiva 11110, que devolvia ao governo dos Estados Unidos o poder de emitir moeda.

ST. CHARLES, IL – OCTOBER 25, 1960: Senator John F. Kennedy (D) of Massachussetts delivers a campaign speech on October 25, 1960 in St. Charles, Illinois. (Photo by: Diamond Images/Getty Images)

O assassinato de Kennedy está revestido de elementos e simbolismos típicos de um ritual maçônico-illuminati, os mesmos presentes nos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono em 11 de setembro de 2001 – como veremos adiante –, e em tantos outros perpetrados por esta Elite satânica oculta. Em primeiro lugar, o seu “sacrifício” foi engendrado de acordo com o número favorito dos Illuminati, o 11, senão vejamos: Kennedy foi assassinado em novembro, o 11º mês (11+22=33), no dia 22 (11 x 2), em Dallas [situada a apenas 18 quilômetros ao sul do paralelo 33 (11 x 3)], na Praça Dealey (o local, mais exatamente em Harwood Street, em que foi construído o primeiro Templo Maçônico de Dallas durante a época da Revolução para a libertação do Texas do domínio mexicano).

Kennedy foi morto em 22 de novembro de 1963, a mesma data, exatamente 656 anos depois, que o Papa Clemente V emitiu a bula papal (em 1307) para que os Cavaleiros Templários fossem submetidos à tortura pela Inquisição Dominicana.

Atiraram em Kennedy nas costas, na cabeça e na garganta, e esses são exatamente os mesmos ferimentos sofridos por Hiram Abiff, de acordo com a lenda e a iniciação maçônica.[3] Milton Cooper (1943-2001), ex-agente do Serviço de Inteligência Naval dos Estados Unidos, acreditava que Hiram Abiff representava o nobre e militar Jacques de Molay (nascido em 1244), o Grande Mestre dos Cavaleiros Templários quando foram desarticulados na França em 1307. De Molay foi queimado em uma fogueira pela Inquisição em 18 de março de 1314 em Île de la Cité, a Paris original, à sombra da Catedral de Notre Dame, que os Templários tinham construído em um local anterior de adoração à deusa Diana. Cooper disse que o assassinato do Kennedy foi a vingança suprema dos Cavaleiros Templários contra a Igreja Católica. Ocorre que Kennedy era um raro presidente norte-americano católico romano, a mesma Igreja de Roma que matou Jacques de Molay.

Dealey Plaza, assim batizada em homenagem ao empresário e maçom de grau 33 George Bannerman Dealey (1859-1946), proprietário do The Dallas Morning News e da A. H. Belo Corporation, é uma massa de simbolismo esotérico, e portanto um poderoso vórtice de energia concentrada, ainda mais pelo horror, dor e medo gerados pelo assassinato de Kennedy, que sempre irá ressoar negativamente.

Dealey significa “linha da deusa”. “Ley” também significa regra ou lei em espanhol, traduzindo-se assim como o “reinado da deusa”.

A configuração das ruas é a de uma pirâmide sem cúspide, truncada por uma ponte da ferrovia. A pirâmide principal é cortada em duas pela Main Street, que passa diretamente pelo centro.

Kennedy foi morto perto do chamado montículo de grama à direita da pirâmide e Lee Harvey Oswald foi assassinado enquanto estava sob “custódia” da Polícia em um estacionamento subterrâneo ao fundo da pirâmide sobre Cale Houston. Só uns poucos metros separam os dois pontos.

A Velha Casa Vermelha do Tribunal (Old Red Courthouse), próxima de quem olha para Dealey Plaza, está decorada com gárgulas.

No telhado está o símbolo da antiga Ordem do Dragão ou da Serpente (Order of the Dragon or the Snake). Perto do ponto onde Kennedy e Oswald foram assassinados, uma loja maçônica ergueu um obelisco com uma flama ou tocha no topo.

Há 14 pedras no obelisco em Dealey Plaza, o mesmo número de partes que o corpo de Osíris foi retalhado por Set. A única parte que sua esposa-irmã Ísis não pôde encontrar foi seu pênis, que ela substituiu por um pedaço de madeira feito por ela mesma, representado pelo próprio obelisco.

