50 Tons de Greys: Entrevista com Hitler Lobo de Mendonça, amigo de Antonio Villas Boas

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

Nascido em São Francisco de Sales em 2 de julho de 1940, Hitler Lobo de Mendonça foi assim batizado por seu pai que, naquele início de Segunda Guerra Mundial, admirava o ditador nazista alemão Adolf Hitler (1889-1945). Ele lamuriou que esse nome sempre o tivesse prejudicado, “e muito, pois tive até dificuldades para casar. Durante o Regime Militar, um juiz quis impedir o registro de minha candidatura a vereador só por causa do meu nome, pois pensava que eu era nazista. Cheguei a tentar trocar de nome, mas não consegui.” Tio do então prefeito da cidade Ademir Ferreira Barbosa, o próprio Hitler fora vereador pela Arena (Aliança Renovadora Nacional) e depois pelo PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) entre 1977 e 1988. Além da política, Hitler exerceu diversos outros ofícios, cuidando de gado e de lavoura e plantando roças em um sítio que chegou a possuir.

O distrito de São Francisco de Sales, rememorou Hitler, era um local extremamente violento em décadas anteriores: “Aqui eles matavam um sujeito cedo e deixavam o outro amarrado para matar de tarde. A chance de você tomar uma bala a qualquer momento era muito grande. Meu pai era dono de uma pensão aqui nesta casa. As pessoas diziam que ele era o mais brabo, o mais mandão que tinha aqui. Quantas e quantas vezes eu vi caboclo bater faca no cimento de um boteco aqui, fazer fogo igual relâmpago e mexer pinga assim com a faca e mandar os outros beberem, que era para mostrar que era mais macho do que os outros.”

Segundo Hitler Lobo de Mendonça, São Francisco de Sales era um local muito violento no passado. Foto dos letreiros da cidade em sua praça central por Pablo Villarrubia Mauso.

O seu grau de convivência com Antonio Villas Boas havia sido tão próximo que podia considerá-lo “quase um irmão meu, amigo de comer num prato só. Nossos pais também eram muito amigos. A nossa fazenda fazia divisa com a dele. O Antonio era uma boa pessoa, nunca ofendeu nem um mosquito. Gente fina. Gostava muito de ler, de estudar.”

Hitler rememorou o que fazia na época do sequestro sofrido por Antonio: “Eu arava a terra com o arado de boi na época. Aí certo dia os parentes dele comentaram que o Antonio tinha sido levado por um aparelho que pousou na fazenda. Ele ficou trancado dentro do quarto por muito tempo fazendo uma escultura de madeira do que tinha visto, tanto que deu prazo de eu arar uns dois alqueires de chão com arado de boi, que aquilo é muito demorado. Tinham que passar comida para ele por um buraco na porta. Ele não queria ser importunado por ninguém enquanto não terminasse de esculpir o aparelho.”

Hitler referendou a história de Antonio como sendo “verdadeira”, pois “ele não mentia não. Ele contava para nós que tiraram a roupa dele, que ele teve de transar com a moça…” Hitler também corrigiu a versão de que a moça era bonita dizendo tacitamente que “era o ‘trem’ mais horrível do mundo”. Ele reforçou isso sublinhando que Antonio falava “que ela era muito feia, e isso me deixou cabreiro”. Acrescentou que Antonio era um “católico fervoroso”: “Ele acompanhava as procissões na Sexta-Feira Santa, gostava muito de carregar o santo na frente. Gostava das festas da Igreja. Aqui naquele tempo eram nove dias de festas, e ele participava de todas.”

Afiançou Hitler que certa vez ele e seus companheiros foram atacado por uma luz que só desapareceu após muita reza: “O prefeito atual, que é meu sobrinho, estava junto comigo. Ele era rapazinho, moleque. Eu tinha uns 20 anos de idade. Estávamos em três irmãos, que eram todos homens de coragem, mais esse moleque e mais um outro, viajando em três carroças de cavalo. Tínhamos comprado uma porcada de 21 ou 31 porcos numa fazenda. Perdemos um porco naquele cerrado, que fica a uns 20 quilômetros daqui, e meu irmão, que era muito nervoso, começou a xingar, ao que subiu uma lâmpada, tipo dessas de poste. Os cavalos estavam muito cansados de puxar carroça, eu já tinha até apeado, e ao ver aquilo, mandei que parasse de xingar. E a luz veio subindo, marcou bem no nosso rumo e veio em nossa direção, como se fosse bater em nós. Ela aluminou, ficou muito tempo nos alumiando. Era uma luz  de cor vermelha e azul, ou seja, mudava de cor. Se olhássemos muito pra ela, ela se aproximava das carroças, então não podíamos olhar. Tínhamos que fechar os olhos e rezar. Conforme íamos rezando, ela ia parando e se retirando, mas quando desviávamos um pouquinho, principalmente eu, que era muito curioso e olhava, ela vinha, brilhava e ficava maior, alumiando muito mais, tanto que você achava uma agulha dentro da carroça. Alumiava tudo, até as cordas dos pés dos porcos.”

