Morre George Bush pai, o Magog da Skull and Bones

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

George Herbert Walker Bush, o 41º Presidente dos Estados Unidos (de 1989 a 1993), que sofria do mal de Parkinson, morreu na noite de sexta-feira, 30 de novembro de 2018, aos 94 anos, pouco mais de sete meses depois do falecimento de sua esposa, Barbara, com quem foi casado durante 73 anos.

Seu estilo pragmático e discreto contrastava com seu poderio, definidor dos rumos que o mundo tomaria, de consequências duradouras até os dias de hoje e certamente mais além. “Bush pai” selou o fim da Guerra Fria e detonou a Guerra do Golfo, continuada por seu filho, George Walker Bush, o 43º Presidente dos Estados Unidos (2001-2009).

Foi “Bush pai” que anunciou em seu discurso “Toward a New World Order” (“Rumo a uma Nova Ordem Mundial”), lido durante uma sessão do Congresso em 11 de setembro de 1990, o advento da Nova Ordem Mundial, em que os Estados Unidos exerceriam o papel de “polícia” global, e a ONU, de juiz mundial. Esse discurso pela NOM foi feito não por acaso exatamente 11 anos antes dos atentados terroristas às Torres Gêmeas do World Trade Center, este gigantesco ritual de sacrifício maçônico-Illuminati:

“Uma nova parceria entre as nações já começou, e estamos hoje em um momento único e extraordinário. A crise no Golfo Pérsico, tão grave como é, também oferece uma rara oportunidade de nos movermos em direção a um período histórico de cooperação. Fora destes tempos difíceis, nosso quinto objetivo – uma Nova Ordem Mundial – pode emergir: uma nova era, mais livre da ameaça do terror, mais forte na busca de justiça e mais seguro na busca pela paz. Uma era em que as nações do mundo, Leste e Oeste, Norte e Sul, podem prosperar e viver em harmonia. Uma centena de gerações têm procurado este caminho evasivo para a paz, enquanto milhares de guerras marcaram a extensão do esforço humano, e hoje esse novo mundo está lutando para nascer. Um mundo muito diferente do que nós conhecemos. Um mundo onde a regra suplanta a lei da selva. Um mundo em que as nações reconhecem a responsabilidade compartilhada por liberdade e justiça.”

Desde o início do século XX os principais líderes empresariais, políticos e religiosos do mundo vinham se referindo a uma NOM em seus discursos, pronunciamentos, entrevistas e artigos.

Em 1918, o presidente norte-americano Woodrow Wilson pela primeira vez desenvolveu um programa de reforma progressiva nas relações internacionais e liderou a construção daquilo que se convencionou denominar de uma “Nova Ordem Mundial” por meio da Liga das Nações.

O escritor socialista fabiano inglês Herbert George Wells publicava em 1928 o livro The Open Conspiracy (A Conspiração Aberta), que junto com The New World Order (A Nova Ordem Mundial), de 1940, expunha o projeto de mundo planificado que já vinha sendo implantado de forma sutil e progressiva.

O presidente Franklin Delano Roosevelt usou o termo “Nova Ordem Mundial” em 27 de outubro de 1941 para referir-se ao Terceiro Reich de Hitler, que falava em inaugurar uma “Nova Ordem Mundial”.

Em 7 de dezembro de 1988, o então líder da União Soviética Mikhail Gorbachev, ao discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas, formulou uma extensiva lista de ideias para criar a “Nova Ordem Mundial”, sendo a principal delas uma centralização ainda maior de poder nas mãos ONU.

Mas foi só quando Bush empregou esse termo ao público geral, que o mundo todo começou a usá-lo.

Dan Quayle, o vice-presidente, compareceu a vários programas de televisão para explicar esse termo e dizer a todos como o conceito era maravilhoso. A primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e o primeiro-ministro soviético Mikhail Gorbatchev, também começaram a usar esse termo, antes reservado apenas aos leitores de seletos materiais ocultistas.

Membro de uma das dinastias mais influentes do mundo, conectada às linhagens nobres sanguíneas, Bush já nasceu rico (seu pai, o senador Prescott Sheldon Bush, era um rico empresário do aço, senador e broker em Wall Street, que jogava golfe com Dwight Eisenhower) e se tornou um milionário do petróleo aos 40 anos, tendo sido e participado de quase tudo na vida: piloto de avião na Segunda Guerra Mundial, congressista, embaixador na ONU e na China, chefe do Partido Republicano, diretor da CIA (1976-77) e vice-presidente de Ronald Reagan (1981-89).