A “chama eterna” sobre a tumba de Kennedy no Cemitério do Arlington foi colocada lá pela mesma razão. A flama ou tocha acesa é a mais óbvia assinatura dos Illuminati por representar a “chama do conhecimento”, e sobre a tumba de Kennedy a flama está dentro de um círculo, o símbolo antigo do Sol que remete ao momento de seu assassinato logo depois do meio-dia, quando o Sol brilha mais forte e está mais quente e alto.

The Eternal Flame at JFK’s grave at Arlington National Cemetery is pictured on the 50th anniversary of his assassination, November 22, 2013.
People visit the gravesite of former US President John F. Kennedy at Arlington National Cemetery in Arlington, Virginia, on November 22, 2013, the 50th anniversary of his assassination. AFP PHOTO/Nicholas KAMM (Photo credit should read NICHOLAS KAMM/AFP/Getty Images)

Projetado pelo arquiteto Philip Johnson (1906-2005) e construído em 1970, o The John Fitzgerald Kennedy Memorial, no histórico distrito de West End, centro de Dallas, perto do local do assassinato, é um “cenotáfio” ou túmulo aberto que simboliza “a liberdade do espírito de Kennedy”.

O memorial é uma sala sem teto com 30 pés (9 metros) de altura, 50 pés (15 metros) de comprimento e 50 pés de largura, com duas aberturas estreitas voltadas para o norte e o sul. As paredes consistem em 72 colunas de concreto brancos, a maioria das quais parece flutuar sem apoio visível, 2 pés (60,96 centímetros) acima da terra. Oito colunas se estendem no chão, funcionando como pernas que parecem segurar o monumento. Cada coluna termina em uma luminária. Durante a noite, as luzes criam a ilusão de que a estrutura é suportada pela própria luz. Os cantos e as “portas” desta sala sem teto são decorados com fileiras de círculos de concreto ou medalhões idênticos e perfeitamente alinhados.

O quadrado de granito é muito pequeno para ser uma mesa e muito quadrado para ser um túmulo. O nome de Kennedy está gravado com letras douradas para captar a luz das paredes das colunas flutuantes brancas e do piso de concreto pálido. As três palavras de seu nome são as únicas mensagens verbais na sala vazia.

 A ¨maldição¨ dos Kennedy, conectada a linhagem nobre sanguínea Illuminati

O sacrifício de Kennedy não configuraria um autêntico e perfeito reavivamento em pleno século XX da prática de sacrifício real pagão para renovação e revigoramento da natureza tão costumeira em tempos antigos e até a Idade Média não fossem os Kennedys uma das linhagens nobres sanguíneas (bloodlines) Illuminati, mais particularmente a que retroage ao rei irlandês Brian Bórumha mac Cennétig (Brian filho de Kennedy), mais conhecido como Brian Boru (941-1014), ou em gaélico Brian Bóirmhe, que significa “o dos tributos”, pois que tributou diversos fundos de outros governantes menores da Irlanda, tendo-os utilizado para reconstruir os mosteiros e as bibliotecas que haviam sido destruídas durante as invasões dos vikings. Em 1002, Boru ascendeu ao cargo de Grande Rei de toda a Irlanda.

Ainda hoje o símbolo nacional da Irlanda, que se vê em seu brasão de armas, é a Harpa de Brian Boru, conservada no Trinity College de Dublin, e que se diz ter pertencido ao soberano irlandês. É esta mesma harpa que figura no reverso das moedas de euro irlandesas.

Quando em 1938 o presidente Franklin Delano Roosevelt indicou Joseph Patrick Kennedy (1888-1969), o patriarca da família Kennedy, como embaixador da Corte do Palácio de St. James, sua filha Kathleen Agnes “Kick” Kennedy (nascida em 1920) passou um ano e meio morando em Londres.

Kathleen casou-se com William John Robert “Billy” Cavendish (nascido em 1917), o marquês de Hartington, filho mais velho e herdeiro de Edward Cavendish, 10º duque de Devonshire, em 6 de maio de 1944.[4] Apenas quatro meses depois, no entanto, em 9 de setembro de 1944, durante a Segunda Guerra, Billy foi morto em ação por um atirador na Bélgica enquanto sua companhia estava tentando capturar a cidade de Heppen, apoderada pelas tropas da SS alemã.

O irmão mais velho de John Kennedy, Joseph Patrick “Joe” Kennedy, Jr. (nascido em 1915 e que foi batizado com o mesmo nome do pai), oficial júnior e aviador da Marinha dos Estados Unidos, também morreria precocemente na Segunda Guerra, aos 29 anos, quando em 12 de agosto de 1944 pilotava um avião militar que explodiu sobre a Europa.