Nesse momento, Hitler parou e fez gestos de que não dava para olhar diretamente para aquela luz porque os olhos ficavam embaçados, até que ela se transformou numa estrela: “Foi ficando pequena até se misturar com as estrelas. Aí descemos mais pra baixo um pouquinho e saímos no córrego, achamos uma porteira, chegamos a uma casa onde estavam jogando truco. Eram mais ou menos 1h30 da madrugada. Estavam em seis, eu lembro como se fosse agora. Aí nós contamos a história e eles falaram: ‘Vocês deram sorte demais, pois o dono desta casa disse que essa luz quando cerca faz cavalo derrubar gente, pinta o diabo aí’.” Essa luz teria se aproximado a uma distância de uns 6 metros apenas. Hitler atribuiu a perseguição ao fato de seu irmão tê-la “xingado muito”: “Esse meu irmão era meio esquentado. Como disse, o pessoal aqui era muito brabo.” Hitler acreditava que aquilo não fosse propriamente a “Mãe do Ouro”, como o povo costuma falar – “Porque ouro não tem não” –, e sim que fosse “um espírito mau ou então o próprio demônio”: “Acredito que pode ser o demônio que vem e fica tentando. Uma coisa é certa: Deste mundo é que não é.”

Cláudio Tsuyoshi Suenaga, Hitler Lobo de Mendonça e Pablo Villarrubia Mauso. Foto de Claiton Gonçalves Mendonça.

Hitler contou ainda um caso de assombração presenciado pela sua esposa Florípedes Gonçalves Mendonça, nascida em 1944: “É muito mais fácil chover agora do que a minha mulher mentir. Isso eu garanto, pois moro com ela há 39 anos e ela nunca deu conta de uma mentira. Eu estava construindo uma casa para onde nos mudaríamos, a apenas uns 600 metros de onde morávamos. De lá ela via bem o movimento. Numa tarde eu fui tratar os porcos, e ela resolveu olhar lá pros lados da casa em construção. Ela diz que de lá viu um homem junto comigo, um homem vestido de branco. Eu descascava uma espiga de milho, jogava pros porcos, e ele dava um passo à frente. Eu mudava de posição para o outro lado e ele mudava o passo. Fui tirar água da cisterna para levar aos porcos e ele foi junto. Pelo menos era o que a minha mulher estava vendo. Quando cheguei a casa, ela então me perguntou quem era aquele homem que estava comigo. Eu respondi que não havia ninguém junto comigo, e ela jurou que tinha visto um homem de roupa branquinha junto comigo. Falei que ela estava ficando doida. E até hoje ela afirma que havia essa pessoa lá.”

No ano 2000, por volta das 3 horas da manhã, um dos cinco filhos de Hitler, Claiton Gonçalves Mendonça (nascido em 1972), encarregado da cooperativa local, avistou uma luz em formato de pião, conforme ele mesmo relatou: “Fui analisar leite, porque tem que sair cedo para pegar a pessoa para tirar o leite. Ao chegar lá, sentei numa porteira esperando o fazendeiro levantar, e nisso passou uma luz pequena, tipo um pião. Passou mais um tempo e eu ainda estava sentado na porteira quando olhei para cima, na altura do poste, a uns 10 metros, e vi a luz do tamanho de uma bola de futebol. Aí ela alumiou e fiquei com medo demais, pensei em correr para o lado da casa do fazendeiro. Na hora em que corri, ela me cercou, soltando um chiado, e ficou pairando justamente acima da casa do fazendeiro. O cachorro ficou latindo, e eu fiquei com medo do cachorro. Passado mais um pouco, a luz foi para os lados de um coqueiro distante e lá ficou. Mas de onde eu estava, você podia ver até as folhas, de tanto que a luz alumiava. Fiquei vendo isso por uns cinco minutos. Depois que ela saiu do coqueiro, desapareceu, aí eu não a vi mais. Ali era mato fechado. Saí de lá e fui para o meio de um pasto. Queria ir a casa do fazendeiro mas estava com medo do cachorro. Aí começou a clarear, vi que o fazendeiro havia acordado e me dirigi para lá. Contei pra ele o que tinha visto e ele começou a rir, dizendo que aquilo aparecia direto na região.”

Hitler Lobo de Mendonça ao lado de seu filho Claiton Gonçalves Mendonça, que avistou uma luz em formato de pião. Foto de Cláudio Tsuyoshi Suenaga.

Hitler referendou garantindo que “isso não é lenda não, é coisa real. Você morre de medo, enrola até a língua de medo.”