Bush também era membro e figura de proa das principais e mais poderosas organizações e sociedades secretas, entre elas a Comissão Trilateral, o Clube de Bilderberg, o Bohemian Grove e mais notoriamente a Skull and Bones (Crânio e Ossos), também conhecida por Clube da Eulogia, Loja 322, Brotherhood of Death (Irmandade da Morte) ou simplesmente The Order. O apelido de Bush na Skull and Bones, onde ingressou em 1948, era “Magog”, isso mesmo, o personagem apocalíptico da Bíblia.

Seu pai, Prescott Bush, ingressou em 1913 na Universidade de Yale e em 1917 na Skull and Bones (assim como anteriormente seu avô James Smith Bush e seu tio Robert E. Sheldon Jr.), e no seguinte foi o responsável pelo saque do crânio e dos ossos de Gerônimo.

Prescott era um dos sete diretores (incluindo W. Averell Harriman) da Union Banking Corporation, um banco de investimento que funcionava como uma câmara de compensação para muitos ativos e empresas do magnata do aço Fritz Thyssen (1873-1951), que detinha o monopólio da indústria siderúrgica alemã. Em julho de 1942, o banco era suspeito de manter ouro em nome de líderes nazistas. A investigação do governo confirmou o controle das atividades por Thyssen, o que levou, em outubro, à interdição do banco com base na lei “Trading With The Enemy” (Negociar Com o Inimigo). Enquanto estava preso na Alemanha, o jornalista Emery Reves, baseado nas memórias ditadas por Thyssen, escreveu sua biografia que foi publicada nos Estados Unidos em 1941 sob o título I Paid Hitler (publicada no Brasil pela Editora Globo sob o título Eu Financiei Hitler). Depois da guerra, Thyssen contestou a autenticidade deste livro.

O fato é que Thyssen, assim como outros grandes capitalistas, foi responsável direto pela ascensão de Hitler ao poder. Em 1950 Thyssen emigrou para a Argentina, onde morreu no ano seguinte. Prescott Bush também estava envolvido com a American Birth Control League (Liga para o Controle da Natalidade Americano, fundada pela enfermeira, educadora sexual e ativista Margaret Sanger em 1921) desde 1942, e serviu como tesoureiro da primeira campanha nacional da Planned Parenthood (Paternidade Planejada, uma ramificação da ABCL) em 1947.

Incrustada na Universidade de Yale, a Skull and Bones foi fundada em 1832 por William Huntington Russell (1809-1885) e Alphonso Taft (1810-1891).

Russell foi um empresário, educador e político norte-americano, descendente de várias famílias tradicionais da Nova Inglaterra. Seu antepassado, o reverendo Noadias Russell, foi um dos fundadores e administrador original da Yale. Entre 1831 e 1832, William Russell estudou na Alemanha, onde foi iniciado na Ordem Illuminati da Baviera fundada por Weishaupt. Em 1846, tornou-se membro da Assembleia do Estado de Connecticut, e em 1862, foi nomeado general da Guarda Nacional.

Taft tornou-se ministro da Guerra em 1876, e em 1884 vice-general e embaixador dos Estados Unidos na Rússia. Seu filho, William Howard Taft (1857-1930), tornou-se magistrado, secretário da Guerra (entre 1904 e 1908) e depois foi eleito o 27º presidente dos Estados Unidos (de 1909 a 1913).

O nome e o símbolo da Skull and Bones por si sós são demonstrativos de seus propósitos: Jesus Cristo foi crucificado no Golgotha, Place of the Skull, e o crânio humano sobre dois ossos cruzados usado tanto pelos piratas como pelos nazistas acabou por tornar-se, afinal, um símbolo universal para a morte.

O número 322 comporta inúmeros significados, e tanto se refere à data de fundação da irmandade (1832, 2º semestre), quanto à aparição da deusa Eulogia (Eloquência) no céu em 322 a.C. após a morte de Demóstenes, político e orador grego de Atenas nascido em 384 a.C. Acreditava-se que ela retornaria em 1832. Os registros dos Bones são datados adicionando 322 ao ano corrente, ou seja, registros de 1950 são datados do Anno Demostheni 2272.