Popular no círculo social de Londres e admirada por muitos, embora os tradicionais membros da sociedade britânica a desaprovassem, em 1946 a precipitada jovem viúva Kathleen tornou-se amante de Peter Wentworth-Fitzwilliam, 8º conde Fitzwilliam. O casal planejava um casamento após o previsto divórcio de Fitzwilliam. Entretanto, no dia 13 de maio de 1948, durante uma viagem destinada a visitar Joseph Kennedy, que havia dado sua benção a eles, Lady Hartington, de 28 anos, e Lord Fitzwilliam, de 37 anos, morreram em um acidente aéreo na França quando sobreoavam Sainte-Bauzille, em Ardèche.

Jacqueline Lee “Jackie” Bouvier (1929-1994) era filha mais velha de John Vernou Bouvier III (1891-1957), um corretor de Wall Street também conhecido como “Black Jack”, devido a sua cor morena, e de Janet Norton Lee Bouvier Auchincloss Morris (1906-1989). Eles se casaram em 7 de julho de 1928 e tiveram duas filhas: Jackie e Caroline Lee Radziwill (1933-). O casamento acabou em separação em 1936 e em divórcio em 1940 devido aos relacionamentos de Black Jack com suas diversas amantes e ao seu alcoolismo.

A família de “Jackie” conectou-se com os Auchincloss, uma das principais linhagens escocesas da Elite (relacionada por sua vez com os Bundy, Grosvenor, Vanderbilt, Winthrop e Rockefeller), em 21 de junho de 1942, quando sua mãe, a socialite Janet, casou-se com um dos homens mais influentes da costa leste dos Estados Unidos, Hugh Dudley Auchincloss, Jr. (1897-1976), um advogado e herdeiro da Standard Oil (Hugh havia primeiramente se casado com Emma Brewster Jennings, a filha de Oliver B. Jennings, co-fundador da Standard Oil com John D. Rockefeller). Eles tiveram dois filhos: Janet Jennings Auchincloss Rutherfurd (1945-1985), que namorou brevemente o membro da Skull and Bones e futuro candidato a presidente pelo Partido Democrata John Kerry (1943-); e James Lee Auchincloss (1947-). Depois da morte de Hugh, Janet ainda se casaria pela terceira vez, desta feita com Bingham “Booch” Morris, em 25 de outubro de 1979. Porém, eles se separaram em 1981, mas o casamento oficialmente só acabou com a morte de Janet oito anos depois, em decorrência do Mal de Alzheimer.

Por trás da ascensão de JFK está seu pai, o empresário e embaixador Joseph Patrick “Joe” Kennedy, um membro da Ordem de São João, a versão britânica dos Cavaleiros de Malta. A fortuna de Joe, um racista simpatizante do nazismo afundado em negócios sujos com conexões próximas à Máfia e ao crime organizado, começou a ser acumulada quando Winston Churchill lhe outorgou a franquia para importar licor britânico aos Estados Unidos.

Como foi bem documentado nas inúmeras biografias de JFK, ele teve uma infância sem amor sob o tacão de ferro de seu pai, Joe, um homem crente que o dinheiro podia comprar tudo e que seus filhos eram de uma casta superior, e de sua mãe, Rose Elizabeth Fitzgerald Kennedy (1890-1995). Nem sequer lhe disseram que seu irmão Teddy havia nascido, e foi só quando voltou para casa do internato que se deu conta de que tinha um novo irmão. Não havia nenhum abraço, nenhuma mostra de carinho, e não lhes era permitido expressar dor. Sua criação tem todos os sinais clássicos das técnicas de controle mental que as elites usam sobre suas próprias crianças. O príncipe Charles sofreu exatamente a mesma criação sob seu profundamente agressivo e desagradável pai, o príncipe Philip.