Pablo Villarrubia Mauso e eu só saímos da casa de Hitler às 23h30 por termos aceitado o convite de tomar parte na animada festa de aniversário de sua neta. Fomos dormir de madrugada e logo cedo já estávamos de pé. Às 8 horas comprei algumas frutas e legumes em um local onde jamais pensei que um dia faria aquilo: tratava-se de um peculiar ônibus estacionado na frente da pensão que no lugar dos bancos de passageiros trazia bancas com produtos vindos diretamente da fazenda. Era o que se podia chamar de um autêntico “ônibus-feira”, na falta de outro termo.

Cláudio Tsuyoshi Suenaga (o último da fila, de mochila e óculos escuros), à espera de sua vez para entrar no “ônibus-feira”. Foto de Pablo Villarrubia Mauso.

Bem, mas vamos à íntegra entrevista que infelizmente foi cortada do apêndice do meu livro 50 Tons de Greys: Casos de Abduções com Relações Sexuais, recém-lançado pela Biblioteca UFO.

Cláudio Tsuyoshi Suenaga e Hitler Lobo de Mendonça. Foto de Pablo Villarrubia Mauso.

P – O nome do senhor nunca o prejudicou?

R – Muito, tive até dificuldades para casar. Durante o Regime Militar, um juiz quis impedir o registro de minha candidatura a vereador só por causa do meu nome, pois pensava que eu era nazista. Cheguei a tentar trocar de nome, mas não consegui.

P – Que outros trabalhos o senhor exerceu, além da política?

R – Trabalhei mexendo com gado pros outros, fui diarista, mas nunca tive carteira assinada. Tive sítio, chácara, plantei muitas roças.

P – Como era o distrito de São Francisco de Sales?

R – Aqui eles matavam cedo e deixavam o outro amarrado pra matar de tarde. A chance de você tomar uma bala a qualquer momento era muito grande. Meu pai era dono de uma pensão aqui nesta casa. As pessoas diziam que ele era o mais brabo, o mais mandão que tinha aqui. Quantas e quantas vezes eu vi caboclo bater faca no cimento de um boteco aqui, fazer fogo igual relâmpago e mexer pinga assim com a faca e mandar os outros beberem, que era pra ser mais macho que os outros.

P – O senhor conheceu o Antonio Villas Boas?

R – Ele era quase um irmão meu, amigo de comer num prato só. Nossos pais também eram muito amigos. A nossa fazenda fazia divisa com a dele.

P – O Antonio era uma boa pessoa?

R – Ele nunca ofendeu nem um mosquito. Gente fina. Gostava muito de ler, de estudar.

P – O que o senhor se recorda do caso que aconteceu com ele?

R – Eu arava a terra com o arado de boi na época. Aí certo dia os parentes dele comentaram que o Antonio tinha sido levado por um aparelho que pousou na fazenda. Ele ficou trancado dentro do quarto por muito tempo fazendo uma escultura de madeira do que tinha visto, tanto que deu prazo de eu arar uns dois alqueires de chão com arado de boi, que aquilo é muito demorado. Tinham que passar comida pra ele por um buraco na porta. Ele não queria ser importunado por ninguém enquanto não terminasse de esculpir o aparelho.

P – Para o senhor, a história que ele contou era verdadeira?

R – Verdadeira, ele não mentia não. Ele contava para nós que tiraram a roupa dele, que ele teve de transar com a moça…

P – Essa moça era feia ou bonita?

R – O trem mais horrível do mundo.

P – Ele falava que era feia?

R – Falava, e isso me deixou cabreiro.

P – Ele era católico?

R – Católico fervoroso. Ele acompanhava as procissões na Sexta-Feira Santa, gostava muito de carregar o santo na frente.

P – Ele gostava de festas?

R – Festas de Igreja. Aqui naquele tempo eram nove dias de festas.

P – O pessoal falava na Mãe do Ouro?

R – Isso nós cansamos de ver. Víamos tochas grandes, várias tochas. Vou contar uma história verdadeira. O prefeito que é meu sobrinho estava junto comigo, ele era rapazinho, moleque. Eu tinha uns 20 anos de idade. Estávamos em três irmãos, que eram todos homens de coragem, mais esse moleque e mais um outro, viajando em três carroças de cavalo. Tínhamos comprado uma porcada de 21 ou 31 porcos numa fazenda. Perdemos um porco naquele cerrado, que fica a uns 20 quilômetros daqui, e meu irmão, que era muito nervoso, começou a xingar, ao que subiu uma lâmpada, tipo dessas de poste. Os cavalos estavam muito cansados de puxar carroça, eu já tinha até apeado, e ao ver aquilo, mandei que parasse de xingar. E a luz veio subindo, marcou bem no nosso rumo e veio em nossa direção, como se fosse bater em nós. Ela aluminou, ficou muito tempo nos alumiando.