322 também é uma alusão à data de 22 de março, início da primavera no hemisfério norte, e remete ao capítulo 3, versículo 22 do Gênesis: “Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente.”

Até 1856, quando a “Tumba” (um prédio cor de vinho e sem janelas, tal como os da Maçonaria), como é chamada a sede da Skull and Bones, começou a ser construída (a conclusão se deu em duas fases adicionais nos anos de 1903 e 1911) no campus da Universidade de Yale em New Haven, Connecticut, onde os membros se reúnem toda quinta-feira e domingo, a irmandade realizava suas reuniões em prédios alugados.

O lema latino “Lux et Veritas” (“Luz e Verdade”) no emblema da Yale é interpretado pelos conspiracionistas como a expressão do principal objetivo dos Illuminati, ou seja, trazer a “luz” e a “verdade” para o mundo. A luz é trazida pelo Portador da Luz, Lúcifer, representado pela Estátua da Liberdade que leva uma tocha (a Luz); a Verdade é que uma vez instaurada a Nova Ordem Mundial, estaremos sob a égide de um único e tirano líder: Lúcifer.

Nos últimos 150 anos, cerca de 2.500 graduados da Yale foram iniciados na irmandade. Em qualquer momento, cerca de quinhentos sempre estará vivo e ativo, em geral ocupando altos cargos na sociedade. Tradicionalmente não eram admitidos na irmandade membros que não pertencessem à elitista facção WASP (White, Anglo-Saxon and Protestant) da sociedade estadunidense, mas a política de inclusão forçou a admissão de descendentes de estrangeiros “bárbaros”, como judeus, negros e orientais.

As mulheres, recentemente autorizadas a se tornarem membros, são conhecidas como Boneswomen (Mulheres dos Ossos) e Senhoras da Eulogia.

Mas a despeito dessas concessões liberais, a Skull and Bones mantém critérios seletivos rigorosíssimos, e a maior parte dos membros continua sendo oriunda de famílias muito ricas, como a dos Rockefeller, Morgan, Taft, Stinsom, Whitney, Bundy, Harriman, Weyerhaeuser, Sloane, Pillsbury, Payne e Wadsworth. Frequentemente seus pais já eram membros da irmandade.

Na seleção, a ênfase é posta nas habilidades atléticas e no pendor para o trabalho em equipe. São preteridos os solitários, os iconoclastas e os individualistas.

Uma vez ao ano, no mês de abril, duzentos alunos pré-selecionados da Yale se reúnem na entrada da Skull and Bones, onde pontualmente às 17 horas uma junta de quinze membros seniores escolhe os quinze novatos que ingressarão na irmandade. Cada novato só pode fazer dois gestos: balançar a cabeça negativamente (recusando-se a entrar na irmandade) ou correr para seu quarto juntamente com o sénior que o escolheu (aceitando a irmandade).

A entrada na Skull and Bones é feita por um elaborado ritual acompanhado de condicionamento psicológico (controle mental), juramentos e confissões. Logo de saída, o nome do neófito é alterado. Ele não será mais conhecido pelo seu nome, mas como um monge ou Cavaleiro de Malta ou de São João. Todos os membros se denominam “cavaleiros”, enquanto se referem a todos os demais como “bárbaros”. Ele jura obediência e lealdade total à sociedade secreta. Os compromissos são firmados sob juramentos sérios e vitalícios, alguns dos quais mortais, exatamente como na Maçonaria.

Como parte da iniciação, o novato é despido e, de pé, circundado por quatorze outros iniciados e membros seniores, é obrigado a contar sua história sexual completa, incluindo seus mais profundos e ocultos segredos, na cerimônia chamada de “Alegria do Conúbio”.

Depois, deita-se em um caixão que é carregado pelo salão. Entrar e sair do caixão é uma jornada simbólica pelo outro mundo, ou seja, o iniciado “morre para o mundo e renasce para a irmandade”.

Estranhos gritos e lamentos vindos das entranhas da tumba costumam ser ouvidos nessas ocasiões em que os iniciados recebem uma carga de forças poderosas que transforma totalmente suas vidas, exatamente como no satanismo clássico.