John F. Kennedy, o presidente jovial, praticamente desde o nascimento sofria de problemas sérios de saúde e vivia na dependência de remédios pesadíssimos. O historiador Robert Dallek teve acesso aos registros médicos de Kennedy e os divulgou na edição de dezembro de 2002 da revista Atlantic Monthly. O seu estado de saúde era lastimável e ele vivia atormentado por dores terríveis e constantes. O presidente tinha colite, osteoporose, colesterol alto, diarreia crônica, inflamação da próstata e da uretra, além do Mal de Addison, uma insuficiência supra-renal que provoca a destruição gradativa do sistema imunológico. Para combater tantos males, os médicos entupiam Kennedy com até oito tipos de droga por dia: esteroides para o Mal de Addison, injeções à base de morfina contra as dores lombares, antiespasmódicos para a colite e penicilina no combate às infecções urinárias. Durante a crise dos mísseis em Cuba, em 1962, quando os Estados Unidos e a União Soviética estiveram à beira de uma guerra nuclear, acrescentaram barbitúricos para fazê-lo dormir. A colite, inflamação da parede intestinal detectada quando tinha 13 anos, é o que pode ter desencadeado e agravado outros problemas. Os médicos passaram a tratá-la com um esteroide. Suspeita-se que o uso exagerado da droga sintética tenha causado a osteoporose, que afetou duas vértebras de sua coluna. Para completar, Kennedy vivia às voltas com inflamações da próstata e da uretra causadas por uma doença venérea contraída quando tinha 23 anos e que nunca foi bem curada.

Por duas vezes, em 1947 e 1954, foi desenganado pelos médicos e chegou a receber a extrema-unção. Em uma foto dramática datada de 21 de dezembro de 1954, vê-se o então senador John Kennedy se recuperando de uma cirurgia espinhal. Só entre 1955 e 1957 foram nove internações, o que levou a imprensa a apelidá-lo de “senador ausente”, atribuindo seu sumiço, inocentemente, a aventuras amorosas.

Surpreende a habilidade com que seu círculo íntimo, que incluía o irmão Robert e a esposa Jackie, conseguiu vender a imagem de um JFK atlético que era fotografado até mesmo jogando tênis e futebol americano com os irmãos, velejando e carregando os filhos nas costas.

Seus problemas de coluna, que o impediam de subir escadas e o obrigavam a usar muletas em várias ocasiões, foram atribuídos a ferimentos de guerra.

Kennedy se deixava fotografar usando muletas ou sentado numa cadeira de balanço no Salão Oval da Casa Branca, mas sempre com o sorriso estampado no rosto.

Parte de seus males é atribuída ao excesso de remédios. Janet Travell, sua médica particular desde 1955, chegava a aplicar em suas costas oito injeções de procaína, um derivado sintético da cocaína, para que ele aguentasse de pé as cerimônias públicas. Ela foi afastada nos últimos meses de vida do presidente. Um novo tratamento, com menos drogas e mais exercícios para as costas, passou a ser feito. As dores diminuíram.

Os registros médicos ajudam a explicar uma das características mais marcantes de Kennedy – seu insaciável apetite sexual. Para suprir os efeitos causados pelo Mal de Addison, ele recebia regularmente doses extras de testosterona, o hormônio masculino responsável pelo desejo sexual. Kennedy fazia malabarismos para driblar as dores nas costas durante uma relação sexual. Usava com frequência piscina ou banheira, que amenizavam os movimentos lombares. Na cama, a solução era manter-se deitado de costas.

Kennedy tinha uma torrente de parceiras sexuais, e pelo menos três delas, Marilyn Monroe (1926-1962), Jayne Mansfield (1933-1967) e Zsa Zsa Gabor (1917-), eram adeptas de Anton Szandor LaVey (1930-1997), fundador da Igreja de Satanás. Outras relações de longo prazo incluíam duas com membros das linhagens escocesas da Elite, Lady Jeanne Louise Campbell (1928-2007), filha de Ian Douglas Campbell, duque de Argyll (1903-1973), e Kay-Kay Hannon Auchincloss, da família a que sua esposa estava aparentada.

No livro Marilyn e JFK, François Forestier conta que Kennedy teve casos com pelos menos treze mulheres – sem contar as dezenas de prostitutas anônimas –, entre elas, além da nazista Inga Arvad (1913-1973), Gene Tierney (1920-1991), Lee Remick (1935-1991), Audrey Hepburn (1929-1993) e, claro, Marilyn Monroe. A promiscuidade era total. Kennedy fazia o gênero quase-coelho, quinze minutos no máximo, entre preliminares e aquilo propriamente dito. Às vezes, eram apenas vinte segundos. Forestier escreveu: “Quando Phil Graham, o chefão do jornal Washington Post, declarou publicamente que o presidente colecionava affairs e amantes, nenhuma revista divulgou. Havia um consenso: a vida privada do presidente estava além dos limites. Mas, como Kennedy conseguia governar o país, é um mistério. Como vivia doente, ele funcionava adequadamente apenas algumas horas por dia, tirando uma soneca às tardes e divertidas sestas à noite… Alguém disse que JFK gastou metade do seu tempo perseguindo as mulheres, e a outra metade pensando nisso.”