P – De que cor era?

R – Era vermelha, azul, mudava de cor. Se olhássemos muito pra ela, ela se aproximava das carroças, então não podíamos olhar. Tínhamos que fechar os olhos e rezar. Conforme íamos rezando, ela ia parando e se retirando, mas quando desviávamos um pouquinho, principalmente eu, que era muito curioso e olhava, ela vinha, brilhava e ficava maior, alumiando muito mais, tanto que você achava uma agulha dentro da carroça. Alumiava tudo, até as cordas dos pés dos porcos.

P – Não dava para olhar direto porque a vista…

R – Ficava ruim, embaçada. Você sabe no que ela se transformou? Numa estrela. Foi ficando pequena até se misturar com as estrelas. Aí descemos mais pra baixo um pouquinho e saímos no Corguinho, achamos uma porteira, chegamos a uma casa onde estavam jogando truco. Eram mais ou menos 1h30 da madrugada. Estavam em seis, eu lembro como se fosse agora. Aí nós contamos a história e eles falaram: “Vocês deram sorte demais, pois o dono desta casa disse que essa luz quando cerca faz cavalo derrubar gente, pinta o diabo aí.”

P – A que distância essa luz chegou de vocês?

R – A uns 6 metros apenas.

P – O que essa luz pode fazer com a pessoa?

R – Do jeito que ela vem, ela bate. Porque meu irmão tinha xingado muito, esse meu irmão era meio esquentado, ele chegou a matar o próprio irmão.

P – O pessoal aqui era muito brabo.

R – Era brabo.

P – O senhor já viu assombração?

R – Eu vou lhe contar um caso que minha mulher presenciou, e é muito mais fácil chover agora do que a minha mulher mentir. Isso eu garanto, pois moro com ela há 39 anos e ela nunca deu conta de uma mentira. Eu estava construindo uma casa para onde nos mudaríamos, a apenas uns 600 metros de onde morávamos. De lá ela via bem o movimento. Numa tarde eu fui tratar os porcos, e ela resolveu olhar lá pros lados da casa em construção. Ela diz que de lá viu um homem junto comigo, um homem vestido de branco. Eu descascava uma espiga de milho, jogava pros porcos, e ele dava um passo à frente. Eu mudava pro outro lado e ele mudava o passo. Fui tirar água da cisterna pra levar pros porcos, e ele foi junto. E a minha mulher observando tudo aquilo. Quando cheguei a casa, ela então me perguntou quem era aquele homem que estava comigo. Eu respondi que não havia ninguém junto comigo, e ela jurou que tinha visto um homem de roupa branquinha junto comigo. Falei que ela estava ficando doida. E até hoje ela afirma que havia essa pessoa lá.

P – O que o senhor viu de estranho?

R (Claiton) – Há uns dois anos atrás, por volta das 3 horas da manhã, fui analisar leite, porque tem que sair cedo pra pegar a pessoa pra tirar o leite. Ao chegar lá, sentei numa porteira esperando o fazendeiro levantar, e nisso passou uma luz pequena, tipo um pião. Passou mais um tempo e eu ainda estava sentado na porteira quando olhei pra cima, na altura do poste, a uns dez metros, e vi a luz do tamanho de uma bola de futebol. Aí ela alumiou, eu fiquei com medo demais, pensei em correr pro lado da casa do fazendeiro. Na hora em que corri, ela me cercou, soltando um chiado, e ficou pairando justamente acima da casa do fazendeiro. O cachorro ficou latindo, e eu fiquei com medo do cachorro. Passado mais um pouco, a luz foi para os lados de um coqueiro distante e lá ficou. Mas de onde eu estava, você podia ver até as folhas, de tanto que a luz alumiava.

P – Quanto tempo durou isso?

R (Claiton) – Uns cinco minutos. Depois que ela saiu do coqueiro, desapareceu, aí eu não a vi mais. Ali era mato fechado. Saí de lá e fui pro meio de um pasto. Queria ir a casa do fazendeiro mas estava com medo do cachorro. Aí começou a clarear, vi que o fazendeiro havia acordado e me dirigi pra lá. Contei pra ele o que tinha visto e ele começou a rir, dizendo que aquilo aparecia direto na região.

R – Isso não é lenda não, é coisa real. Você morre de medo, enrola até a língua de medo. Você falou em Mãe do Ouro, mas eu não acredito em Mãe do Ouro, porque ouro não tem não.

P – O que seria então essa luz?

R – Eu acho que é um espírito mau ou então o próprio demônio. Acredito que pode ser o demônio que vem e fica tentando.

R (Claiton) – Espírito é que não é não.

R – Deste mundo é que não é.

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