Crimes como furtos em sepulturas tanto fazem parte da iniciação como funcionam como um teste para colocar o candidato sob pressão. Entre as relíquias históricas em poder da irmandade, está o crânio do lendário líder guerreiro apache Gerônimo, subtraído de um cemitério de prisioneiros de guerra em Fort Sill, Oklahoma.

Um dos costumes é tirar uma foto a cada quinze novos membros admitidos, que são posicionados sempre no mesmo ambiente, com a caveira e os ossos sobre uma mesa e um relógio de pêndulo marcando 8 horas, posicionado logo atrás.

A irmandade incentiva os membros a verem o mundo, fora da Skull and Bones, de forma insensível, e serem dissimulados. Outra dissociação é que os relógios do “túmulo” intencionalmente correm cinco minutos mais rapidamente para transmitir aos membros a sensação de que o “espaço Bonesmen” é um mundo totalmente à parte e à frente dos “bárbaros”.

A Skull and Bones sempre andou lado a lado com a “Ordem SS” de Adolf Hitler.

Iniciados que, por algum motivo, ficaram descontentes e desertaram da irmandade, descrevem que as paredes internas da “Tumba” ostentam muitas fotos de nazistas, imagens de caveiras, suásticas e talheres utilizados por Hitler, obviamente transladados da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial. Uma vez por ano, os membros fazem sua refeição usando o conjunto de porcelanas e talheres de prata que pertenceu a Hitler.

A equivalente alemã da Skull and Bones foi a Sociedade Thule, confraria ocultista que em 1919, sob a liderança de Dietrich Eckhart, iniciou Hitler nos mistérios do ocultismo e do satanismo. Eckhart se tornaria um dos fundadores e membros-chave do Partido Nazista e o primeiro a empregar o termo Drittes Reich (Terceiro Reich). Posteriormente, a Sociedade Thule selecionou Hitler para liderar a Alemanha conforme a recomendação deixada por Eckhart em seu leito de morte: “Sigam Hitler, ele dançará, mas eu dei a melodia. Eu o iniciei na Doutrina Secreta, abri seus centros de visão, e lhe dei os meios de comunicar-se com os poderes.”[1]

Os membros da Thule praticavam uma forma de magia sexual derivada de uma loja maçônica frequentada por Aleister Crowley – o maior e mais influente satanista do século XX, autoproclamado “A Grande Besta”, que no papel de sumo sacerdote ou “mago” de Satanás praticava o sacrifício ritual de crianças e antes de morrer devido às complicações causadas pela dependência à heroína, estabeleceu conciliábulos satânicos em muitas cidades norte-americanas, incluindo Hollywood – e realizavam regularmente sessões ocultistas durante as quais comunicavam-se com demônios que apareciam disfarçados de uma pessoa morta ou de espíritos-guia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Crowley foi contatado por um amigo, um agente da Coroa Britânica, mais precisamente da Inteligência Naval, chamado Ian Fleming (1908-1964), o criador de James Bond, o Agente 007, para ajudá-lo no interrogatório de Rudolf Hess (1894-1987) e fornecer ao primeiro-ministro britânico Winston Churchill informações sobre o pensamento supertisioso/místico do inimigo. Dessa participação saiu o conhecido sinal do “V” da vitória, na verdade uma representação do símbolo da divindade Apophis-Typhon, um deus de destruição e aniquilação capaz de fazer frente às energias solares da suástica.[2]

Entre os integrantes da Skull and Bones estão ex-presidentes da República, ex-senadores, ministros da Suprema Corte, alguns dos mais influentes empresários do país e grande parte dos espiões da CIA, aliás criada durante a Segunda Guerra Mundial por membros dessa irmandade.

Durante a campanha presidencial em 1988, uma repórter perguntou ao então vice-presidente George Bush se ele era cristão. Ele inicialmente vacilou, mas depois respondeu: “Se você quer dizer, nascido de novo, então sim, sou um cristão.” Bush respondeu de uma maneira que foi fiel à sua formação ocultista e ao mesmo tempo enganou os crédulos cristãos.