Durante seis anos, o maior símbolo sexual dos Estados Unidos e o senador que se tornou presidente tentaram manter em segredo o relacionamento amoroso. O caso não se tornou público por conta de precauções da imprensa, mas um farto material foi coletado pela espionagem da máfia, FBI e KGB. Segundo Forestier, JFK e Marilyn Monroe “se conheceram quando JFK era um senador (casado) e Marilyn, uma starlet. Kennedy era incapaz de amar, e Marilyn, incapaz de sustentar uma relação. Ambos eram carentes de amor. Em todo caso, descobriram uma forma de relacionamento. Ela lhe deu sexo, que foi seu melhor presente uma vez que era frígida (ela disse isso a seu analista); ele retribuiu com um sopro de energia e de esperança. Os dois eram desiludidos. De alguma forma, encontraram um raio de luz, algo que, por breves momentos, pareceu ser amor.”[5]

A “maldição” que acompanhava os Kennedy continuou a fulminar implacavelmente outros membros do clã nos anos seguintes. Em 5 de junho de 1968, quando comemorava os resultados das prévias dos Democratas que o colocavam como virtual candidato à Presidência, o senador pelo estado de Nova York e irmão de JFK, Robert “Bobby” Francis Kennedy, de 42 anos, pai de dez filhos (sua mulher Ethel estava grávida do 11º), foi morto a tiros no hall central do Hotel Ambassador em Los Angeles pelo assassino mentalmente controlado Sirhan Bishara Sirhan (nascido em 1944 em Jerusalém, na Palestina). Os planos de segurança de Bobby Kennedy havia sido alterados. O plano era para que ele caminhase do palco através da multidão para a saída. Mas imediatamente depois do discurso, seus assessores insitiram que era mais seguro para ele sair pela cozinha do hotel. Quando entrou na cozinha, deparou-se com Sirhan Sirhan. Bobby foi assassinado com a ajuda e cumplicidade de sua própria equipe de segurança, alguns com conexões com a comunidade de inteligência. Sirhan Sirhan, apenas um bode expiatório de mente controlada, tinha estado em um curso de “expansão da mente” dos Rosacruzes semanas antes do crime. A motivação alegada foi a de uma retaliação ao apoio incondicional dos Estados Unidos a Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Desde anos antes, Sirhan Sirhan, que acabou condenado à prisão perpétua, vinha escrevendo um longo diário que relatava sua vida pessoal e o plano para matar Robert Kennedy. Depois do assassinato de seu irmão, Robert continuara como ministro da Justiça e trabalhara com o presidente Lyndon Johnson até setembro de 1964, quando se elegeu senador por Nova York. Contra a Guerra do Vietnã, Robert rompeu com Johnson sobre a escalada militar americana no conflito, entre outras questões. Anos depois, dois filhos de Robert também morreriam tragicamente.

Em 25 de abril de 1984, David Anthony Kennedy, o quarto filho, nascido em 1955, faleceu após uma overdose de drogas em West Palm Beach, na Flórida. Em dezembro de 1997, Michael LeMoyne Kennedy (nascido em 1958) morreu em um acidente de esqui em Aspen, Colorado.

Em 16 de julho de 1999, o advogado, jornalista e editor da revista George John Fitzgerald Kennedy, Jr., conhecido também como John-John, nascido em 25 de novembro de 1960 (dezessete dias depois de seu pai ter sido eleito presidente), morreu aos 38 anos em um acidente de avião junto com sua esposa Carolyn e sua cunhada Lauren. Kennedy estava pilotando o monomotor.

O fisiculturista, ator, empresário, político austro-americano e 38º governador da Califórnia (de 2003 a 2011) Arnold Alois Schwarzenegger (1947-) conheceu Maria Owings Shriver (1955-), sobrinha de JFK, em agosto de 1977, e com ela se casou 26 de abril de 1986, em mais uma união para fortalecer a linhagem sanguínea dos Kennedy.

Paralelos e coincidências entre Lincoln e Kennedy

Notas:

[1] Lester, William. A Celebration of Freedom: JFK and the New Frontier, Shelbyville, KY, Wasteland Press, 2010.

[2] Booth foi selecionado pelos Cavaleiros do Círculo Dourado, eles mesmos financiados pelos banqueiros maçônicos de Londres. A cobertura foi liderada pelo maçom, advogado, político, procurador-geral (entre 1860 e 1861) e secretário da Guerra de Lincoln, Edwin Stanton McMasters (1841-1869), que ordenou bloqueios de todas as estradas para fora de Washington DC, exceto uma que Booth usou para escapar. Nessa estrada, um bêbado de aparência e compleição similar a Booth foi assassinado e seu corpo queimado em um celeiro. Quem oficialmente “encontrou” esse homem? Somente Edwin Stanton que, é claro, o identificou imediatamente como Booth. No julgamento da morte de Lincoln em Indianápolis em junho de 1865, entre algumas das pessoas nomeadas como diretamente envolvidas, estavam Lorde Palmerston, o primeiro-ministro britânico e maçom de grau 33 que morreu nesse mesmo ano; John Wilkes Booth, maçom de grau 33; o advogado, político e senador por Louisiana Judah Philip Benjamin (1811-1884), a voz dos banqueiros maçons de Londres que ordenou o assassinato; e Jacob Thompson, ex-secretário do Interior, que retirou US$ 180 mil do Bank of Montreal no Canadá para bancar a operação.

[3] Figura mítica no ritual maçônico, Hiram Abiff é tido como mestre construtor do Templo de Salomão (concluído em torno de 988 a.C.), conforme a lenda maçônica (veja mais detalhes a respeito de Abiff e da iniciação maçônica no tópico “Os assassinatos rituais de Jack, o Estripador, cometidos pela Maçonaria”, contido no capítulo VII – Do Renascimento à Revolução Industrial: Máquinas Prodigiosas, Ciência Moderna e o Sonho do Voo).

[4] No brasão da família Cavendish, convenientemente sempre há uma cobra. Henry Cavendish (1731-1810), físico e químico britânico, filho de lady Anne Grey (filha do duque de Kent) e lord Charles Cavendish (filho do segundo duque de Devonshire), ingressou em Cambridge mas largou quatro anos depois sem ter se graduado. Cavendish era silencioso, solitário e excêntrico. Fora de sua família não formou relacionamentos pessoais próximos. Era tímido com as mulheres, e para evitar encontrar suas empregadas, com as quais só se comunicava por escrito, construiu uma escada atrás de sua casa. Saía socialmente apenas para o clube da Royal Society, cujos membros jantavam juntos antes dos encontros semanais. Cavendish era tão esquivo que a única imagem que conhecemos dele foi feita sub-repticiamente enquanto ceiava no clube da Royal Society. E, apesar de ter uma grande fortuna, podemos observar que se vestia de forma humilde para não chamar a atenção. De comportamento antissocial e secretivo, Cavendish evitou publicar seus trabalhos. Só no final do século XIX é que o físico e matemático britânico James Clerk Maxwell (1831-1879), que deu forma final à teoria moderna do eletromagnetismo, leu os documentos de Cavendish e constatou que ele já havia feito descobertas importantes muito antes de outros cientistas, mas sem receber o devido crédito. Entre as antecipações de Cavendish estão a Lei das Proporções Recíprocas, de Richter; a Lei das Pressões Parciais, de Dalton; a Lei dos Gases, de Charles; o conceito de potencial elétrico, que ele chamou de “grau de eletrificação”; uma prematura unidade de capacitância; a equação para a capacitância de um capacitor de placas; o conceito de constante dielétrica de um material; a relação entre potencial elétrico e corrente, agora chamada Lei de Ohm; Leis para a divisão de corrente em circuitos paralelos; princípios da condutividade elétrica (incluindo a lei do inverso do quadrado da distância para a força elétrica, agora chamada de Lei de Coulomb). Combinando metais com ácidos fortes, Cavendish produziu hidrogênio (H2), que ele isolou e estudou, reconhecendo-o como um elemento químico. Cavendish também determinou acuradamente a composição da atmosfera da Terra, constatando que 79,167% era nitrogênio e argônio), e 20,8333% (hoje, 20,95%) oxigênio. Cavendish também descobriu que 1/120 da atmosfera da Terra era composta por um terceiro gás, que foi identificado como argônio cerca de cem anos depois.

[5] Forestier, François. Marilyn e JFK, Rio de Janeiro, Objetiva, 2009.