George Walker Bush, o 43º presidente dos Estados Unidos (de 2001 a 2009), filho de “Bush pai”, ingressou na ordem em 1968, onde recebeu a alcunha de “Gog”, já que seu pai era “Magog”. Em 9 de fevereiro de 2004, o jornalista Timothy JohnTim” Russert (1950-2008) em seu programa “Meet The Press” (“Encontre-se com a Imprensa”), da NBC, então o programa político de maior audiência nas manhãs de domingo, perguntou à queima-roupa ao republicano George Walker Bush sobre a sua participação na Skull and Bones. Apesar de ter nomeado onze membros da Skull and Bones para compor a administração durante o seu primeiro mandato, Bush fez valer o seu juramento e se recusou a falar sobre a irmandade, alegando que “É tão secreta que não podemos falar sobre ela” (“It’s so secret we can’t talk about it”).

Notas:

[1] Ravencroft, Trevor. The Spear of Destiny: the occult power behind the spear which pierced the side of Christ, London, Neville Spearman, 1972, p.91.

[2] Chamada originalmente de “a cruz quebrada” (ou “cruz com os braços quebrados”), “sinal do judeu quebrado”, “cruz de Nero”, “patas de corvo” e “pés de bruxa”, o “sinal da paz” popularizado nos anos 60 é um símbolo usado por pagãos, ocultistas e satanistas, uma runa teutônica da morte, um “gesto de desespero” que denota a “morte do homem”. Nos últimos dois mil anos, esse símbolo foi usado para expressar ódio aos cristãos. Nero crucificou o apóstolo Pedro em uma cruz de cabeça para baixo que se parecia com a cruz teutônica e que se tornou uma insígnia pagã popular da época. Desde então, esse sinal se tornou conhecido como a “cruz nerônica”. As tribos germânicas que o utilizaram atribuíram propriedades estranhas e místicas ao sinal. Tal como uma runa, era usado por magos malignos em encantamentos pagãos. A cruz quebrada invertida era conhecida na Alemanha Nazista como um todersrune (runa da morte). Era usada para ilustrar notícias de mortes alemãs e parte da inscrição oficial prescrita para os túmulos de oficiais nazi da SS. O símbolo enfatizou o misticismo pagão. Com os braços da cruz suspensos em uma posição ereta, é um emblema pitagórico do curso da vida, na forma de uma estrada que se eleva com estradas bifurcadas ao Bem e o Mal. Ele também significa fertilidade, mas com os braços apontando para baixo, denota o mal e a morte. Na Cabala, o significado para a letra hebraica V (Van) é “Unha”. Ocorre que “A Unha” é um dos títulos secretos de Satã no interior da irmandade do satanismo. Em algarismos romanos, V é o número 5. Por que Satã gosta tanto do PENTA-grama e da saudação de CINCO-dedos entrelaçados usada na Maçonaria e na Bruxaria? O maçom e ocultista norte-americano Albert Pike (1809-1891) também identifica esse símbolo como místico em seu livro “Morals and Dogma” (1872). Os esquerdistas radicais e satanistas que popularizaram esse sinal sabem muito bem de seu antigo significado. Com efeito, o sinal “V” é hoje extensivamente usado por organizações comunistas como a Aliança Juvenil Socialista, Veteranos pela Paz no Vietnã e os Estudantes por uma Sociedade Democrática. Anton Szandor LaVey (1930-1997), fundador em 1966 da Igreja de Satã, fez o seguinte comentário sobre o símbolo da paz: “É um antigo e poderoso símbolo do Anticristo. Durante a Idade das Trevas foi usado na feitiçaria druida e por satanistas de todas as estirpes nos rituais de iniciação de um novo membro em sua ordem. Eles desenhavam o círculo mágico e davam ao iniciado uma cruz. O iniciado então erguia a cruz e virava a parte superior para baixo. Ele então renunciava ao cristianismo em todas as três dimensões de tempo (passado, presente e futuro) e quebrava as peças horizontais para baixo formando o desenho dos ‘Pés do Corvo’. Esse símbolo feio não é nada mais do que um trecho reduzido da blasfêmia contra o Espírito Santo, pois vestir ou exibir esse símbolo é anunciar tanto consciente quanto inconscientemente que rejeitou a Cristo. Lembre-se de que o simbolismo é uma língua retratada, e uma imagem vale mais do que mil palavras.”

A dinástica família Bush.